Custo de comer fora em São Paulo sobe acima da inflação, aponta Procon-SP; self-service por quilo lidera alta nos restaurantes.
Comer fora ficou mais caro do que a inflação — especialmente no modelo self-service por quilo. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP. Mais informações em TVT News.
O levantamento, realizado em conjunto com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócios Econômicos – DIEESE, analisou 350 restaurantes na cidade de São Paulo e identificou que os preços das refeições seguem em alta e, em alguns casos, acima da inflação oficial medida pelo INPC.
O quilo ficou mais caro do que o prato feito (PF), enquanto o executivo — de preço fixo — já atinge média de R$ 43. A diferença entre o quilo e o PF supera 120% na capital paulista.

Os valores variam conforme a região da cidade. As zonas norte e leste concentram opções mais baratas, enquanto a zona oeste apresenta os preços mais elevados. No caso do prato feito, a diferença entre regiões chega a quase R$ 15 — uma variação de cerca de 45%.
Self-service por quilo
Mais caro: Oeste (R$ 94,36)
Mais barato: Norte (R$ 79,49)
Prato feito
Mais caro: Oeste (R$ 44,85)
Mais barato: Leste (R$ 30,68)
Executivo
Mais caro: Sul (R$ 51,31)
Mais barato: Norte (R$ 35,11)
A pesquisa acompanha os preços desde a pandemia de Covid-19, em 2020, e mostra que a tendência de alta permanece, com sinais de aceleração recente.
Preço das refeições em São Paulo segue acima da inflação; prato feito é alternativa
Entre outubro de 2025 e fevereiro deste ano, o aumento médio das refeições foi de 2,37%. No acumulado de 12 meses, a alta chega a 6,63%.
O prato feito, por outro lado, apresentou uma elevação menor no curto prazo: alta de 1,54% nos últimos quatro meses, abaixo do INPC do mesmo período (4,89%). Isso indica que, embora também tenha subido, o PF ficou relativamente mais acessível em comparação ao self-service por quilo.
Entre os 350 estabelecimentos analisados, 167 oferecem apenas um tipo de refeição. Já 183 (52,3%) diversificam o cardápio entre PF, self-service e executivo.
Ainda assim, o prato feito predomina: está presente em 225 restaurantes, contra 147 que oferecem apenas a modalidade por quilo. Segundo o Procon, esse cenário reflete a adaptação do setor à crise e à redução do poder de compra da população.
Preço das refeições em São Paulo: direitos do consumidor em restaurantes
Além dos preços, o Procon-SP reforça que taxa de serviço (gorjeta), por exemplo, não é obrigatória e deve ser informada de forma clara. Também é proibida a cobrança por desperdício de comida e a omissão de informações sobre preços em restaurantes por quilo.
Instituto Vladimir Herzog lança relatório sobre perícia criminal do Brasil
Polícia reforça investigação do ataque ao MST em Tremembé
OMS alerta que o mundo caminha para crise de saúde global
Governo Federal anuncia investimentos de R$ 1 bi no Rio Grande do Sul
Tendência é de barateamento dos preços dos alimentos
Moraes manda governador de SC depor à PF após fala sobre Bolsonaro | SJ 17.01

