Conheça Claudia Sheinbaum, a presidenta do México

Podcast produzido no curso de Jornalismo da USP entrevista a presidenta mexicana
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Cerimônia de transmissão do Poder Executivo Federal da nova presidenta eleita do México, Claudia Sheinbaum, no Palácio Legislativo San Lázaro. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O podcast “Claudia Sheinbaum: A dama de ferro mexicana“, produzido pelo jornalista Mateus Cerqueira como trabalho de conclusão do curso de Jornalismo da ECA-USP. Em quatro episódios, o podcast conta a trajetória de Claudia Sheinbaum, as negociações com o tarifaço de Trump e os desafios da nova presidenta com entrevistas exclusivas. Ouça o podcast com a TVT News.

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Confira o podcast Claudia Sheinbaum: a dama de ferro mexicana

EPISÓDIO I

Sob pressão de Trump, Sheinbaum transforma soberania em estratégia

“México es un país libre, independiente, soberano y democrático.”

A frase da presidente Claudia Sheinbaum ecoou na Praça da Constituição, no dia 9 de março de 2025, diante de mais de 350 mil pessoas reunidas no Zócalo, no centro da capital mexicana. Do alto do palco montado em frente ao Palácio Nacional, ela reafirmava o compromisso com a soberania nacional. A multidão respondia em coro: “¡No está sola!”.

Sob 36 graus, celulares erguidos e bandeiras agitadas, Sheinbaum prestava contas após 160 dias de governo. O recado tinha endereço certo: a Casa Branca. O retorno de Donald Trump ao poder recolocou na mesa ameaças tarifárias, endurecimento migratório e pressão comercial sobre o México.

A presidente mexicana deixou claro que não haveria “divórcio entre povo e governo”. Ao mesmo tempo, do outro lado da fronteira, Trump anunciava decretos, declarava emergência nacional no sul dos Estados Unidos e prometia restabelecer a política de “fique no México”.

Segundo o jornal do México La Jornada, Sheinbaum destacou que a decisão atende a uma “demanda histórica” dos trabalhadores Foto: Gob.mx
Segundo o jornal do México La Jornada, Sheinbaum destacou que a decisão atende a uma “demanda histórica” dos trabalhadores Foto: Gob.mx

O embate ganhou contornos econômicos. Trump ameaçou impor tarifas de 25% sobre exportações mexicanas, pressionando o acordo comercial entre México, Estados Unidos e Canadá — o T-MEC, versão atualizada do antigo NAFTA. Para um país que destina mais de 80% de suas exportações ao mercado americano, a ameaça não é retórica: é estrutural.

Especialistas ouvidos no podcast apontam que o republicano misturou temas historicamente negociados de forma separada — comércio, migração e segurança — como forma de ampliar seu poder de barganha. A estratégia seria usar tarifas como instrumento para obter concessões na fronteira e no combate ao fentanil.

Em fevereiro, após anunciar formalmente tarifas, Trump voltou atrás dias depois, depois de uma conversa telefônica com Sheinbaum. O México se comprometeu a enviar 10 mil integrantes da Guarda Nacional à fronteira norte. As tarifas foram suspensas temporariamente.

A tensão, porém, permanece.

T-MEC, cadeias produtivas e o custo da tarifa

O centro da disputa, agora, é o T-MEC. A integração econômica entre os dois países é profunda. No setor automotivo, por exemplo, peças cruzam a fronteira diversas vezes antes de o carro chegar ao consumidor final.

Se uma fábrica no norte do México exporta um retrovisor de US$ 100 para ser instalado em um veículo da Ford ou da General Motors nos Estados Unidos, uma tarifa de 25% eleva automaticamente o custo para US$ 125. Se o veículo retornar ao México para ajustes e for novamente taxado, o impacto se multiplica.

“Va a encarecer los productos”, alertou Sheinbaum em um de seus pronunciamentos.

