Servidores municipais aprovaram, em assembleia, paralisação do funcionalismo público para a próxima quinta-feira (16/04), com ato previsto para às 13h, em frente à Prefeitura de São Paulo. Leia mais em TVT News.
Quais categorias de servidores farão paralisação?
A mobilização inclui diversas categorias, como professores, médicos, psicólogos, trabalhadores da saúde e da vigilância sanitária, e afeta serviços oferecidos pelo município, incluindo escolas, hospitais municipais, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), entre outros. A paralisação já inclui 19 entidades representativas do funcionalismo.
Quais são as putas dos ervidores
Entre as pautas dos trabalhadores estão: a abertura de concursos públicos, reajuste de 9,3% para todas as carreiras do funcionalismo incluindo trabalhadores ativos e aposentados, além da revogação do desconto de 14% do salário dos servidores aposentados. Outro ponto importante é a equiparação do Vale Alimentação e do Auxílio Refeição aos valores da Câmara Municipal de São Paulo, que recebem um auxílio-refeição de R$93,00 por dia e um vale-alimentação de R$2.033,93.

Em reunião realizada com o Fórum de Entidades, formada por associações e sindicatos dos servidores públicos do município, os representantes da Secretaria de Gestão e Secretaria de Educação afirmaram que ainda estão “realizando estudos”. As entidades aguardam uma resposta da prefeitura de Ricardo Nunes até o dia 16 de abril, se posicionando pela greve caso não tenha resposta ou se ela for insatisfatória.
A assembleia realizada na última quarta-feira (8) ainda autorizou a paralisação ser adiantada caso a prefeitura responda antes.
A pauta de fim do confisco de 14% tem acompanhado as negociações dos últimos anos, desde 2021, quando a Emenda 41 passou a fazer parte da Lei Orgânica do Município impondo um novo modelo de Previdência que aumentou o valor da contribuição. Já em relação à remuneração, os trabalhadores reivindicam, entre outros cálculos, um índice alinhado ao crescimento da Receita do Município de São Paulo.
A luta por mais concursos é para garantir que o serviço público seja exercido por servidores efetivos, comprometidos com as funções que abraçaram, nomeados através de concursos públicos, para todos os cargos.
Paralisação de servidores da Educação municipal
Parte dos professores municipais de São Paulo realiza manifestação na próxima quarta (15/04), às 14h, em frente à Secretaria Municipal de Educação. Os sindicatos que fazem parte da coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc), são: o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), Sindicato dos Trabalhadores nas Unidades de Educação Infantil da Rede Direta e Autárquica do Município de São Paulo (Sedin) e o Sindicato dos Especialistas de Educação Municipal de São Paulo (Sinesp). Estes sindicatos decidiram intensificar a mobilização e, caso não avancem as negociações, vão começar a construir uma greve de tempo indeterminado na educação municipal.
A pauta de reivindicação do Coeduc, inclui melhores condições de trabalho, concursos públicos, saúde mental dos educadores, valorização das carreiras e fim das medidas que retiram direitos.
Os profissionais da educação reivindicam reajuste geral em maio de 2026 não inferior a 5,4%, já que esse foi o valor aplicado ao piso nacional dos professores, mais 10% de aumento real.

