Funcionários e estudantes da USP aprovam paralisação contra cortes e precarização

Funcionários e estudantes da USP contestam benefícios exclusivos para docentes e cobra melhorias na universidade
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Estudantes e funcionários da USP aprovaram paralisação na última terça (07). - Foto: Hector Carvalho/ Creative Commons

Funcionários e integrantes do Diretório Acadêmico da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, nesta quarta-feira (07), a paralisação das atividades estudantis para a próxima terça (14/04), em defesa dos espaços estudantis, da permanência universitária e da melhoria nos restaurantes universitários. Mais informações em TVT News.

O movimento de greve foi motivado por uma portaria divulgada pela universidade, que prevê aumento salarial apenas para docentes em regime integral de trabalho, deixando de fora os demais servidores.

A medida, conhecida como GACE (Gratificação de Atividades Complementares Estratégicas), oferece um bônus de R$ 4.500 mensais por 24 meses, com custo total estimado em R$ 476,88 milhões.

Enquanto isso, trabalhadores terceirizados sequer têm acesso ao cartão de transporte gratuito para circulação interna — o BUSP — e outros servidores relatam sobrecarga de trabalho, ausência de reajustes salariais há anos e restrição de benefícios, cenário apontado como de precarização.

Nota conjunta de entidades aprovam paralisação na USP

Diante disso, mais de 70 entidades estudantis assinaram uma nota conjunta convocando a greve, em apoio às reivindicações dos funcionários e também com pautas próprias, como a melhoria da qualidade dos restaurantes universitários, a manutenção do aluguel de espaços por centros acadêmicos e o fortalecimento de atividades estudantis.

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DCE Livre da USP convoca para paralisação na próxima terça (14/4). – Foto: Divulgação/ Facebook

Cursos como Ciências Sociais, Farmácia, Geociências, Enfermagem, Psicologia, Relações Internacionais, Direito e Biologia já aderiram à paralisação.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) também tem promovido mobilizações nos últimos dias, com a divulgação de cartazes e indicação de paralisação de serviços, como o bandejão central e a prefeitura do campus. A entidade reivindica a recomposição integral das perdas salariais acumuladas desde 2012, estimadas em 14,5%, com base na inflação do período.

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