Para o governo mexicano, romper ou fragilizar o T-MEC significaria elevar custos também para os próprios consumidores estadunidenses. É nessa interdependência que reside a principal carta estratégica da presidente: mostrar que a guerra comercial teria efeitos nocivos para ambos os lados.

A carta chinesa e o limite da aproximação

Há ainda um terceiro ator nessa equação: a China.

Analistas avaliam que o México poderia se apresentar como parceiro estratégico dos Estados Unidos na disputa geopolítica contra Pequim, especialmente na produção de manufaturas intermediárias. Ao mesmo tempo, aproximar-se demais da China pode gerar novas pressões de Washington — sobretudo às vésperas da renegociação formal do T-MEC, prevista para 2026.

Na prática, o governo mexicano tem adotado cautela. Projetos industriais chineses no setor automotivo passaram a ser analisados com mais rigor. A prioridade declarada é preservar o acesso privilegiado ao mercado americano.

Ao ser questionada sobre as possíveis respostas, Sheinbaum evitou antecipar medidas específicas. Disse que apresentaria um programa integral de fortalecimento da economia mexicana — citando como referência políticas industriais adotadas pelo Brasil no passado — e reforçou que o objetivo não é “tarifa contra tarifa”, mas consolidar a indústria nacional.

No fim das contas, Trump acabou poupando, ao menos naquele momento, a maior parte dos produtos mexicanos protegidos pelo T-MEC. A pressão, contudo, já começou — mesmo antes da renegociação formal, prevista para o segundo semestre deste ano.

Entre ameaças públicas e negociações reservadas, Sheinbaum tenta sustentar o equilíbrio: negociar sem abrir mão da soberania e manter vivo o projeto político herdado de Andrés Manuel López Obrador.

No Zócalo, diante da multidão, ela resumiu a aposta do governo:

“Nuestra fuerza es el pueblo.”

🎧 Ouça agora o podcast “Claudia Sheinbaum: A dama de ferro mexicana”, disponível em quatro episódios. No primeiro capítulo — Soberania em tempos de acordo — você acompanha os bastidores das negociações com os Estados Unidos e os desafios econômicos da nova presidente.

Créditos
O podcast Claudia Sheinbaum: A dama de ferro mexicana é uma produção original de Mateus Cerqueira.
Roteiro, entrevistas e locução: Mateus Cerqueira.
Colaboração: Professora do IBMEC Marcela Franzoni, analista de risco da Control Risks Marina Pera e cidadãos mexicanos.

Edição e sonorização: Diogo Leite e Rafael Canetti.

EPISÓDIO II

O dia em que o México disse “sim” para primeira mulher presidenta

“Ha sido un honor luchar con usted, López Obrador.”

Foi assim que Claudia Sheinbaum abriu seu discurso de posse, em 1º de outubro de 2024, diante do Congresso mexicano. Sob aplausos, agradeceu ao antecessor e mentor político, Andrés Manuel López Obrador, e reafirmou o resultado das urnas: “El pueblo de México dijo fuerte y claro: es tiempo de transformación y tiempo de mujeres”.

Pela primeira vez na história do México, uma mulher assumia o comando do país.

No mesmo pronunciamento, Sheinbaum declarou oficialmente o início da “segunda etapa” da chamada Quarta Transformação — o projeto político inaugurado por López Obrador em 2018. “Hoy inicia el segundo piso de la transformación de la vida pública de México”, afirmou.

O carisma popular de AMLO dá lugar, agora, a um perfil diferente: o da cientista, gestora e estrategista política. A continuidade é declarada. O estilo, não.

Ela também sublinhou o peso simbólico do momento. “Por primera vez llegamos las mujeres a conducir los destinos de nuestra hermosa nación”, disse. E pediu que fosse chamada de “presidenta” — com “a” no final. “Solo lo que se nombra existe.”

Da universidade ao poder

Nascida na Cidade do México, em 1962, Sheinbaum cresceu em uma família de classe média alta, filha de uma cientista e de um engenheiro.

