Metroviários de SP mantêm estado de greve e realizam nova assembleia em 3 de março

A categoria é contra a terceirização da manutenção e reivindica negociações sobre o Plano de Carreira
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Assembleia dos metroviários decide seguir a mobilização. Foto: CMSP

Os trabalhadores do Metrô de São Paulo estão em estado de greve e realizam uma nova assembleia em 3 de março, de acordo com o Sindicato dos Metroviários. A ação é uma resposta à recusa da Companhia do Metropolitano em negociar mudanças no Plano de Carreira e em outras demandas trabalhistas. Entenda em TVT News.

Na assembleia realizada na segunda (9), os metroviários mencionavam a possibilidade de paralisação em 25 de fevereiro. Agora, não há menção à possível greve, apenas a uma nova assembleia a ser realizada em 3 de março.

A assembleia desta quarta decidiu manter boicote ao novo Plano de Carreira e a luta contra o avanço da terceirização da manutenção; construir ato com outras categorias em 20 de março; e realizar concentração no Fórum da barra Funda durante julgamento de ação contra a terceirização em 23 de março.

O que é estado de greve

O estado de greve é um instrumento de pressão, sem interrupção imediata do serviço, e mantém as operações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata normalmente. A situação alerta que os trabalhadores podem entrar em greve a qualquer momento.

Principais reivindicações dos metroviários

A pauta apresentada pelo sindicato reúne demandas salariais, critérios de promoção e questões estruturais da empresa. Entre os principais pontos estão:

  • Pagamento de “steps”: reajustes de progressão salarial iguais para todos os funcionários e o fim do limite de 1% da folha de pagamento destinado a essas correções, considerado insuficiente para garantir aumentos reais;
  • Critérios de promoção: extinção da chamada “análise comportamental”, defendendo processos mais objetivos e técnicos em concursos internos;
  • Contratações via concurso público: oposição à terceirização, especialmente na manutenção de vias e trens, e reposição do quadro de pessoal, apontado como defasado após programas de demissão voluntária;
  • Valorização dos oficiais de manutenção: criação de oportunidades de ascensão para cargos de supervisão e técnicos;
  • Nota de corte em concursos: retorno da exigência mínima de 6,5, desvinculada das metas globais da diretoria.

Para o sindicato, as medidas são necessárias para preservar o caráter público do Metrô e evitar a precarização do serviço. A companhia ainda não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações dos trabalhadores.

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