Em Brasília, na manhã desta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para um encontro institucional que discutiu, sobretudo, a organização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil e o interesse do país em sediar o Mundial de Clubes da entidade em 2029. O encontro contou com a participação de dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), incluindo o presidente Samir Xaud e o vice-presidente Gustavo Dias Henrique, além do técnico Carlo Ancelotti e do ministro do Esporte, André Fufuca. Leia em TVT News.
No Palácio do Planalto, Lula reforçou ao dirigente máximo da Fifa o desejo brasileiro de ser considerado como palco da edição de 2029 da Copa do Mundo de Clubes, competição que, no novo formato de 32 clubes, tem chamada atenção internacional. O presidente ressaltou o contexto de tradição futebolística do Brasil e a experiência do país em sediar eventos de grande porte como a Copa do Mundo masculina de 2014 e a Olimpíada de 2016, apontando essas experiências como diferenciais para receber o torneio global de clubes.
Autoridades brasileiras deixaram claro que a iniciativa não se trata de um pedido formal de candidatura encerrado ou protocolado, mas de um gesto político e diplomático de colocar o Brasil na rota da disputa pela sede, reforçando a articulação em torno do tema junto à Fifa e parceiros internacionais.
A agenda principal da reunião, no entanto, foi a Copa do Mundo Feminina de 2027, cuja preparação segue em curso para o torneio a ser disputado em agosto do próximo ano em oito cidades brasileiras. Gianni Infantino projetou a competição como histórica, estimando a presença de milhões de torcedores e grande audiência global, e enalteceu o trabalho conjunto entre Fifa, CBF e governo brasileiro para viabilizar o evento. Segundo o dirigente, o Brasil tem condições estruturais — com estádios, logística e mobilidade — e culturais para fazer da edição a “melhor da história”, reunindo torcedores do mundo inteiro e fortalecendo o futebol feminino no país e internacionalmente.
“Concordamos que a Copa no Brasil será a melhor da história. Vamos ter entre três e quatro milhões de torcedores do mundo inteiro que vão encher os oito maravilhosos estádios nas oito cidades-sedes. Vamos ter pelo menos três bilhões de pessoas que vão assistir a esse Mundial e vai ser um sucesso”, afirmou o dirigente.
Infantino ainda observou que o Brasil representa um mercado fundamental para o desenvolvimento da modalidade e que o engajamento popular e institucional pode impulsionar a visibilidade e o impacto social da competição. Esses elogios são interpretados no meio esportivo como forte reconhecimento internacional ao papel do Brasil na promoção e difusão do futebol feminino.
A CBF já vem trabalhando nos bastidores há meses para projetar o Brasil como sede da edição de 2029 do Mundial de Clubes, e essa conversa com Infantino foi encarada por dirigentes como um passo relevante na construção de consenso e apoio dentro da Fifa para a possível candidatura brasileira. Embora não haja, até o momento, uma definição formal do processo de escolha da sede ou prazos estabelecidos pela entidade, o encontro de Brasília reforça a prioridade que o governo e a CBF atribuem ao tema.
Nos próximos meses, a expectativa é que as discussões avancem tanto com a Fifa quanto com eventuais parceiros, clubes e federações continentais, para consolidar uma proposta competitiva — alinhada a interesses esportivos, econômicos e de legado — visando à atração de um dos principais eventos de futebol de clubes do calendário global.
