Os professores da rede pública estadual de São Paulo estão em greve nos dias 9 e 10 de abril. Leia sobre a paralisação dos professores da rede pública de SP com a TVT News.
Greve dos professores da rede pública de São Paulo dias 9 e 10 de abril
Professores da rede pública de todo o Estado de São Paulo decretaram greve nos dias 9 e 10 de abril.
Atenção, pois há paralisações previstas em escolas de todas as regiões de São Paulo, incluindo capital, litoral e interior.

Entenda os motivos da greve dos professores da rede estadual de São Paulo
A greve dos professores da rede pública, que também envolve mobilizações nos dias 9 e 10 de abril, ocorre em meio a críticas dos docentes às políticas educacionais do governo Tarcísio. Entre as principais reivindicações está o reajuste do piso nacional do magistério com impacto na carreira.
“O governo Tarcísio de Freitas publicou o Decreto 70.483/2026, que dispõe sobre a concessão de abono omplementar aos servidores. Na prática, o governo Tarcísio mais uma vez descumpre a lei do piso, e pagará um abono para aqueles profissionais que recebem abaixo do piso nacional, até que complemente o valor”, explica, em nota o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
“Tarcísio também enviou para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar 226/2026, que propõe reajuste salarial de 10% para as forças de segurança (polícias civil e militar). Ora, não desconhecemos a importância das forças policiais, porém a Educação e seus profissionais são fundamentais para a sociedade e, portanto,também devemos receber um reajuste linear compatível com o que está sendo a eles concedido”, completa a nota da Apeoesp.
Os professores também cobram a aplicação correta da jornada do piso, garantindo que ao menos um terço da carga horária seja destinado a atividades extraclasse, como planejamento e formação. Outro ponto central é a retirada do Projeto de Lei 1316/2025, que trata da reforma administrativa na área da educação.
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A pauta da greve inclui ainda a revogação de mecanismos de avaliação considerados injustos pela categoria, mudanças na atribuição de aulas para assegurar maior transparência e a garantia de que não haja professores sem aulas ou estudantes sem docentes.
Entre outras demandas, estão:
- Reajuste salarial para todos os professores, ativos e aposentados, com base no piso nacional da educação;
- Abertura de classes no período noturno, tanto no ensino regular quanto na Educação de Jovens e Adultos (EJA);
- Ampliação da educação especial inclusiva, com atendimento adequado a estudantes com deficiência;
- Convocação de mais professores concursados;
- Regularização de pagamentos atrasados e revisão de descontos realizados durante a pandemia;
- Devolução de valores considerados indevidos a aposentados e pensionistas.
A mobilização é organizada por entidades representativas dos professores da rede pública e deve reunir educadores de diversas regiões do estado. A assembleia no vão do MASP será determinante para definir os próximos passos do movimento, incluindo a possibilidade de manutenção ou ampliação da greve.

A expectativa é de forte adesão, em um cenário de tensão entre a categoria e o governo estadual, com impactos diretos no calendário escolar da rede pública paulista.
Os professores também realizam uma assembleia decisiva na quinta-feira, 10 de abril, às 16h, no vão livre do MASP, para avaliar a continuidade do movimento.
Por que os professores de São Paulo estão em greve?
Entre as principais reivindicações do professores em greve estão:
- Reajuste do piso nacional do salário base com repercussão na carreira e não no abono complementar
- Reajuste salarial imediato de 6,27% para todos os professores, ativos e aposentados, com base no piso nacional da educação;
- Aplicação correta da jornada do piso em aulas (26 aulas em classe e 14 sem estudantes)
- Retirada do PL 1316/2025 – Reforma Administrativa da Educação
- Revogação da Avaliação de Desempenho injusta e punitiva
- Atribuição de aulas presencial, justa e transparente
- Nenhum professor sem aula, nenhum estudante sem professor
- Abertura de classes no noturno ensino regular e EJA
- Educação Especial Inclusiva que atenda às necessidades de estudantes atípicos e com deficiência
- Convocação de mais professores concursados
- Aplicação do tempo de serviço descongelado da pandemia e pagamento dos retroativos
- Devolução dos valores confiscados de aposentados e pensionistas
- Melhores condições de trabalho, incluindo climatização das salas de aula devido às fortes ondas de calor;
- Diálogo efetivo com o governo estadual, que tem se mostrado resistente às negociações.
Segundo a deputada estadual Professora Bebel (PT), presidenta da Apeoesp, , a paralisação é resultado da falta de avanços nas pautas apresentadas ao governo estadual. “Estamos chamando os professores e as professoras a fecharem suas escolas nos dias 9 e 10 e participarem da assembleia. É um momento decisivo para a nossa categoria, que precisa se posicionar diante das medidas que impactam a educação pública e a carreira do magistério”, explica Bebel.
Outro ponto da greve é a defesa da carreira docente, incluindo a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê a equiparação salarial dos professores com outros profissionais de nível superior.
“Nós lutamos há anos para que o piso seja o ponto de partida da carreira. Valorização de verdade significa cumprir a carreira e garantir salários compatíveis com a importância do nosso trabalho”, afirma Bebel.
A deputada reforça a importância da participação da categoria na assembleia do dia 10. “A presença de cada professor e professora será fundamental para que possamos decidir os próximos passos do movimento. É na assembleia que a categoria se expressa e define seus rumos”, conclui.

A Apeoesp reforça a importãncia de todos os professores participarem ativamente da assembleia no dia 10, ressaltando que a unidade da categoria será determinante para os próximos passos na luta por valorização profissional e melhorias na educação pública.
Caravana da Educação
A mobilização vem sendo organizada em todo o estado por meio da Caravana da Educação, que percorre as subsedes da Apeoesp promovendo debates com a comunidade escolar. Segundo a entidade, com as Caravana, já foram instalados 30 comitês populares, 12 estão com lançamentos previstos, e a expectativa é ampliar essa articulação para as 95 subsedes.
Para Bebel, a greve também busca ampliar o diálogo com a sociedade. Ela explica que “a educação pública diz respeito a toda a população. Estamos dialogando com estudantes, pais e comunidades para mostrar o que está em jogo e fortalecer essa construção coletiva”.

