O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança isolada nos três cenários da pesquisa estimulada para a Presidência da República divulgada pelo instituto Real Time Big Data em fevereiro de 2026. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-06428/2026, ouviu 2 mil eleitores em todo o país entre os dias 6 e 7 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Saiba mais em TVT News.
No primeiro cenário, que inclui Flávio Bolsonaro (PL), Ratinho Jr. (PSD), Romeu Zema (Novo), Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão), o atual presidente soma 39% das intenções de voto, abrindo nove pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que aparece com 30%. Ratinho Jr. tem 10%, enquanto os demais ficam abaixo dos 5%.

A liderança de Lula se sustenta em praticamente todos os recortes do eleitorado. Entre as mulheres, o presidente alcança 42%, contra 27% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, a disputa é mais equilibrada, mas Lula ainda lidera, com 36%. Na variável idade, o petista vence em todas as faixas, com destaque entre eleitores com 60 anos ou mais, onde chega a 41%. No recorte de renda, a vantagem é ainda mais expressiva entre quem ganha até dois salários mínimos: 42% para Lula, ante 27% do principal adversário. O presidente também lidera entre católicos (41%) e entre eleitores sem religião ou de outras crenças (44%), além de registrar desempenho destacado no Nordeste, onde chega a 47% das intenções de voto.
No segundo cenário, em que Eduardo Leite (PSD) substitui Ratinho Jr., o petista amplia ligeiramente sua posição e alcança 40%, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Os demais nomes seguem distantes, todos abaixo dos 6%. Mais uma vez, o presidente apresenta vantagens consistentes nos segmentos sociais estratégicos. Entre as mulheres, Lula marca 43%. Entre eleitores com mais de 60 anos, chega a 43%. Na faixa de renda até dois salários mínimos, o petista sobe para 44%, consolidando sua força junto à população de menor renda. Entre católicos e eleitores de outras religiões ou sem religião, Lula mantém 43% e 44%, respectivamente. No Nordeste, o desempenho é ainda mais expressivo: 51%, mais que o dobro do percentual de Flávio Bolsonaro na região.

O terceiro cenário testado inclui Ronaldo Caiado (PSD) no lugar de Eduardo Leite. O resultado repete o padrão dos cenários anteriores: Lula lidera com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Caiado aparece com 6%, e os demais permanecem com índices residuais. Nos recortes demográficos, o presidente do PT mantém vantagem entre mulheres (43%), eleitores mais velhos (43%), trabalhadores de menor renda (44%) e no Nordeste (51%). Mesmo no Sudeste, região mais populosa do país, Lula lidera numericamente, com 36%, à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 35%.

Lula é o mais capaz de melhorar a economia
Além da intenção de voto, a pesquisa investigou a percepção dos eleitores sobre temas centrais da agenda nacional. Na pergunta sobre quem tem mais capacidade para melhorar a economia, o candidato do PT aparece em primeiro lugar, com 29%, superando Flávio Bolsonaro, que registra 20%. O presidente também lidera com ampla vantagem quando o tema é a melhoria da vida dos mais pobres: 44% dos entrevistados apontam Lula como o candidato mais preparado para essa tarefa, contra apenas 17% de Flávio Bolsonaro e percentuais ainda menores dos demais concorrentes.
Os dados reforçam a associação do presidente a políticas de combate à pobreza, geração de renda e fortalecimento do mercado interno, marca histórica dos governos do PT. Não por acaso, ele é apontado por 84% dos entrevistados como o candidato que mais simboliza a esquerda no Brasil, consolidando sua identidade política e seu vínculo com os setores populares.
O levantamento também mostra que Lula apresenta elevada taxa de voto consolidado: 33% dos eleitores afirmam que o petista é “seu voto decidido”, enquanto outros 17% dizem que “poderiam votar” nele, indicando um potencial eleitoral robusto.
Em um cenário de antecipação do debate eleitoral de 2026, a pesquisa Real Time Big Data sinaliza que Lula chega ao período pré-eleitoral como favorito, com base social ampla, forte desempenho regional — especialmente no Nordeste — e clara vantagem entre mulheres, eleitores mais velhos e trabalhadores de menor renda, além de liderança inequívoca nos temas econômicos e sociais mais sensíveis para a população brasileira.
