Eleições em Portugal: socialista fica na frente do oponente de extrema direita no 1º turno

António José Seguro lidera votação inicial, contraria pesquisas e enfrenta André Ventura no segundo turno marcado para 8 de fevereiro
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Com o total dos votos apurados, Seguro, apoiado pelo Partido Socialista (PS), obteve 31,13% dos votos válidos. Foto: José António Rodrigues/Partido Socialista

O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 de Portugal não chegou a definir o novo chefe de Estado pela primeira vez em quase quatro décadas. Agora, o segundo turno será da disputa entre o conservador André Ventura e o socialista António José Seguro, que contrariou as projeções das pesquisas eleitorais ao superar o candidato de extrema direita. Saiba mais na TVT News.

Com a totalidade dos votos apurados, Seguro, candidato pelo Partido Socialista (PS), obteve 31,13% dos votos válidos. Ventura, líder do partido Chega, ficou em segundo lugar, com 23,49%, garantindo presença na fase final do pleito, que será realizada no dia 8 de fevereiro.

Surpresa nas urnas e inversão de expectativas

A liderança de António José Seguro foi considerada uma surpresa no cenário político português. Levantamentos divulgados antes da votação indicavam vantagem para André Ventura, impulsionado pelo crescimento da extrema direita e pelo desempenho do Chega nas eleições legislativas de 2025.

Durante a campanha, Seguro apostou em um discurso de moderação, defesa das instituições democráticas e valorização dos serviços públicos. Após a divulgação dos resultados, o socialista afirmou que o primeiro turno representou “uma vitória da democracia” e convocou eleitores de diferentes campos políticos a se unirem contra o extremismo na segunda volta.

Ventura consolida a extrema direita

Apesar de ficar atrás do adversário, André Ventura consolidou sua posição como principal força de oposição no país. Fundador do Chega, o candidato utilizou a tradicional retórica crítica aos impostos, à imigração e à burocracia estatal, direcionando ataques diretos às políticas socialistas.

Disputa acirrada em concelhos e vantagem nos grandes centros

O primeiro turno foi marcado por resultados equilibrados em diversas localidades. Em Figueira de Castelo Rodrigo, Seguro venceu Ventura por apenas um voto. Em Pedrógão Grande, o candidato da extrema direita ficou dois votos à frente do socialista, enquanto na Golegã a diferença entre ambos foi de apenas seis votos.

Em contraste, nos grandes centros urbanos o candidato socialista abriu vantagem significativa. Em Lisboa, Seguro registrou uma diferença superior a 36 mil votos em relação ao terceiro colocado, João Cotrim de Figueiredo, desempenho que ajudou a consolidar sua liderança nacional.

Caminho até o segundo turno

A segunda etapa da eleição presidencial está marcada para 8 de fevereiro. A campanha eleitoral será retomada entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, com voto antecipado previsto para o dia 1º. O vencedor tomará posse em 9 de março, no Palácio de Belém, sucedendo Marcelo Rebelo de Sousa, que encerra seu segundo e último mandato.

O confronto final colocará frente a frente dois projetos opostos para o país: de um lado, a proposta moderada e institucional de António José Seguro; do outro, o discurso de ruptura e contestação de André Ventura. O resultado deve definir não apenas o próximo presidente de Portugal, mas também o peso político da extrema direita no futuro do país.

Com informações de Euronews

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