O Jornal TVT News Primeira Edição recebeu o deputado Alencar Santana (PT), que é o presidente da Comissão que vai debater a PEC do fim da escala 6 X1. Acompanhe em TVT News.
Veja a edição completa do jornal com a entrevista de Alencar Santana
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), oficializou nesta terça-feira (28) os nomes que irão atuar na comissão especial da PEC do fim da escala 6X1, com Leo Prates (Republicanos-BA) como relator e Alencar Santana (PT-SP) na presidência.
A instalação da comissão para avalisar o fim da escala 6×1 está prevista para ocorrer nesta quarta-feira (29).
No jornal da TVT, o deputado Alencar Santana disse que o trabalhador e a trabalhadora brasileira estão com grandes expectitivas com o fim da escala 6×1 e explicou que a comissão se instala hoje (29), mas que os trabalhos devem se estender por todo o mês de maio:
“A expectativa é grande do trabalhador e da trabalhadora brasileira para a gente acabar de uma vez por todas com essa escala tão degradante que é a escala 6×1 e também reduzir a jornada. (…) A comissão se instala hoje, mas durante o mês de maio temos que realizar os debates necessários, apresentar o relatório e garantir a sua aprovação em plenários, que vai ser um mês especial que é o mês do trabalhador e vamos garantir a homegem necessária ao trabalhador que é garantir o fim da escala 6×1“, disse Alencar Santana.
Laura Capriglione, comentarista do Jornal TVT News Primeira Edição, perguntou o que Santana pensa que ocorrerá de forma prática, se o projeto aprovado será o que defende a redução da jornada para 5×2 com 40 horas semanais máximas e sem diminuição de salário.
Ao responder, Santana resgatou reformas do governo Temer e Bolsonaro, que prejudicaram o trabalhador brasileiro, mas afirmou que agora no governo Lula o trabalhador irá ganhar direitos:
“De fato, o pilar é o fim da escala 6×1, com um dia a mais de descanso, com uma redução de jornada. Hoje são 44 horas, queremos chegar a no máximo 40 e sem redução de salário. Quando foram feitas aquelas reformas, o trabalhador brasileiro perdeu. E agora está na hora de ganhar“, disse Santana.
Para ele, os setores economicos poderosos não podem achar que essa decisão irá afetá-los, mas não deixou de assumir ser necessária a preocupação com empresários pequenos.
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Qual a relação de Alencar Santana, presidente da CCJ, com o relator Leo Prates?
Em seguida, o comentarista Luiz Carlos Azenha questionou Santana qual a sua releção com o deputado que foi indicado para ser relator, o Leo Prates, do Republicanos, e quais setores ele pensa que irão atuar contra a proposta.
“O Leo Prates é uma figura muito ponderada, muito responsável, muito comprometida. Ele era do PDT há pouco tempo atrás e estava presidindo a comissão de trabalho (…). Estávamos há pouco inlcusive conversando e ele tem um compromisso muito claro pelo fim da jornada 6×1, pela redução da jornada e sem redução salarial. Relembrando também que ele é do partido do Hugo Motta que também é favorável a proposta“, disse Alencar Santana
Talita Galli, a apresentadora do jornal, questinou Alencar Santana sobre o preço político ao votar contra uma proposta como essa que é do interesse da classe trabalhadora. “Já o PL, por exemplo, tem reportagem apontando que eles preparam uma série de vídeos mostrando que o trabalhador que irá pagar pela redução da escala. Como que você vê essa ofensiva?”, perguntou Talita.
“Com o PL o trabalhador brasileiro, de fato, sempre perde. E eles querem que o trabalhador brasileiro continue perdendo”, disse Santana, que defende que a turma do Flávio Bolsonaro joga contra o trabalhador. Para ele, o fim da escala 6×1 irá garantir mais direitos e dignidades ao trabalhador.
Como a grande mídia enxerga o fim da 6×1
Laura Capriglione perguta como Alencar Santana enxerga a cobertura da grande mídia sobre o assunto
“É impressionante, quando o trabalhador vai ter algum tipo de ganho e de vitória e mexe com interesses de setores grandes, a reação contrária é sempre forte, manipulando informações e dados para influenciar opiniões“, respondeu Santana.
A proposta do Reginaldo pelo fim da 6×1 foi apresentada desde 2019. Para Alencar, se o governo anterior tivesse comprometimento esse debate já teria ocorrido, mas não ocorreu. “Nós queremos fortalçecer o vínculo familiar”, disse Alencar.

