Agentes anti-imigração matam enfermeiro nos EUA

Alex Pretti é o segundo civil morto por forças federais em Minneapolis em três semanas
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Alex Pretti segurava apenas um celular quando foi morto. Foto: dangjessie/Instagram

Agentes de imigração dos Estados Unidos (EUA) assassinaram um homem a tiros no sábado (24) em Minneapolis. Alex Pretti, 37 anos, era um enfermeiro de cuidados intensivos. É a segunda morte na cidade causada por agentes federais. Entenda em TVT News.

A versão do Departamento de Segurança Interna (DHS) é de que Alex estava armado e tentou investir contra os agentes, porém vídeos do momento em que o enfermeiro foi baleado provam o contrário. De acordo com análise do material pelo jornal The New York Times, a vítima segurava apenas um telefone quando foi alvejada.

Segundo a análise do jornal, Alex participava de um pequeno protesto contra o ICE e filmava a repressão dos agentes federais, que espirravam spray de pimenta no rosto dos manifestantes, quando foi abordado. Alex foi cercado por sete agentes, imobilizado no chão e repetidamente agredido por eles.

Em seguida, o enfermeiro é atingido na nuca por um tiro à queima-roupa. Pelo menos dez tiros foram disparados contra o cidadão de Minneapolis em cerca de cinco segundos, de acordo com o The New York Times.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, utilizou sua própria rede social, Truth Social, para defender os agentes federais e a falsa versão de que Alex portava arma de fogo e resistiu violentamente quando tentaram desarmá-lo. Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, criticou a ação federal e afirmou que a cidade está sendo invadida pelo governo Trump.

Pretti era cidadão estadunidense, nascido em Illinois e morador de Minneapolis. De acordo com familiares e amigos, trabalhava em um hospital local e era um homem amável que adorava mountain bike. O enfermeiro havia participado de protestos contra a morte de Renee Good, também assassinada por agentes de imigração na cidade.

Minneapolis vive onda de protestos contra as operações anti-imigração do governo Trump

A cidade no estado de Minnesota registra manifestações contra a truculência de agentes federais desde o início do ano. Em 7 de janeiro, a cidadã estadunidense Renee Good foi baleada e morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). O ICE vem sendo utilizado como uma polícia particular de Trump.

Vídeos postados em redes sociais mostram o crime de vários ângulos. Os agentes anti-imigração se aproximam pela lateral do veículo e tentam abrir a porta da motorista. Ela então acelera e tenta sair com o carro, quando outro agente dispara tiros à queima-roupa.

Ela era mãe de três filhos, poeta premiada e guitarrista amadora. Renee havia acabado de se mudar para cidade e era uma observadora legal das atividades do ICE, ou seja, uma voluntária que monitora as forças policiais em protestos e operações.

O prefeito de Minneapolis lamentou a morte da mulher de 37 anos e contestou a versão do Departamento de Segurança Nacional de que ela teria tentado atropelar os agentes. “Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados”, afirmou.

Já em 20 de janeiro, um menino de 5 anos foi detido por agentes de imigração durante uma batida em Minneapolis. A criança foi usada como “isca” para entrar em uma casa e prender imigrantes.

Liam Ramos voltava da escola com o pai, quando foram abordados na porta de casa e levados pelos agentes a um centro de detenção no Texas. A família tinha pedido de asilo em andamento e não havia ordem de deportação.

De acordo com Zena Stenvik, superintendente das escolas públicas de Columbia Heights, o menino foi orientado a bater na porta de sua casa para que os agentes do ICE pudessem deter outros moradores. Segundo Stevnik, o menino é o quarto estudante de um subúrbio de Minneapolis a ser detido por agentes de imigração nas últimas semanas.

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