Confira a lista de convocados da seleção de Senegal para a Copa do Mundo com a TVT News.
O Senegal “sonha grande” na Copa do Mundo da América do Norte 2026 com sua pré-lista de 28 jogadores, liderada pela estrela Sadio Mané, declarou o técnico da equipe, Pape Thiaw, nesta quinta-feira (21).
Além de Mané, de 34 anos, atual jogador do Al Nassr após passagens de sucesso por Liverpool e Bayern de Munique, aparecem outros nomes de destaque como o goleiro Édouard Mendy e o capitão Kalidou Koulibaly, que não joga desde 8 de abril devido a uma lesão na coxa.
“É um grupo equilibrado e bem pensado para responder às exigências desta Copa do Mundo, que é uma competição intensa”, declarou o treinador em entrevista coletiva em Dacar.
Sua lista de 28 jogadores será reduzida para 26 antes da competição, que será disputada de 11 de junho a 19 de julho em Estados Unidos, México e Canadá.
O Senegal conquistou em janeiro a Copa Africana de Nações (CAN), posteriormente sendo destituído do título nos tribunais, em benefício de seu adversário da final, o Marrocos.
Na Copa do Mundo, os ‘Leões de Teranga’ estão no Grupo I, ao lado de França, Noruega e Iraque.
Lista de 28 jogadores do Senegal para a Copa do Mundo de 2026
Goleiros (3): Édouard Mendy (Al Ahli/ASA), Mory Diaw (Le Havre/FRA), Yehvann Diouf (Nice/FRA)
Defensores (9): Kalidou Koulibaly (Al Hilal/ASA), Abdoulaye Seck (Maccabi Haifa/ISR), Moussa Niakhaté (Lyon/FRA), Ismail Jakobs (Galatasaray/TUR, Mamadou Sarr (Strasbourg/FRA), Antoine Mendy (Nice/FRA), Ilay Camara (Anderlecht/BEL), El Hadji Malick Diouf (West Ham/ING), Krépin Diatta (Monaco/FRA), Moustapha Mbow (Paris FC/FRA)
Meio-campistas (6): Idrissa Gana Gueye (Everton/ING), Pape Matar Sarr (Tottenham/ING), Pathé Ciss (Rayo Vallecano/ESP), Pape Gueye (Villarreal/ESP), Lamine Camara (Monaco/FRA), Habib Diarra (Sunderland/ING), Bara Sapoko Ndiaye (Bayern de Munique/ALE)
Atacantes (10): Sadio Mané (Al Nassr/ASA), Bamba Dieng (Lorient/FRA), Nicolas Jackson (Bayern de Munique/ALE), Iliman Ndiaye (Everton/ING), Ismaïla Sarr (Crystal Palace/ING), Chérif Ndiaye (Samsunspor/TUR), Cheikh Sabaly (Metz/FRA), Ibrahima Mbaye (PSG/FRA), Assane Diao (Como/ITA)

© Agence France-Presse
Senegal é uma das 8 seleções que falam francês na Copa do Mundo
Na Copa do Mundo FIFA de 2026, o francês aparece como uma das línguas mais presentes entre as seleções classificadas. Ao lado do espanhol e do árabe, o idioma ocupa a segunda posição em número de países, com oito nações que o adotam como língua oficial — um dado que conecta futebol, história e geopolítica.
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Quais países falam francês na Copa do Mundo
São oito as seleções presentes na Copa do Mundo de 2026 que reconhecem o francês como idioma oficial: França, Bélgica, Suíça, Canadá, Haiti, Senegal, Costa do Marfim e República Democrática do Congo.
França: uma das favoritas ao título; a França tenta acertar as contas com o passado colonial;
Bélgica: os diabos vermelhos têm o francês como idioma oficial e predominante em regiões como a Valônia e na capital, Bruxelas;
Suíça: o país onde a sede da FIFA está localizada adota o francês como um de seus quatro idiomas oficiais.
Canadá: coanfitrião da Copa, mantém o francês como língua oficial, sendo o idioma principal da província do Quebec.
