7° dia de guerra: últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

Confira os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio
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Fumaça e fogo se elevam do local de ataques aéreos em uma área central da capital iraniana, Teerã, em 6 de março de 2026. Novos ataques abalaram o Irã e o Líbano em 6 de março, enquanto Israel prometia intensificar o conflito no Oriente Médio, que se alastrou rapidamente por toda a região e além, para uma nova fase. (Foto de ATTA KENARE / AFP)

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O que acontece no 7° dia de guerra no Oriente Médio

  • Presidente do Irã afirma que alguns países começaram a tentar mediar fim da guerra
  • ONU declara guerra no Oriente Médio uma “grande emergência humanitária
  • Mercado de petróleo está garantido, diz diretor da Agência Internacional de Energia (AIE)
  • Alerta para “ameaça potencial de mísseis” em Dubai
  • Exército israelense anuncia novos bombardeios contra posições do Hezbollah na periferia sul de Beirute
  • Enviar tropas terrestres ao Irã seria “perda de tempo”, diz Trump

Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

Confira os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio.

Há ‘muito petróleo no mercado’ apesar da guerra no Oriente Médio, diz AIE


O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, tentou acalmar, nesta sexta-feira, os receios de uma crise global do petróleo, após a alta dos preços provocada pela guerra no Oriente Médio, afirmando que “há muito petróleo no mercado”.

Birol disse a jornalistas em Bruxelas que a “interrupção logística” causada pelo conflito “criou dificuldades para muitos países”, mas insistiu que “não há escassez a nível mundial”.

Não há “qualquer ação coletiva” relacionada ao petróleo no momento, indicou, embora “todas as opções” possam ser consideradas.

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Birol reuniu-se com a Comissão Europeia para discutir o impacto da guerra no fornecimento e nos preços da energia.

Em declarações à imprensa, descartou voltar a recorrer a Moscou para o fornecimento de gás, enquanto a União Europeia planeja proibir completamente as importações de gás russo no outono de 2027.

“Um dos erros históricos da Europa” foi tornar-se excessivamente dependente da Rússia, observou. “Considerá-la uma opção alternativa para obter gás” devido à guerra no Oriente Médio seria “economicamente e, na minha opinião, politicamente errado”, afirmou.

Por fim, incentivou os países europeus a aproveitarem as energias renováveis e impulsionarem a energia nuclear.

A AIE foi fundada em 1974 para coordenar as respostas aos problemas de abastecimento de petróleo após a crise de 1973.

– Ataques no Líbano –

O Exército israelense anunciou novos bombardeios contra posições do Hezbollah na periferia sul de Beirute, no bairro de Dahiyeh, após uma noite de intensos ataques contra este reduto do movimento pró-iraniano, que ficou muito destruído, com avenidas repletas de escombros e prédios em ruínas, segundo jornalistas da AFPTV.

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Um incêndio se alastra após bombardeio israelense a uma fazenda solar e usina de geração de energia na cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, em 4 de março de 2026. As forças israelenses avançaram em 4 de março para diversas cidades e vilarejos no sul do Líbano, disse à AFP uma fonte da força de paz da ONU no país, UNIFIL. (Foto de Kawnat HAJU / AFP)

Segundo a agência oficial de notícias libanesa Ani, também foram registrados ataques na região de Baalbek, leste do Líbano, e na cidade de Sidon.

As autoridades anunciaram que pelo menos 123 pessoas morreram e 683 ficaram feridas desde segunda-feira na ofensiva israelense.

– Explosões em Tel Aviv –

A cidade israelense de Tel Aviv foi abalada por oito explosões na manhã de sexta-feira, após um alerta de mísseis iranianos, informaram jornalistas da AFP.

Os serviços de emergência do Magen David Adom não registraram vítimas.

– Alerta para “ameaça potencial de mísseis” em Dubai –

Os moradores de Dubai receberam nesta sexta-feira em seus celulares um alerta do Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos com pedidos para que procurassem refúgio devido a uma “ameaça potencial de mísseis”, segundo correspondentes da AFP, enquanto o Irã prossegue com a campanha de represálias no Golfo.

