Ataques aéreos, uso de drones e hipotermia continuam sendo registrados na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo. Mais de 100 crianças foram mortas desde o início de outubro, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef. Leia em TVT News.
Falando da Cidade de Gaza nesta terça-feira, o porta-voz da agência, James Elder, disse a jornalistas em Genebra que o total representa, em média, um menor de idade morto por dia durante o cessar-fogo.
Bombardeios e munição real
Elder contou que as mortes acontecem “após ataques aéreos, ação de drones, incluindo os conhecidos como ‘suicidas’, ou ainda por bombardeios de tanques, por munição real e ainda quadricópteros, controlados remotamente.”
A mais recente visita à região foi marcada por conversas com muitas crianças e famílias que tiveram a evacuação negada, apesar de terem concluído um difícil processo formal.
Um dos casos é de um menino de nove anos com estilhaços alojados na vista. O representante do Unicef contou que ele corre o risco de “perder a visão em um olho, talvez em ambos”.
Uma menina no hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza “pode morrer” e outra criança tem uma perna que precisa ser amputada. Elder explicou que os três menores são candidatos absolutos à evacuação médica e tiveram a autorização negada até agora.
Entre 50 e 100 pacientes eram transferidos diariamente antes da guerra em Gaza, que começou após os ataques liderados pelo movimento Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023.
Disponibilidade de alimentos melhorou
A Organização Mundial da Saúde, OMS, destacou que passados três meses do anúncio do cessar-fogo em Gaza, a disponibilidade de alimentos melhorou tal como a entrada de suprimentos médicos e de medicamentos em certa medida.
No entanto, a agência da ONU aponta para atrasos devido a longos procedimentos de liberação alfandegária. Alguns suprimentos médicos essenciais seriam classificados como de uso duplo e tiveram a entrada negada.
As necessidades de saúde em Gaza são consideradas graves. A região é marcada pelo deslocamento generalizado, faltam abrigos adequados, há superlotação e as rigorosas condições do inverno contribuem para o risco de surtos de doenças.
Para a OMS, é essencial assegurar um acesso humanitário duradouro e em larga escala para atender às necessidades e proteger vidas.

Via ONU
