Uma das mais extensas ações do Governo do Brasil na Amazônia, a operação de desintrusão na Terra Indígena Yanomami (TIY) ultrapassou, em abril de 2026, a marca de 10 mil ações de combate ao garimpo ilegal e à sua cadeia de apoio logístico. Coordenada pela Casa de Governo desde março de 2024, a iniciativa registrou, até 23 de abril de 2026, 10.052 ações que combinam repressão em áreas de garimpo, monitoramento, fiscalização de rotas de abastecimento e bloqueio dos corredores usados por invasores. Saiba mais na TVT News.
Os resultados acumulados dão a dimensão do impacto da operação. Ao longo do período, foram inutilizados 2.155 motores, 558 geradores, 504 esteiras separadoras de minério, 845 acampamentos, 290 embarcações e 51 aeronaves. Também foram inutilizados 250 mil litros de óleo diesel e 194 toneladas de cassiterita. Ainda foram destruídas 195 antenas de internet, 29 quadriciclos e 80 pistas de pouso clandestinas.
As forças federais apreenderam 154 armas, 3.484 munições e realizaram 363 detenções ou prisões. O esforço também incluiu 1.816 fiscalizações de aeronaves, 582 fiscalizações em pistas de pouso, 218 fiscalizações em postos de abastecimento, 44.462 veículos fiscalizados e mais de 51 mil abordagens em rotas consideradas estratégicas para a logística do garimpo ilegal.
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Até 21 de abril, as ações geraram o prejuízo estimado em R$ 683 milhões ao garimpo ilegal, resultado da interrupção do abastecimento e perda de equipamentos e insumos utilizados pelos invasores.
RANGEL E BAIXO CATRIMANI — Recentemente, entre 4 e 12 de abril, a quarta fase da Operação Maamaxi Xawara avançou sobre áreas de pressão garimpeira na região do Rangel e também no Baixo Catrimani, com ações voltadas à localização e inutilização de estruturas, repressão a pontos de apoio, impedindo, desta forma, a permanência de invasores. As ações têm se concentrado em áreas cada vez mais remotas no interior da floresta, onde grupos de garimpeiros têm se deslocado diante da pressão permanente das operações.
No Baixo Catrimani, as ações também resultaram na destruição de acampamentos, dragas e estruturas fluviais utilizadas para a logística do garimpo ilegal. A operação reúne, em campo, a atuação integrada de órgãos como Funai e Força Nacional e reforça a pressão contínua sobre áreas sensíveis da TIY, complementando as ações de sufocamento logístico realizadas no entorno.
DENTRO E ENTORNO — Dentro da Terra Indígena Yanomami, as ações têm combinado inutilização de estruturas e pressão contínua sobre áreas de exploração. Entre 1º e 15 de abril, a Operação Xapiri, conduzida pelo Comando Conjunto Catrimani II, inutilizou cinco pistas clandestinas nas regiões de Xiriana, Noronha, Capixaba, Quincas e Hélio, apreendeu 1.570 litros de combustível, destruiu 19 acampamentos e resultou na prisão de cinco garimpeiros. Naquele período, outras bases clandestinas foram destruídas, além de motores, embarcações, caixas separadoras, suprimentos e antenas de internet usadas pelos invasores.
As operações também avançaram sobre o entorno da TIY, mirando a logística que sustenta a atividade ilegal e impedindo tentativas de reorganização fora da área. Em Campos Novos e Samaúma, ações da ANTT e Força Nacional ampliaram fiscalizações em vicinais, veículos e pontos de abastecimento. As ações resultaram na apreensão de cerca de 3,3 mil litros de combustíveis, entre gasolina, diesel, querosene e combustível de aviação, além de 21 carotes vazios e diversas peças de aeronaves, atingindo estruturas usadas para abastecimento e apoio à logística do garimpo ilegal.
O ICMBio também mantém ações em unidades de conservação federais, com operações voltadas a coibir o garimpo ilegal e impedir que invasores montem novas bases ou reconstituam estruturas de apoio fora da Terra Indígena Yanomami. As fiscalizações em áreas como a Estação Ecológica de Maracá e as Florestas Nacionais de Roraima e Parima ampliam a pressão sobre áreas usadas como refúgio ou rota alternativa para garimpeiros, reforçando o cerco à atividade ilegal.
MERCÚRIO — Em Boa Vista, ações da PRF nas rodovias, articuladas com informações de inteligência, contribuíram para a maior apreensão de mercúrio da história da instituição — também apontada como a maior já registrada no país. O volume interceptado alcançou cerca de 835 quilos em menos de 15 dias. Desde o início da operação, as apreensões somam aproximadamente uma tonelada de mercúrio retirada de circulação, material que deixou de ser empregado na contaminação de rios e no impacto ambiental associado ao garimpo ilegal.
Em Caracaraí, o monitoramento do fluxo fluvial reforçou a vigilância sobre embarcações carregadas de combustível e insumos destinados ao garimpo, ampliando o controle sobre rotas usadas para abastecimento ilegal a partir dos portos do Rio Branco e pressionando corredores logísticos utilizados por invasores.
PROTEÇÃO INTEGRAL — A marca de 10 mil ações reforça o modelo de atuação continuada. Mais do que operações pontuais, o volume registrado reflete uma estratégia permanente de sufocamento logístico e fiscalização sucessiva, que contribuiu para a redução de 98% das áreas de novos garimpos na Terra Indígena Yanomami, voltada a inviabilizar a reocupação de áreas e reduzir a capacidade operacional do garimpo ilegal.
A atuação do Governo do Brasil segue concentrada em localizar e fiscalizar pontos ativos ou residuais de garimpo, impedir tentativas de reabastecimento e retirar por completo a presença de invasores da Terra Indígena Yanomami.
Via Secom

