Mais de 2,8 milhões de empregos formais foram criados em 2025 durante governo Lula

O estoque de empregos formais no Brasil cresceu 5% em 2025, atingindo quase 60 milhões de vínculos ativos. Confira os dados da RAIS
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Empregos formais crescem em 2025. Taxa de ocupação é a melhor da série histórica. Em, 2025, 103 milhões de pessoas possuíam emprego. Em 2024, o número era de 101, 3 milhões. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Emprego formal cresceu 5% durante o ano de 2025, no governo Lula. De acordo com os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estoque de vínculos ativos no país alcançou a marca de 59.970.945 postos de trabalho. Em comparação com 2024, ocorreu a criação de 2.838.789 novos empregos formais no período. Leia em TVT News.

O mercado de trabalho brasileiro apresentou um desempenho positivo ao longo de 2025, com a expansão das vagas e o fortalecimento do emprego formal.

Os indicadores foram detalhados pelo ministro Luiz Marinho, em Brasília, que ressaltou a trajetória de crescimento do setor público e privado. Além do aumento no número de trabalhadores, o volume de estabelecimentos em atividade também subiu, passando de 4,7 milhões para 4,8 milhões, uma variação positiva de 2,1%.

Distribuição dos novos empregos formais

A análise detalhada da RAIS 2025 revela que as empresas do setor privado continuam sendo as principais empregadoras do país. Com 40.071.636 postos ocupados, a iniciativa privada detém 66,8% do estoque total de empregos formais. O setor público aparece na sequência, sendo responsável por 14.125.683 vínculos, o equivalente a 23,6% do mercado nacional.

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Outras modalidades de contratação também compõem o cenário:

  • Organizações sem fins lucrativos: 3.959.493 vínculos (6,6%).
  • Pessoas físicas e outras organizações: 374.420 vínculos (0,6%).

O ministro Luiz Marinho enfatizou a importância do crescimento do regime celetista, que registrou um acréscimo de 5 milhões de vínculos. Segundo o gestor, desde 2023, o Brasil gerou mais de 7,8 milhões de vagas com carteira assinada, impulsionadas também pela realização de novos concursos públicos nas esferas federal, estadual e municipal.

Veja quais serviços cresceram

Todos os grandes grupamentos econômicos registraram saldo positivo em 2025. No entanto, o setor de Serviços se consolidou como o principal motor da geração de empregos, com um avanço de 7,2% e a adição de 2.411.696 vínculos. Este setor detém o maior estoque acumulado do país, com mais de 35,6 milhões de postos ativos.

Dentro do segmento de Serviços, a Administração Pública teve a expansão mais expressiva, crescendo 15,2% (1.483.555 novos vínculos). Esse movimento foi puxado principalmente pelas prefeituras, que somaram 1.182.629 novos postos, e pelos governos estaduais, com 408.018 vínculos adicionais. Outras áreas fundamentais de atendimento ao cidadão também cresceram: a Educação avançou 6,2% e a Saúde Humana teve alta de 4,2%.

Empregos no Brasil em 2025
Mercado de Trabalho • Brasil • 2025

Serviços lideram geração de empregos no Brasil

Todos os grandes setores da economia registraram saldo positivo, com destaque para Serviços.

Serviços puxam crescimento do emprego

O setor concentrou a maior expansão do emprego formal em 2025.

Resultado do setor
+7,2%

+2,4 milhões de vagas criadas

35,6 milhões de postos ativos

Crescimento por setor
Serviços +7,2% | +2.411.696
Construção Civil +2,5% | +71.816
Comércio +1,7% | +172.827
Indústria +1,7% | +153.103
Agropecuária +1,6% | +29.322

Administração Pública teve maior expansão

O segmento registrou alta de +15,2% e adicionou +1.483.555 vínculos em 2025.

+1,18 mi postos nas prefeituras
+408 mil vínculos nos estados
+6,2% crescimento na Educação
+4,2% alta em Saúde Humana
Fonte: Dados consolidados do mercado de trabalho brasileiro • 2025

Desempenho Regional e destaques estaduais

O crescimento de empregos formais ocorreu de forma descentralizada, com forte aceleração nas regiões Norte e Nordeste, que registraram, cada uma, alta de 10,1%. O Nordeste foi responsável pela criação de 1.076.603 postos, enquanto o Norte adicionou 354.753 vagas.

A região Centro-Oeste apresentou crescimento de 5,7%, seguida pelo Sudeste e pelo Sul, ambos com 2,9% de aumento. Apesar do ritmo de crescimento mais acelerado no Norte e Nordeste, o Sudeste permanece como o polo com maior concentração de trabalhadores, abrigando 47,4% de todos os empregos formais do Brasil.

Em termos relativos, os estados que mais expandiram suas bases de emprego foram o Amapá (20,5%), Piauí (13,2%), Alagoas (13%) e Paraíba (12,9%). Já em números absolutos, São Paulo liderou com 357.493 novas vagas, seguido pela Bahia, que gerou 266.035 postos de trabalho.

Emprego Formal nas Regiões do Brasil
Mercado de Trabalho • Brasil • 2025

Norte e Nordeste lideram expansão do emprego formal

O crescimento do emprego ocorreu de forma descentralizada, com aceleração mais forte nas regiões Norte e Nordeste.

Norte

+10,1%

+354.753 vagas formais

Nordeste

+10,1%

+1.076.603 postos criados

Crescimento por região

Norte

+10,1%

354.753 novas vagas formais

Nordeste

+10,1%

1.076.603 novos postos

Centro-Oeste

+5,7%

Sudeste

+2,9%

Sul

+2,9%

Sudeste concentra quase metade dos empregos do país

47,4%

dos empregos formais do Brasil estão na região Sudeste.

Estados com maior crescimento relativo

Amapá

+20,5%

maior expansão proporcional do país

Piauí

+13,2%

forte avanço do emprego formal

Alagoas

+13%

crescimento acima da média nacional

Paraíba

+12,9%

entre os maiores crescimentos do país

Maiores saldos absolutos

São Paulo

+357.493 novas vagas

Bahia

+266.035 postos de trabalho

Estabilidade nos vínculos não típicos

A RAIS 2025 também monitorou os chamados vínculos não típicos entre os trabalhadores celetistas, que representaram 10,68% do total de contratos. O índice demonstra estabilidade frente aos 10,75% registrados no ano anterior. A maior parte desses vínculos está concentrada em trabalhadores com jornada igual ou inferior a 30 horas semanais e naqueles vinculados a empregadores pessoa física.

O balanço final apresentado pelo Ministério do Trabalho indica um cenário de fortalecimento da cidadania através do acesso ao trabalho formal, com destaque para a retomada das contratações públicas e a resiliência do setor produtivo frente aos desafios econômicos.

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