Marcha das Centrais: Lula recebe sindicatos em Brasília

CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CSB, NCST, Intersindical e Pública promovem a Conclat, que vai aprovar a “Pauta da Classe Trabalhadora – Prioridades 2026”
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Centrais sindicais e movimentos populares se reúnem com Lula dia 15 de abril. - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

As centrais sindicais anunciariam que o presidente Lula vai receber uma delegação de sindicalistas na próxima quarta-feira (15), logo após a nova Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat 2026). A agenda completa a ser cumprida em Brasília foi divulgada nesta quinta-feira (9) e será a mais importante mobilização do movimento sindical neste ano. Mais informações em TVT News.

De acordo com as entidades, a concentração será a partir de 8 horas de 15 de abril, no Teatro Nacional Claudio Santoro. São esperados 15 mil trabalhadores na capital federal. É no teatro que, das 9 às 11 horas, oito centrais – CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CSB, NCST, Intersindical e Pública – promovem a Conclat.

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A mobilização integra o calendário de lutas que se estende até o Dia do Trabalhador, em 1º de maio. Foto: Divulgação

Com o lema, “Empregos, direitos, democracia, soberania e vida digna”, a conferência vai debater e aprovar a “Pauta da Classe Trabalhadora – Prioridades 2026”, com 68 reivindicações. O documento apresentará propostas unificadas para impulsionar a participação do sindicalismo nas eleições 2026, repetindo as experiências das conferências de 2010 e 2022, também realizadas em anos de disputa presidencial.

A programação ocorre no momento em que a Câmara dos Deputados debate a proposta de redução de jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 – duas das pautas prioritárias das centrais. As centrais também destacam o combate ao feminicídio e à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas, o direito de negociação para os servidores e a regulamentação do trabalho mediado por aplicativos.

Marcha das Centrais em Brasília

Encerrada a Conclat, a próxima etapa será a Marcha a Brasília. Os trabalhadores irão em passeata até o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Além de Lula, as entidades tentarão entregar a “Pauta da Classe Trabalhadora” aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Enquanto dirigentes das centrais se reunirem com as autoridades, os trabalhadores permanecerão na Esplanada dos Ministérios. Ainda no dia 15, após esse conjunto de agendas, as caravanas sindicais regressam para seus estados.

“Brasília será palco de uma vigorosa Marcha da Classe Trabalhadora”, prevê Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). Segundo ele, a pauta a ser aprovada na Conclat resume “uma agenda de luta em prol do bem-estar do povo e dos interesses maiores da nação, que coincidem com as demandas e os movimentos da classe trabalhadora”.

O fim da escala 6×1 é uma das pautas prioritárias da Marcha, que será precedida pela CONCLAT, que atualiza a Pauta da Classe Trabalhadora para o período 2026/2030.

Em entrevista a TVT concedida ao meio-dia desta segunda-feira (13), O presidente nacional da CUT, Sergio Nobre afirmou que a expectativa é de uma grande presença popular na Capital Federal, justamente para pressionar parlamentares, porque, segundo ele, o envio do projeto que propõe o fim da escala 6 X 1 à CCJ não garante o avanço automático da proposta.

“Para passar, tem que ter muita pressão popular, dos trabalhadores e das trabalhadoras, do movimento sindical, porque os empresários não querem o fim da escala. A marcha se tornou ainda mais importante, por isso, à luta”. afirmou.

“Transformar este anseio de dezenas de milhões de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros em lei vai demandar muita mobilização”, diz Adilson. “A Marcha da Classe Trabalhadora na próxima quarta-feira, no Distrito Federal, será uma contribuição de grande relevância para alcançar este objetivo.”

De CTB, com informações de CUT.

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