Os trabalhadores do Metrô de São Paulo decretaram estado de greve em assembleia realizada na segunda-feira (9), em resposta à recusa da Companhia do Metropolitano em negociar mudanças no Plano de Carreira e em outras demandas trabalhistas. A medida funciona como um instrumento de pressão, sem interrupção imediata do serviço, e mantém as operações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata normalmente. Saiba os detalhes na TVT News.
Segundo o Sindicato dos Metroviários, a decisão foi tomada após a empresa adotar uma postura “autoritária” e encerrar o diálogo sobre temas considerados centrais para a categoria.
O movimento pode evoluir para uma paralisação total em breve. Uma nova assembleia está marcada para a quarta-feira (11), quando os trabalhadores devem avaliar a resposta do Metrô e decidir os próximos passos.
Principais reivindicações dos metroviários
A pauta apresentada pelo sindicato reúne demandas salariais, critérios de promoção e questões estruturais da empresa. Entre os principais pontos estão:
- Pagamento de “steps”: reajustes de progressão salarial iguais para todos os funcionários e o fim do limite de 1% da folha de pagamento destinado a essas correções, considerado insuficiente para garantir aumentos reais;
- Critérios de promoção: extinção da chamada “análise comportamental”, defendendo processos mais objetivos e técnicos em concursos internos;
- Contratações via concurso público: oposição à terceirização, especialmente na manutenção de vias e trens, e reposição do quadro de pessoal, apontado como defasado após programas de demissão voluntária;
- Valorização dos oficiais de manutenção: criação de oportunidades de ascensão para cargos de supervisão e técnicos;
- Nota de corte em concursos: retorno da exigência mínima de 6,5, desvinculada das metas globais da diretoria.
Para o sindicato, as medidas são necessárias para preservar o caráter público do Metrô e evitar a precarização do serviço. A companhia ainda não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações dos trabalhadores.
Histórico de paralisações
A mobilização atual ocorre num cenário histórico recorrente de conflitos entre metroviários e o governo de São Paulo. Nos últimos anos, a categoria realizou paralisações marcadas por disputas salariais, reformas administrativas e privatizações.
Caso não haja avanço nas negociações, a assembleia desta semana pode definir se ocorrerá de fato a greve, ampliando o risco de interrupções no metrô nos próximos dias.


