Papa Leão XIV pede respeito à trégua olímpica

Tradição de paz nos jogos olímpicos vem desde a Antiguidade e está em resolução na ONU
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Os britânicos Luke Digby (C) e Anastasia Vaipan-Law (E) posam com seus companheiros de equipe após competirem no programa curto de pares da patinação artística durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, na Arena de Patinação no Gelo de Milão, em 6 de fevereiro de 2026. (Foto de WANG Zhao / AFP)


O papa Leão XIV fez um apelo ao mundo nesta sexta-feira (6) para que respeite a trégua olímpica, “um instrumento de esperança”, poucas horas antes da cerimônia oficial de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, que se estendem até 22 de fevereiro. Leia em TVT News.

Papa Leão XIV pede respeito à trégua olímpica, ‘um instrumento de esperança’

Cidade do Vaticano, Santa Sé, com informações da AFP

“Encorajo sinceramente todas as nações (…) a redescobrirem e respeitarem este instrumento de esperança que é a trégua olímpica, um símbolo e uma profecia de um mundo reconciliado”, escreveu o Papa Leão XIV em uma mensagem.

Em novembro, os Estados-membros da ONU adotaram uma resolução que apela à suspensão dos conflitos internacionais durante os Jogos Olímpicos, um ideal que tem sido regularmente ignorado ao longo da história.

A resolução inspira-se em uma tradição grega milenar e, desde 1993, a trégua olímpica é apresentada de dois em dois anos na ONU pelo país anfitrião da edição seguinte dos Jogos Olímpicos.

O papa Leão XIV recordou que “na Grécia Antiga, tratava-se de um acordo que visava suspender as hostilidades antes, durante e depois dos Jogos Olímpicos, para que atletas e espectadores pudessem viajar livremente e as competições pudessem ocorrer sem interrupções”.

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Lula e Papa Leão XIV: Diálogo sobre fé, justiça social e desafios globais. Foto: Vatican Media

O líder religioso católico também alertou para o perigo de “os negócios se tornarem a principal ou exclusiva motivação” do esporte.

Rejeitou igualmente a ideia de que “grandes eventos esportivos” devam servir “interesses políticos ou ideológicos”.

“Quando o esporte se submete à lógica do poder, da propaganda ou da supremacia nacional, a sua vocação universal é traída”, afirmou.

© Agence France-Presse

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