Na última semana, milhões de brasileiros passaram a sentir um alívio direto no contracheque. Com a nova regra de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês ficaram isentos da retenção na fonte. Na prática, isso significa uma renda extra mensal que pode chegar a R$ 312, valor suficiente para transformar pequenos hábitos de consumo e ampliar as opções de lazer. Veja, na TVT News, como você pode utilizar o valor a mais no orçamento para se divertir.
A mudança faz parte da Lei nº 15.270/2025, que reformulou a estrutura do imposto e vai beneficiar entre 16 e 20 milhões de contribuintes. O ganho anual pode passar de R$ 4 mil com o 13º salário, funcionando como uma espécie de “14º pagamento” distribuído ao longo do ano.
Para muitas famílias, a quantia que antes ia para o Fisco agora ajuda a fechar as contas básicas. Mas também pode ampliar o acesso a lazer e cultura quando direcionado a despesas recorrentes ou experiências de baixo custo.
Veja como essa quantia pode ser distribuída em diferentes tipos de consumo:
Cinema

As idas ao cinema, muitas vezes cortadas do orçamento familiar, voltam a caber na rotina. Considerando ingressos médios entre R$ 30 e R$ 40, mais o combo de pipoca e refrigerante, a economia do Imposto de Renda permite de três a quatro sessões mensais. Para famílias, o valor ajuda a bancar ao menos um passeio coletivo mensal, tornando o cinema novamente uma opção de lazer acessível.
Streaming
Para quem prefere lazer em casa, o valor extra praticamente paga sozinho um pacote completo de assinaturas digitais. Combos de streaming disponíveis no mercado custam a partir de R$ 24,90 por mês, incluindo plataformas como Disney+ com anúncios e descontos em outros serviços. Mesmo optando por planos avulsos, como Netflix (a partir de R$ 20,90) ou Prime Video (R$ 19,90), é possível assinar duas ou três plataformas simultaneamente e ainda gastar menos de R$ 100 mensais. Assim, sobra dinheiro para internet mais rápida ou aluguel de filmes, mantendo lazer diário em casa sem pesar no bolso.
Teatro
No teatro, e setores como o Balcão, você pode pagar cerca de R$ 50 a R$ 80. Com a isenção, é possível levar uma família de quatro pessoas para o setor lateral uma vez por mês. Em campanhas promocionais em peças menores, ingressos podem custar R$ 25 a R$ 50, como ocorre em festivais e temporadas especiais em várias capitais, os R$ 215 rendem até oito ou nove espetáculos no mês.
Livros
O impacto também chega às livrarias. O valor mensal economizado cobre a compra de quatro a cinco livros best-sellers (com valor médio de R$ 65) ou a assinatura de clubes de leitura, como a TAG Livros (a partir de R$ 69,90), ou do Kindle Unlimited (R$ 24,90).
Para quem estuda ou busca qualificação profissional, a renda extra pode significar acesso a obras técnicas e materiais de formação, ampliando não apenas o lazer, mas também as oportunidades de aprendizado.
Passeios e turismo local
Com a isenção, o valor extra pode bancar vários passeios culturais. Em São Paulo, por exemplo, ingressos para museus e exposições custam, em média, entre R$ 20 e R$ 30, o que permite visitar instituições como MASP, Pinacoteca, Museu do Ipiranga e Museu da Língua Portuguesa ao longo do mês. Na prática, o trabalhador consegue garantir um ‘rolê’ cultural a cada fim de semana, e ainda sobra dinheiro para estender o programa com um café ou lanche depois da visita.
Planejamento é chave
Apesar do alívio, é bom ter cautela. Antes de transformar toda a folga em lazer, vale priorizar a quitação de dívidas com juros altos ou investir em cursos de qualificação. Outra orientação é revisar assinaturas digitais para evitar serviços pouco usados.
Ainda assim, o efeito é evidente: depois de anos com o orçamento apertado, parte dos trabalhadores poderá voltar a incluir pequenos prazeres na rotina.
Seja um livro novo para ler durante o fim de semana, uma ida ao teatro ou um combo de streaming para maratonar séries, os R$ 215 a mais por mês devolvem a muitos trabalhadores brasileiros algo por vezes raro no orçamento apertado: o poder de decidir como gastar (e aproveitar!) o próprio dinheiro.