Formou-se em Física na Universidad Nacional Autónoma de México, onde também concluiu mestrado e doutorado em engenharia de energia. Participou do movimento estudantil de 1986–87 contra políticas neoliberais e defendeu que a educação pública é um direito constitucional.

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Claudia Sheinbaum, Presidente do México, e o Presidente dos EUA, Donald Trump, durante o sorteio da Copa do Mundo. Projeto de tarifas é resultado de pressão dos EUA. Foto: Pool/Getty Images/AFP

Publicou mais de 100 artigos científicos e integrou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2007.

Sua entrada definitiva na política institucional ocorreu nos anos 2000, quando assumiu a Secretaria do Meio Ambiente da Cidade do México, no governo de López Obrador. Foi prefeita de Tlalpan e, em 2018, tornou-se a primeira mulher eleita chefe de governo da capital.

Em 2024, venceu a eleição presidencial com mais de 60% dos votos, representando o Morena. Agora, a presidenta segue dando sua própria imagem a chamada 4° transformação.

O peso da Quarta Transformação

A chamada 4T é apresentada por seus defensores como o quarto grande marco histórico do México, depois da Independência (1821), da Reforma liberal (1857) e da Revolução Mexicana (1910).

Para o historiador Lorenzo Meyer, trata-se de uma “mudança de regime”: alteração nas regras formais e informais de exercício do poder, com redistribuição de recursos e fortalecimento do voto popular como eixo central das decisões.

A Quarta Transformação surge após décadas de governos neoliberais, marcadas por privatizações, aumento da desigualdade e sucessivas crises eleitorais — como a de 1988, quando a queda do sistema de apuração favoreceu Carlos Salinas de Gortari, episódio que ficou conhecido como “se cayó el sistema”.

Desde 2018, reformas estruturais vêm sendo implementadas em áreas como energia, políticas sociais e sistema eleitoral. Uma das mais polêmicas agora é a reforma do Judiciário, que propõe eleições populares para juízes e ministros — medida defendida como forma de combater a corrupção, mas vista por críticos como potencial risco à independência judicial.

Sheinbaum herdou esse projeto com amplo apoio popular. Pesquisas recentes de institutos como Buendía y Márquez, Enkoll e do jornal El Financiero apontam índices de aprovação acima de 80% nos primeiros meses de governo.

Para a analista Marina Pera, da Control Risks, trata-se de um capital político “emprestado” de López Obrador — e que precisa ser administrado com habilidade própria.

A presidente enfrenta o desafio de manter a estabilidade política, avançar nas reformas e lidar com um problema estrutural: a corrupção. Em 2024, o México registrou 26 pontos no Índice de Percepção da Corrupção, ocupando a 140ª posição entre 180 países avaliados.

A promessa da 4T é romper com esse ciclo.

🎧 Quer entender em profundidade como Claudia Sheinbaum chegou ao poder e o que está em jogo na continuidade da Quarta Transformação?

Ouça o segundo episódio A quarta transformação e a ascensão de Sheinbaum, que detalha a trajetória da presidente, os bastidores da 4T e os desafios herdados de López Obrador.

Créditos

O podcast Claudia Sheinbaum: A dama de ferro mexicana é uma produção original de Mateus Cerqueira.

Roteiro, entrevistas e locução: Mateus Cerqueira.
Colaboração: Presidente Claudia Sheinbaum, historiador Lorenzo Meyer, do professor de RI da USP Rafael Duarte e da analista de risco para o México, Marina Pera

Edição e sonorização: Diogo Leite e Rafael Canetti.

EPISÓDIO III

Sheinbaum e a reforma judicial: Como a presidente mexicana conduziu a contraditória reforma?

“Quien está violando la ley es ella. Quién está vulnerando el estado de derecho es ella. Nosotros estamos siguiendo la Constitución.”

