A Federação Única dos Petroleiros (FUP) participa da caravana internacional de solidariedade a Cuba, que levará ajuda humanitária ao país caribenho no próximo dia 21 de março, em Havana. A entidade será representada por Pedro Augusto, diretor do Sindicato dos Petroleiros Unificado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) e da FUP, que integra a delegação brasileira formada por sindicalistas, parlamentares e lideranças sociais. Leia em TVT News.
A iniciativa faz parte do Nuestra América Convoy a Cuba, mobilização internacional que reunirá delegações de mais de uma dezena de países, com o objetivo de entregar mais de 20 toneladas de ajuda humanitária, incluindo alimentos, medicamentos, itens de higiene e equipamentos de energia solar.
A caravana surge em resposta ao agravamento da crise enfrentada pela população cubana, marcada pela escassez de combustíveis, frequentes apagões e dificuldades no acesso a insumos básicos, em meio ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos.
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Para a FUP, a participação na missão reforça o compromisso histórico da categoria petroleira com a solidariedade internacional e com a defesa da soberania dos povos. A presença de representantes do setor energético também dialoga com a realidade vivida pela ilha, que enfrenta uma grave crise de abastecimento de combustíveis.
O comboio internacional levará os donativos por vias aérea, marítima e terrestre, convergindo em Havana no dia 21 de março, quando será realizado um ato político internacional em apoio ao povo cubano.
A delegação brasileira reúne ainda representantes de entidades estudantis, sindicatos e parlamentares, consolidando uma ampla articulação de solidariedade internacional diante da situação humanitária no país.
Painéis solares a Cuba
Cerca de mil painéis solares serão enviados do Brasil para Cuba como parte de uma mobilização solidária organizada pela Rede Latino-Americana e Caribenha de Solidariedade a Cuba. A iniciativa reúne quase vinte entidades e centenas de doadores, com o objetivo de amenizar a grave crise energética que atinge a ilha e tem provocado apagões frequentes — o mais recente deixou aproximadamente 10 milhões de pessoas sem eletricidade.
Os equipamentos devem ser instalados prioritariamente em hospitais e escolas, contribuindo para garantir o funcionamento de serviços essenciais. Segundo os organizadores, os sistemas solares podem suprir até 20% da demanda energética em determinadas áreas. A campanha arrecadou cerca de R$ 190 mil até o início de março, valor destinado à compra e envio dos painéis, além de outras ações paralelas de solidariedade.
A crise energética cubana está diretamente relacionada às dificuldades de importação de combustível, agravadas por sanções e restrições impostas durante o governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Dependente de usinas termelétricas antigas e de petróleo importado, o país enfrenta um cenário prolongado de instabilidade no fornecimento de energia. A doação brasileira integra um conjunto mais amplo de iniciativas internacionais, como a flotilha humanitária Nuestra América, que busca enviar medicamentos, alimentos e insumos básicos à população cubana.
