Av. Paulista pode receber megashow em 2026; Rolling Stones, U2 e Coldplay estão entre cotados

Prefeitura de São Paulo mira modelo de shows no Rio e pode apostar no rock para atrair multidões
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A data idealizada para o primeiro evento na Av. Paulista é 5 de setembro de 2026. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Avenida Paulista pode se tornar o mais novo palco a céu aberto de um grande show em São Paulo. Inspirado nos moldes dos megashows gratuitos do Todo Mundo no Rio, realizados na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, o show pode ocorrer em setembro de 2026, segundo a Prefeitura da capital. Alguns nomes de peso da música internacional, como Rolling Stones e U2, já estão sendo cotados para figurarem como a atração principal. Saiba os detalhes na TVT News.

De divas pop a gigantes do rock

Enquanto o Rio apostou em nomes como Madonna e Lady Gaga, que reuniram públicos estimados em mais de 1,5 milhão de pessoas, parece que São Paulo fará uma mudança de perfil: o foco deve ser o rock.

Entre os artistas cotados para abrir essa trilha de megashows na Paulista estão Rolling Stones, U2, Foo Fighters e Coldplay; além de Mariah Carey, única estrela pop mencionada até agora nas sondagens iniciais.

A data idealizada para o primeiro evento é 5 de setembro de 2026, de acordo com o prefeito Ricardo Nunes, mas o cronograma depende da agenda dos artistas e da conclusão dos trâmites jurídicos.

Novo acordo libera megashow

Até este ano, a realização de grandes eventos na Paulista era restrita por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2007 com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). O acordo permitia apenas três eventos de grande porte por ano: a Parada do Orgulho LGBTQIA+, a Corrida de São Silvestre e o Réveillon.

Em 24 de fevereiro de 2026, foi assinado um aditamento ao TAC que amplia gradualmente essas permissões:

  • 2026 (ano de transição): três eventos tradicionais + um megashow no segundo semestre;
  • A partir de 2027: dois shows gratuitos por ano (um por semestre), além dos eventos já previstos.

Apesar da assinatura, o novo termo ainda precisa ser validado pelo Conselho Superior do MPSP. A prefeitura trabalha com a expectativa de homologação até meados de abril, etapa essencial para iniciar contratações e fechar o nome da atração.

Impacto bilionário e exigências rígidas

A estimativa do Executivo municipal é de que o megashow possa injetar cerca de R$ 4 bilhões na economia paulistana, impulsionando turismo, hotelaria, comércio e serviços.

Em contrapartida, o novo TAC impõe uma série de exigências operacionais. Entre elas:

  • revistas e controle de acesso de pedestres;
  • monitoramento reforçado nas estações de metrô;
  • instalação de banheiros químicos;
  • garantia de acesso a moradores, trabalhadores e hospitais da região;
  • medidas para redução do impacto sonoro;
  • entrega de relatório detalhado ao Ministério Público até 30 dias após cada evento.

O descumprimento das obrigações pode levar à suspensão de futuras autorizações.

Resistências e plano B

O projeto, no entanto, enfrenta resistência de associações de moradores, que apontam a ausência de estudos prévios de impacto de vizinhança e questionam se a infraestrutura da região é capaz de suportar um público que pode ultrapassar a marca de um milhão de pessoas. Como exemplo, a superlotação registrada durante o bloco da Skol, que teve apresentação do DJ Calvin Harris na própria Avenida Paulista, alerta para a necessidade de planejamento logístico mais robusto, com reforço em segurança, mobilidade urbana e controle de acesso.

Caso surjam novos entraves jurídicos para a realização do show na Paulista, a prefeitura mantém o Aeroporto Campo de Marte como plano alternativo. Contudo, o local é considerado menos estratégico devido a obras em andamento e à menor oferta de transporte público em comparação com a região central.

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