A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta (15) revela um país dividido para as eleições de 2026. O levantamento mostra um “empate técnico do medo”: 43% dos eleitores afirmam que o maior temor é a volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% temem a continuidade do governo Lula. Leia em TVT News.
A Quaest confirmou que a família Bolsonaro segue mantendo uma fatia expressiva das intenções de voto, mesmo que o medo da volta do “bolsonarismo” seja grande. Enquanto 43% temem a volta de Bolsonaro, 42% temem a reeleição de Lula.
Quaest mostra Lula como líder no primeiro turno
Perfil do Eleitor: Lula lidera entre mais pobres
O levantamento aponta que o apoio a Lula permanece sólido no Nordeste e entre beneficiários do Bolsa Família. Por outro lado, o setor evangélico e os eleitores das regiões Sul e Centro-Oeste demonstram maior resistência ao governo, preferindo nomes ligados à direita ou à “família Bolsonaro”.
Lula tem maioria de votos entre os mais pobres, mostrando um abismo entre o perfil do eleitor do candidato que aparece em segundo. Dos eleitores que ganham até 2 salário mínimos, 49% votam em Lula, enquanto apenas 23% em Flávio. Já quem ganha de 2 a 5 salários mínimo vota mais no Flávio, que em Lula, com 36% versus 31%.

Região: O Nordeste permanece como o único reduto de aprovação majoritária (63%). Nas demais regiões, a desaprovação impera: Sudeste (58%), Sul (58%) e Centro-Oeste/Norte (58%).
O Perfil do Eleitor e Recortes por Renda
O detalhamento socioeconômico é onde a divisão do país fica mais nítida. O governo Lula encontra seu maior desafio nos grupos de renda média e superior:
- Renda Familiar: Entre os que ganham até dois salários mínimos, o governo mantém sua maior base de sustentação. No entanto, o cenário inverte radicalmente conforme a renda sobe. No grupo que recebe mais de cinco salários mínimos, a resistência ao governo é majoritária, refletindo as preocupações com a condução econômica.+1
- Escolaridade: A desaprovação é acentuada entre eleitores com ensino superior, enquanto o governo respira melhor entre aqueles com ensino fundamental.
- Religião: O segmento evangélico continua sendo o principal foco de oposição, com índices de desaprovação que superam a média nacional. Já entre os católicos, a avaliação do trabalho do presidente é mais equilibrada.
- Região: O Nordeste permanece como o único reduto de aprovação majoritária (63%). Nas demais regiões, a desaprovação impera: Sudeste (58%), Sul (58%) e Centro-Oeste/Norte (58%).
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A Influência da Economia
O pessimismo econômico é o motor da queda de popularidade de Lula. Para 52% dos brasileiros, a economia piorou nos últimos 12 meses. Além disso, a percepção sobre o preço dos alimentos é crítica: a grande maioria sente que os preços subiram no último mês, impactando diretamente o poder de compra.
Brasileiros, num geral, sentem que preços estão mais caros, mas a realidade é que a economia está melhor melhor que antes, por que isso ocorre? O que especialistas apontam são dívidas e crédito fácil como principal fator.
O número de brasileiros com contas em atraso voltou a crescer em 2026 e já são 81,7 milhões de pessoas, no maior nível desde 2012. Apesar de indicadores macroeconômicos positivos, como queda do desemprego e aumento da renda, a percepção das famílias é de aperto financeiro, cenário explicado pelo aumento do endividamento e pelo peso dos juros.
Em entrevista ao ICL, Lula também criticou as Bets, que causam endividamento do povo.
Rejeição e medo do eleitor
Além da divisão eleitoral, o levantamento aponta um equilíbrio no sentimento de rejeição: 43% dizem temer a volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 42% demonstram receio da continuidade do governo Lula. A rejeição direta aos candidatos também é elevada, com 55% afirmando que não votariam em Lula e 52% rejeitando Flávio Bolsonaro.

Principais preocupações e informação
Entre as principais preocupações da população, a violência lidera (27%), seguida por corrupção (19%) e problemas sociais (16%). Já no consumo de informação política, as redes sociais (38%) superam pela primeira vez a televisão (35%) como principal fonte.

Metodologia da Quaest
Para garantir a precisão dos dados, a Quaest adota um rigoroso controle metodológico:
- Amostragem: Foram realizadas 2.004 entrevistas face a face. A coleta é domiciliar, o que evita os vieses comuns de pesquisas por telefone. O sorteio ocorre em três estágios: municípios, setores censitários e, por fim, o entrevistado dentro de cotas específicas de sexo, idade e renda.
- Margem de Erro: A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando o total da amostra. No entanto, para subgrupos (como evangélicos ou pessoas de alta renda), essa margem é maior devido ao tamanho reduzido desses grupos na amostra total.
- Confiabilidade: O nível de confiança é de 95%. Isso significa que os resultados refletem a realidade do momento com altíssima probabilidade estatística.
- Registro: O estudo foi realizado entre os dias 9 e 13 de abril de 2026 e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09285/2026.

