Iranianos fazem corrente humana em usinas e pontes após ameaças de Trump

"Uma civilização inteira morrerá nesta noite", declarou Trump; demonstração de unidade é uma reposta ao governo norte-americano
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Iranianos formam corrente humana nesta terça como forma de resistência pacífica – Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Iranianos formam corrente humana em torno de suas usinas nacional de energia no dia de hoje (7). Vídeos mostram iranianos reúnidos de mãos dadas na usina termoelétrica de Kazeroon, na província de Fars, no sudoeste do Irã. Leia em TVT News.

VEJA: Corrente humana no Irã

A demonstração de unidade nacional é uma reposta do governo e da população diante da escalada de tensões. A convocação para a formação de correntes humanas foi anunciado pela TV estatal e pelo presidente em suas redes e é uma resposta direta às recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que elevou o tom das ameaças contra a infraestrutura essencial do país.

O cenário internacional ganhou contornos sombrios nesta segunda-feira (6), após o presidente dos Estados Unidos desumanizar iranianos e ameaçar “tomar o país”.

Quando questionado sobre a legalidade de bombardear infraestruturas vitais, como o caso de usinas elétricas e pontes, Trump rejeitou os limites impostos pela Convenção de Genebra, já que para ele se trata de um conflito contra “animais” e, sendo assim, tudo poderia ser justificado.

“Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump

A tensão atingiu o ápice nesta terça-feira, prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz. Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

O prazo de Trump vai até 21 horas deta terça.

Presidente iraniano Masoud Pezeshkian diz que irá resistir junto ao seu povo

O presidente Masoud Pezeshkian afirmou, nesta terça-feira (7), que a mobilização popular em defesa do Irã atingiu níveis históricos.

Segundo o mandatário, cerca de 14 milhões de cidadãos, incluindo ele próprio, prontificaram-se voluntariamente para a defesa da nação, em um gesto de sacrifício coletivo diante das pressões impostas por Washington.

“Mais de 14 milhões de iranianos orgulhosos se registraram até agora para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também estive, estou e continuarei dedicado a dar a minha vida pelo Irã”, declarou o presidente em suas redes sociais.

Corrente humana como forma de resistência pacífica

A mobilização busca proteger o que Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude, descreveu como “ativos e capital nacional”. O chamado à resistência pacífica foi direcionado a estudantes, artistas e atletas, resgatando uma tática de defesa civil já utilizada pelo povo iraniano em momentos anteriores de pressão ocidental para salvaguardar o patrimônio do país.

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Iranianos formam corrente humana nesta terça como forma de resistência pacífica – Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Ultimatos e retórica de aniquilação

A tensão atinge seu ápice nesta terça-feira, prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz. Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

Enquanto a população iraniana se organiza para proteger suas fontes de subsistência, as negociações por um cessar-fogo permanecem paralisadas. O impasse persiste após ambos os lados rejeitarem a proposta mediadora do Paquistão, deixando o destino da região pendente entre o esforço de resistência civil de Teerã e a postura inflexível da Casa Branca.

LEIA: Trump diz que iranianos são “animais” e por isso um ataque a usinas de eletricidade e pontes não pode ser chamado de crime de guerra

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