Com apenas dois meses para o início da Copa do Mundo de 2026, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou seu compromisso em manter a seleção do Irã no torneio, que havia anunciado que não iria mais jogar. Leia em TVT News.
Em declarações feitas na última quarta-feira (15), em Washington, Infantino descartou especulações sobre uma possível ausência da equipe asiática, em meio à escalada de tensões entre o país e os Estados Unidos, um dos anfitriões da competição ao lado de México e Canadá.
Presidente da Fifa: “O Irã tem que vir”
Durante um evento sobre investimentos, Infantino foi enfático ao falar sobre a participação iraniana no Mundial. Para o dirigente, a presença da seleção é uma questão de mérito esportivo e representatividade, devendo ser isolada dos conflitos diplomáticos vigentes.
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“A equipe iraniana está vindo com certeza. Esperamos que até lá a situação seja pacífica. Como eu disse, isso com certeza ajudaria. Mas o Irã tem que vir. Eles representam seu povo. Eles se classificaram. Os jogadores querem jogar. Eles também são uma boa equipe. Eles querem competir. Deveriam jogar.”, disse o presidente da Fifa.
Ministro do Esporte do Irã havia dito que a seleção não participaria mais da Copa
“Seleção do Irã não participará da Copa do Mundo da Fifa sob nenhuma circunstância”‘, afirmou o ministro do Esporte iraniano durante entrevista na TV Estatal.
Ahmad Donjamali, ministro do Esporte iraniano, ressaltou a impossibilidade da seleção iraniana jogar nos EUA.
O ministro do Esporte destacou as “medidas perversas tomadas contra o Irã”: “Duas guerras nos foram impostas em oito ou nove meses e milhares de nossos cidadãos foram mortos”.
Donjamali concluiu reiterando: “Não temos absolutamente nenhuma possibilidade de participar”.
Negociações para jogos do Irã ser no México
A Federação de Futebol do Irã havia iniciado negociações com a FIFA para que todos os jogos da seleção iraniana na Copa do Mundo de 2026 fossem realizados no México, evitando partidas nos Estados Unidos.
O pedido ocorre em meio a uma guerra aberta no Oriente Médio, que já dura 18 dias e se tornou o principal fator por trás da decisão.
Desafios diplomáticos e o campo de jogo

A incerteza sobre a participação do Irã ganhou força em fevereiro, após ataques envolvendo os Estados Unidos, Israel e o país do Oriente Médio. Desde então, o cenário gerou debates públicos, com autoridades iranianas chegando a questionar a viabilidade da presença da seleção em solo americano — onde o Irã disputará toda a sua fase de grupos, contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito.
Para buscar uma solução, Infantino viajou recentemente à Turquia, onde se reuniu pessoalmente com a delegação iraniana, reafirmando seu apoio aos jogadores.
O presidente da FIFA tem defendido sistematicamente a separação entre política e futebol, embora reconheça a complexidade do cenário atual:
“Esportes devem estar fora da política. Ok, não vivemos na Lua, vivemos no planeta Terra. Mas se não há mais ninguém que acredite na construção de pontes e em mantê-las intactas e juntas, bem, estamos fazendo isso.”
Apesar das garantias de Infantino, o tema deve continuar a ser acompanhado de perto pela comunidade internacional e pelos torcedores, especialmente com o Congresso da FIFA agendado para o dia 30 de abril, em Vancouver, no Canadá, onde o assunto poderá ser debatido novamente.