Haiti: de volta à Copa do Mundo, o representante caribenho fala francês e o crioulo haitiano;
Senegal: potência do futebol africano, os Leões de Teranga utilizam o francês como língua oficial e são os atuais campeões da África;
Costa do Marfim: nação da África Ocidental onde o francês é o idioma da administração e do ensino, os elefantes querem chegar mais longe em 2026;
República Democrática do Congo (RD Congo): o país com a maior população que fala francês no mundo, superando a própria França em número de habitantes que utilizam o idioma.
O caminho dos países que falam francês até a Copa
O processo de classificação (as eliminatórias) exigiu estratégias diferentes para cada uma dessas oitos nações. Veja como os países que falam francês se classificaram para a Copa:
- Canadá: a seleção garantiu sua presença de forma automática por ser um dos três países-sede do torneio, junto com Estados Unidos e México.
- França, Bélgica e Suíça: o trio europeu assegurou as vagas enfrentando as tradicionais e rigorosas eliminatórias da UEFA. Franceses e belgas, com elencos recheados de estrelas mundiais, passaram sem grandes sustos, enquanto a Suíça manteve sua consistência tática habitual para carimbar o passaporte.
- Haiti: o representante do Caribe teve que superar as complexas fases das eliminatórias da CONCACAF, mostrando superação e garantindo a vaga e contando com a vantagem de EUA, Canadá e México já estarem classificados.
- Senegal, Costa do Marfim e RD Congo: as eliminatórias da África (CAF) são, historicamente, um dos mais duros do mundo devido ao equilíbrio físico e técnico das equipes. Senegal confirmou seu favoritismo regional, a Costa do Marfim impôs sua força tradicional e a RD Congo alcançou a vaga ao vencer a Jamaica na repescagem mundial.
As chances dos países que falam francês na Copa do Mundo
Com os grupos já definidos, o sorteio da Copa do Mundo de 2026 estabeleceu confrontos de alto nível. Algumas chaves, inclusive, promoverão o encontro direto entre nações que falam francês.
Saiba quais são os grupos destes países na Copa e quais os confrontos:
- Grupo B (Canadá e Suíça): Logo na primeira fase, teremos um duelo direto no idioma. O Canadá, jogando em casa, e a Suíça medem forças em uma chave que também conta com a Bósnia e o Catar. A Suíça tem o favoritismo pela experiência europeia, mas o Canadá conta com o apoio local para avançar.
- Grupo C (Haiti): A seleção haitiana terá um desafio gigante pela frente. No grupo C, os haitianos terão pela frente o Brasil, além de Marrocos (onde o francês também é amplamente falado nos negócios) e Escócia.
- Grupo E (Costa do Marfim): Os marfinenses precisarão de força máxima, pois caíram na chave encabeçada pela Alemanha. Os confrontos contra Equador e Curaçao definirão as reais possibilidades de classificação da equipe africana.
- Grupo G (Bélgica): A talentosa geração belga entra como cabeça de chave e grande favorita do grupo. A equipe europeia disputará a liderança contra Egito, Irã e Nova Zelândia, com altas expectativas de chegar longe no mata-mata.
- Grupo I (França e Senegal): Este é um dos grupos mais aguardados do torneio. A França, bicampeã mundial e uma das francas favoritas ao título de 2026, reencontrará o Senegal. O duelo revive a partida de abertura de 2002, quando os senegaleses chocaram o mundo ao derrotar a ex-metrópole. Iraque e Noruega completam a chave.
- Grupo K (RD Congo): O retorno da República Democrática do Congo ao mundial os coloca de frente com Portugal, Colômbia e Uzbequistão. É um grupo bastante técnico, no qual os africanos buscarão ser a grande surpresa.
Se contar as línguas usadas na administração e nos negócios, a Copa do Mundo tem 11 países que falam francês
Embora o árabe seja a língua oficial do Magrebe, a influência francesa no Norte da África é vasta devido ao passado colonial.
No Marrocos, na Argélia e na Tunísia, o francês não é o idioma constitucional, mas é a língua franca utilizada nos negócios, na diplomacia, no ensino superior e na administração pública. Se considerarmos esses três países na contagem de influência, o francês saltaria para 11 representantes, tornando-se, na prática, o idioma mais presente entre as delegações da Copa do Mundo, superando até mesmo o inglês.
Qual a origem do francês?
O francês é uma língua românica, originada do latim vulgar levado pelos exércitos romanos para a região da Gália (atual França) há mais de dois mil anos. Com a queda do Império Romano, o latim local se misturou a dialetos de tribos germânicas, como os francos — de onde deriva o nome do país e da língua.