A declaração foi feita pela presidente Claudia Sheinbaum durante uma de suas coletivas matinais, pouco mais de vinte dias após assumir o cargo, em 1º de outubro de 2024.

Do outro lado da disputa estava a juíza federal Nancy Juárez.

O episódio se tornaria um dos primeiros grandes testes institucionais do novo governo mexicano.

A decisão que abriu a crise

A controvérsia começou quando Nancy Juárez concedeu um juicio de amparo determinando que a Presidência retirasse do Diario Oficial de la Federación o decreto da reforma do Judiciário, já aprovado pelo Congresso e incorporado à Constituição.

O argumento da magistrada era de que o questionamento não recaía sobre o conteúdo da reforma constitucional, mas sobre o processo legislativo anterior à sua promulgação — o chamado processo intralegislativo.

Para o governo, a decisão era improcedente.

Sheinbaum citou publicamente a Lei de Amparo, que considera inadmissíveis recursos contra reformas constitucionais. Afirmou que a juíza extrapolava suas atribuições e sustentou que o Executivo estava apenas cumprindo a Constituição.

A Presidência não retirou o decreto.

A reação da magistrada

Nancy Juárez respondeu em entrevistas à imprensa. Disse que era “totalmente falso” afirmar que não tinha competência para conceder o amparo.

Segundo ela, deixar de cumprir decisões judiciais representa uma ruptura do Estado de Direito.

A tensão rapidamente ultrapassou o campo jurídico. Nas redes sociais, circularam vídeos antigos da juíza participando de protestos contra o ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, mentor político de Sheinbaum. O material foi usado por apoiadores do governo para questionar sua imparcialidade.

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A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, discursa durante a celebração do Dia da Bandeira na Cidade do México, em 24 de fevereiro de 2026. Sheinbaum ofereceu “totais garantias” para a segurança dos torcedores de futebol nos jogos da Copa do Mundo na cidade de Guadalajara, assolada pela violência, em 24 de fevereiro. (Foto de Yuri Cortez / AFP)

A reforma em jogo

A disputa ocorreu em meio à implementação da reforma do Judiciário — uma das propostas mais controversas da chamada Quarta Transformação.

Entre as mudanças aprovadas estão a eleição direta de juízes e ministros, a redução do número de integrantes da Suprema Corte e a extinção do Conselho da Magistratura Federal.

O governo sustenta que a medida combate corrupção e nepotismo. Críticos afirmam que pode comprometer a independência judicial e abrir espaço para interferência política.

Apesar da decisão judicial, o decreto permaneceu publicado e a reforma avançou. A eleição para cargos do Judiciário foi realizada em 1º de junho de 2025.

Um sinal do novo ciclo

O embate entre a presidente e a juíza tornou-se símbolo de uma disputa maior sobre os limites entre os Poderes no México.

Para o governo, trata-se de um mandato popular para transformar estruturas consideradas capturadas por interesses corporativos.

Para opositores, o episódio revela tensão institucional e riscos ao equilíbrio democrático.

A reforma continua em implementação.

O debate sobre seus efeitos, também.

Créditos

🎧 Quer entender um pouco mais sobre como a presidenta Sheinbaum conseguiu dar continuidade à primeira eleição para juízes do mundo?

Ouça o terceiro episódio Sheinbaum e a reforma judicial, que detalha como a presidenta deu o impulso final para a reforma no judiciário mexicano.

O podcast Claudia Sheinbaum: A dama de ferro mexicana é uma produção original de Mateus Cerqueira.

Roteiro, entrevistas e locução: Mateus Cerqueira.
Participações: Analista de risco para o México da Control Risks, Marina Pera, professor de ciência sociais do Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, Gustavo Lopez, e do analista de risco da Rane, Mario Braga

Edição e sonorização: Diogo Leite.

EPISÓDIO IV

O Estado e os cartéis: Como a presidenta do México lida com essa chaga de décadas?

México, março de 2025.

