Carol Solberg é suspensa pela FIVB após comemorar prisão de Bolsonaro

Atleta brasileira ficará fora da etapa de abertura do Circuito Mundial de 2026, em João Pessoa
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A punição impede a atleta de disputar a etapa de abertura do Circuito Mundial de 2026 em março. Foto: Divulgação/CBV

A jogadora brasileira de vôlei de praia Carol Solberg foi suspensa por um torneio pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) após celebrar publicamente a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma competição internacional. A decisão foi oficializada pelo Painel Disciplinar da entidade na quinta-feira (19). Saiba os detalhes na TVT News.

A punição impede a atleta de disputar a etapa de abertura do Circuito Mundial de 2026, o Beach Pro Tour Elite 16, programado para ocorrer entre 11 e 15 de março, em João Pessoa (PB). A defesa ainda pode recorrer da decisão.

O episódio na Austrália

O caso remonta a 23 de novembro de 2025, em Adelaide, na Austrália. Após conquistar a medalha de bronze ao lado da parceira Rebecca, Carol concedeu entrevista oficial ainda na quadra e comentou a prisão de Bolsonaro, ocorrida na véspera, após tentar violar sua tornozeleira eletrônica.

Durante a fala, a atleta disse que o ex-mandatário foi o “pior presidente da história do Brasil” e afirmou que a detenção era motivo de celebração. Em português, concluiu com um grito: “Vamos comemorar, galera, Bolsonaro na cadeia, porra!”.

Base legal da punição

A FIVB explicou a sanção com base no Artigo 8.3 de seu Regulamento Disciplinar, que tipifica como “conduta antidesportiva” qualquer gesto, linguagem ou comportamento que possa ser considerado ofensivo ou que traga descrédito ao esporte ou à entidade.

Segundo a federação, a norma busca assegurar que o ambiente competitivo permaneça focado exclusivamente no desempenho esportivo, sem interferências de natureza política nas entrevistas e cerimônias oficiais.

Além da suspensão por um torneio, não foram aplicadas multas adicionais. A decisão, no entanto, pode ser revista em caso de recurso apresentado pela atleta.

Histórico de embates

Não é a primeira vez que Carol enfrenta questionamentos disciplinares por posicionamentos políticos. Em setembro de 2020, durante uma etapa do Circuito Brasileiro em Saquarema (RJ), ela gritou “Fora, Bolsonaro” ao fim de uma entrevista ao vivo.

Na ocasião, a procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei chegou a pedir multa e suspensão, mas a atleta acabou absolvida posteriormente. À época, ela afirmou que utilizava sua voz como exercício de cidadania e defesa da democracia.

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