– Ao menos 20 mortos em Shiraz –

Pelo menos 20 pessoas morreram em um ataque com mísseis na noite de quinta-feira contra a cidade de Shiraz, no sul do Irã, afirmou o vice-governador da província de Fars, Khalil Hasani, citado pela agência de notícias estatal Irna.

– Maersk suspende viagens –

A empresa de navegação dinamarquesa Maersk anunciou a suspensão temporária das viagens entre a Europa e o Oriente Médio e entre o Extremo Oriente e o Oriente Médio devido à guerra, que “compromete a segurança da navegação”.

– Acordo entre Coreia do Sul e Emirados sobre petróleo –

Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos anunciaram um acordo para o fornecimento de quase quatro milhões de barris de petróleo.

Seul informou que seus petroleiros atracarão em portos dos Emirados “que não exigem a passagem pelo Estreito de Ormuz”, por onde transita 20% do petróleo comercializado em todo o mundo e que o Irã afirma controlar totalmente.

– Enviar tropas terrestres ao Irã seria “perda de tempo”, diz Trump –

O envio de tropas terrestres ao Irã seria uma “perda de tempo”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao canal NBC News, ao considerar que o Irã já “perdeu tudo”.

– Explosões em Teerã, Israel ataca “infraestrutura do regime” –

A televisão pública iraniana Irib informou sobre “várias explosões” na capital do país, depois que o Exército israelense anunciou uma onda de ataques “em larga escala contra a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã”.

– Segundo japonês detido no Irã, afirma Tóquio –

Tóquio informou que um segundo cidadão japonês está detido no Irã e pediu sua libertação imediata. O país já havia relatado uma detenção ocorrida em 20 de janeiro, que, segundo as informações, correspondia ao chefe do escritório de Teerã da emissora pública NHK.

– Sri Lanka assume o controle de navio iraniano –

O Sri Lanka assumiu nesta sexta-feira o controle do navio de guerra iraniano que teve a tripulação retirada na quinta-feira, dois dias após o ataque das forças militares dos Estados Unidos que afundou outra fragata da República Islâmica.

– Hezbollah e Guarda Revolucionária apontam para Israel –

O movimento libanês Hezbollah reivindicou disparos de artilharia e foguetes contra posições do Exército israelense perto da fronteira. Pouco antes, pediu a evacuação das localidades israelenses situadas “a menos de cinco quilômetros” da linha de fronteira.

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Fumaça sobe do local de um ataque aéreo israelense nos subúrbios do sul de Beirute, em 6 de março de 2026. Novos ataques abalaram o Irã e o Líbano em 6 de março (Foto de Ibrahim AMRO / AFP).

A Guarda Revolucionária, o exército do Irã, também anunciou o lançamento de mísseis e drones em direção a Tel Aviv, em Israel.

– Hotel atacado no Bahrein –

As autoridades do Bahrein informaram que ataques iranianos atingiram um hotel e dois edifícios residenciais na capital, Manama, e provocaram danos materiais. Não foram registradas vítimas fatais.

– Riade e Catar evitam novos ataques –

A Arábia Saudita anunciou que interceptou três novos mísseis que se dirigiam à base aérea Príncipe Sultão, onde estavam militares americanos. Riade também derrubou vários drones na mesma região.

O Catar também afirmou que impediu um ataque com drones contra uma base americana.

– Huthis com “dedo no gatilho” –

O líder dos rebeldes huthis pró-Irã no Iêmen, Abdul Malik al Houthi, afirmou na quinta-feira que seu grupo está com o “dedo no gatilho” e preparado para atacar “a qualquer momento, caso os acontecimentos exijam”.

– Israel anuncia nova fase da guerra –

O comandante do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, anunciou na quinta-feira que a guerra em curso com o Irã entra em uma nova etapa, ao prometer “outras surpresas” contra a República Islâmica.

© Agence France-Presse

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