O candidato à Presidência da República pelo PL e “filho 01” de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, discursou neste domingo (29) no Conservative Political Action Conference (CPAC), evento de conservadores realizado no Texas, nos Estados Unidos. Em sua fala, afirmou que as eleições brasileiras correm risco e pediu que outros países “exerçam pressão diplomática para que as instituições funcionem adequadamente”. Mais informações em TVT News.
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro destacou que o Brasil é rico em minerais críticos e estratégicos, mas defendeu que o país deveria abrir mão da exploração de terras raras para fortalecer os Estados Unidos na disputa comercial com a China.
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“O Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam mais da China em terras raras e minerais críticos”, afirmou o pré-candidato, no evento no Texas.

Ao mencionar a possibilidade de pressão diplomática de países alinhados à direita conservadora nas eleições brasileiras, Flávio disse que esse movimento serviria para garantir que o processo eleitoral respeite “valores de origem americana”.
“Não queremos interferência nas eleições brasileiras como a administração Biden fez para trazer Lula ao poder. Como eu disse: vou vencer porque é a vontade do meu povo”, declarou.
Ainda no discurso, o senador acusou o governo Lula de impedir que a gestão de Donald Trump classificasse duas organizações criminosas brasileiras — PCC e CV — como grupos terroristas. Segundo ele, o presidente faria “lobby pesado com certos conselheiros americanos” para evitar essa classificação.
Governistas criticam fala sobre terras raras
Após o discurso no CPAC, parlamentares da base do governo reagiram nas redes sociais.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou, em publicação no X (antigo Twitter), que Flávio Bolsonaro é um “traidor da pátria”.
Já o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), também nas redes sociais, destacou a fala sobre terras raras e classificou o episódio como “o fato mais grave das eleições de 2026 até aqui”.

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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também criticou o discurso. Ao se dirigir a Flávio e a Eduardo Bolsonaro, que participou do evento, afirmou que “os vendilhões da pátria não tomam jeito”.