Durante a Idade Média, o francês se dividiu em diversos dialetos, mas a variante falada em Paris acabou se tornando o padrão oficial com o passar dos séculos.

No século XVII, o francês se consolidou como a língua da aristocracia e da diplomacia na Europa, posição que manteve até o início do século XX, quando o inglês passou a ganhar terreno no cenário internacional.
Colonialismo levou o francês para a África e Américas
A presença do francês em países como Senegal, RD Congo e Haiti não é um fenômeno natural, mas o resultado de um processo agressivo de expansão imperialista iniciado no século XVII. A França estabeleceu colônias para a extração de riquezas e o controle de rotas comerciais, impondo seu idioma como ferramenta de controle administrativo e apagamento das línguas nativas.
França, de um lado o iluminismo, do outro um país escravocrata que enriqueceu à custa da exploração dos africanos
Há uma contradição histórica profunda na trajetória francesa. Enquanto o país produzia os filósofos do Iluminismo, que defendiam a “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, o Estado francês operava um sistema de escravidão em larga escala em suas colônias. A riqueza que construiu os palácios de Paris e financiou o desenvolvimento industrial francês foi, em grande parte, gerada pelo trabalho forçado de milhões de africanos nas plantações de açúcar e café das Antilhas e pela extração mineral em solo africano.
Antilhanos e africanos
Nas Américas, a presença francesa é marcada pelo Haiti e pelos departamentos ultramarinos, como a Guiana Francesa. O Haiti foi a primeira nação das Américas a abolir a escravidão após uma revolução liderada por negros escravizados que derrotou o exército de Napoleão Bonaparte.
Já no continente africano, a língua francesa é o resultado de uma ocupação que durou até meados do século XX.
Entender a presença do francês nessas oito nações exige um olhar atento para a história. Na Europa, o francês divide o protagonismo em países vizinhos.
Na América do Norte, o Canadá sustenta o francês como língua oficial ao lado do inglês para garantir a preservação da forte identidade da província do Quebec, uma herança direta dos primeiros assentamentos europeus no território.
No entanto, quando olhamos para o Haiti e para o continente africano (Senegal, Costa do Marfim e RD Congo), a adoção do idioma escancara as feridas do colonialismo.
A partir do século XVII, a França e a Bélgica (no caso específico do Congo) estabeleceram um domínio violento sobre territórios ultramarinos. O francês foi imposto como ferramenta de dominação administrativa, educacional e comercial, operando muitas vezes em um sistema escravocrata ou de extrema exploração do trabalho e dos recursos naturais.
Na África contemporânea, o idioma da antiga metrópole acabou sendo mantido após os processos de independência no século XX, servindo hoje como uma língua franca para unificar internamente países que possuem dezenas de etnias e dialetos nativos diferentes.
Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026
Ranking das línguas mais faladas na Copa do Mundo
Considerando o status de língua oficial ou o idioma majoritário de comunicação de cada nação classificada, este é o ranking dos idiomas mais presentes na Copa do Mundo da FIFA 2026:
| Posição | Idioma | Número de Países | Países Representantes |
| 1º | Inglês | 9 | África do Sul, Canadá, Escócia, Estados Unidos, Austrália, Curaçao, Nova Zelândia, Inglaterra, Gana |
| 2º | Espanhol | 8 | México, Paraguai, Equador, Espanha, Uruguai, Argentina, Colômbia, Panamá |
| 2º | Francês | 8 | Canadá, Suíça, Haiti, Costa do Marfim, Bélgica, França, Senegal, RD Congo |
| 2º | Árabe | 8 | Catar, Marrocos, Tunísia, Egito, Arábia Saudita, Iraque, Argélia, Jordânia |
| 5º | Alemão | 4 | Suíça, Alemanha, Bélgica, Áustria |
| 6º | Holandês | 3 | Curaçao, Holanda, Bélgica |
| 6º | Português | 3 | Brasil, Cabo Verde, Portugal |
| 8º | Croata | 2 | Bósnia, Croácia |
Em países com mais de um idioma oficial, foi considerado o idioma predominante na comunicação nacional.
Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026
Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026
- GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Dinamarca;
- GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
- GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
- GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
- GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
- GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
- GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
- GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
- GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;