Em um sítio no estado de Jalisco, investigadores encontraram roupas amontoadas, mochilas, cartas, fotografias e ossadas humanas carbonizadas. O terreno, cercado por muros e com poucas construções, passou a ser apontado por coletivos de familiares de desaparecidos como possível centro de treinamento e extermínio ligado ao Cártel Jalisco Nueva Generación.

O caso rapidamente ganhou dimensão nacional. Autoridades mexicanas abriram investigação para apurar a extensão das atividades no local e identificar vítimas. A suspeita é de que o espaço funcionasse, ao menos desde 2021, como ponto de recrutamento de jovens atraídos por falsas promessas de emprego.

A dinâmica descrita por investigadores e organizações civis segue um padrão conhecido: ofertas de trabalho em regiões vulneráveis, promessa de renda rápida e posterior coação. Parte dos aliciados passa a integrar estruturas do crime organizado; outros desaparecem.

Diante da repercussão, a presidente Claudia Sheinbaum afirmou que o governo tem responsabilidade de esclarecer os fatos “sem esconder nada” e garantir que a verdade venha à tona.

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Claudia Sheinbaum defendeu a eleição como um passo histórico para democratizar o Judiciário. Foto: Reprodução/X

A herança da militarização

O episódio ocorre em um país que convive há quase duas décadas com a militarização do combate ao narcotráfico. Em 2006, o então presidente Felipe Calderón colocou o Exército nas ruas e declarou guerra frontal aos cartéis. Ao fim de seu mandato, o número de mortos ultrapassava 120 mil, segundo dados oficiais do instituto de estatísticas do país.

Seus sucessores, Enrique Peña Nieto e Andrés Manuel López Obrador, mantiveram as Forças Armadas como eixo central da estratégia de segurança. López Obrador sintetizou sua política no slogan “abrazos, no balazos”, ao mesmo tempo em que ampliou o papel da Guarda Nacional.

Sheinbaum preserva programas sociais voltados à prevenção, mas também apresenta números de operações policiais nos primeiros meses de governo: milhares de detenções por crimes de alto impacto, dezenas de toneladas de drogas apreendidas e mais de uma centena de laboratórios desmantelados, segundo a Secretaria de Segurança.

Especialistas apontam que o desafio estrutural permanece: reformar polícias locais frequentemente penetradas pelo crime organizado e recuperar a presença efetiva do Estado em territórios sob influência dos cartéis.

Uma engrenagem que cruza fronteiras

A crise da violência no México também é atravessada pela relação com os Estados Unidos. Dados do próprio governo mexicano indicam que centenas de milhares de armas cruzam ilegalmente a fronteira a cada ano e que a maior parte das armas apreendidas no país tem origem no Estados Unidos de Trump.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos seguem como principal mercado consumidor das drogas produzidas e traficadas por organizações mexicanas. O fluxo de armas em uma direção e de drogas na outra alimenta um ciclo de violência que impacta comunidades dos dois lados da fronteira.

O sítio em Jalisco é mais um capítulo dessa história. Um episódio que expõe não apenas a brutalidade de um cartel, mas a dimensão de um problema que há décadas desafia governos, atravessa fronteiras e mantém aberta uma das feridas mais profundas do México contemporâneo.

Créditos

🎧 Quer entender um pouco mais sobre como a presidenta Sheinbaum enfrenta os carteis mexicanos?

Ouça o quarto e último episódio O Estado e os cárteis, que detalha como a presidenta deu o impulso final para a reforma no judiciário mexicano.

O podcast Claudia Sheinbaum: A dama de ferro mexicana é uma produção original de Mateus Cerqueira.

Produção original: Mateus Cerqueira

Roteiro, entrevistas e locução: Mateus Cerqueira

Participações: Professor de RI da USP, Rafael Duarte; analista de risco da Control Risks, Marina Pera; e o jornalista mexicano Filiberto Cruz Monroy

Edição e sonorização: Diogo Leite e Rafael Canetti

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