Governo do Brasil começa, nesta sexta-feira, 24 de abril, a Semana de Vacinação nas Escolas. A mobilização segue até o dia 30 e leva equipes de saúde a escolas públicas de todo o país para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de 9 meses a 15 anos. Saiba mais na TVT News.
Governo Lula vai vacinar 27 milhões de estudantes nas escolas
A ação integra o Programa Saúde na Escola (PSE), realizado em parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação. A previsão é alcançar 27 milhões de estudantes em 104,9 mil escolas, distribuídas em 5.544 municípios.
Durante a semana, serão ofertadas vacinas do calendário básico, como HPV, febre amarela, tríplice viral, tríplice bacteriana (DTP), meningocócica ACWY e Covid-19. A estratégia também inclui a vacinação contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não se imunizaram na idade recomendada, com foco em estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
A vacinação será realizada por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), mediante autorização dos pais ou responsáveis. A imunização pode acontecer dentro de uma escola ou em uma Unidade Básica de Saúde, garantindo mais proteção para os estudantes.
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“Com a vacinação nas escolas, estamos extinguindo a disciplina do negacionismo científico da educação básica. É a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos, atingindo um índice cinco vezes superior à média mundial. Isso é motivo de comemoração, mas não para que as escolas e as equipes de saúde da família baixem a guarda”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
INCENTIVO – O governo, por meio do Ministério da Saúde, também reforça o uso de ferramentas digitais para incentivar a vacinação. A Caderneta Digital de Vacinação da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, já soma mais de 3,3 milhões de acessos em um ano. A ferramenta permite acompanhar o histórico de vacinas e consultar as próximas doses. Agora, o aplicativo passa a enviar lembretes automáticos para pais, mães e responsáveis, de acordo com a idade das crianças, incentivando a atualização da caderneta.

AVISO VIA WHATSAPP – Outra iniciativa é o envio de mensagens diretas ao cidadão, via WhatsApp e pelo GovBr, por meio do programa Governo na Ponta. Desde o ano passado, já foram disparadas 5 milhões de mensagens com incentivo à vacinação, sendo 2,2 milhões via WhatsApp. Em 2026, o número já é 20 vezes maior, com 39 milhões de disparos, sendo 10,2 milhões via whatsapp.
SAÚDE DOS ESTUDANTES – O Programa Saúde na Escola tem registrado avanços significativos na saúde de crianças e adolescentes nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, as atividades de prevenção de violências cresceram 175,4%. A verificação da situação vacinal aumentou 119% e as ações de saúde mental subiram mais de 233%, passando de cerca de 7 mil registros em 2020 para quase 99 mil em 2025.
“A Política Nacional Integrada da Primeira Infância conta com a participação ativa do Ministério da Saúde. É fundamental que as crianças se vacinem na idade adequada e tudo isso deve estar articulado com a escola. Por exemplo, a matrícula e a permanência na escola está ligada ao cartão de vacinação”, reforçou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
COBERTURA VACINAL EM ALTA – O Brasil também avançou na recuperação das coberturas vacinais infantis. O país reverteu a queda histórica registrada nos anos anteriores, agravada pelos impactos da pandemia de Covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram crescimento em relação a 2022.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou 92,96% de cobertura, ante 80,7% em 2022, mantendo o país livre do sarampo. A imunização contra o HPV também avançou: a cobertura chegou a 86,11% entre meninas de 9 a 14 anos e a 74,46% entre meninos. No público feminino, o índice é cinco vezes superior à média mundial. Além disso, 11 estados já atingiram a meta de 90% entre meninas e três entre meninos.
No caso da meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY subiu de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. Em comparação com 2020, o número de crianças protegidas quadruplicou no país.
Via Secom

