Copa do Mundo: agenda de jogos desta quarta (17); horários, onde assistir

Quatro partidas encerram a rodada inicial do Mundial de 2026, com destaque para a estreia de Cristiano Ronaldo em sua sexta Copa do Mundo e para o duelo entre Inglaterra e Croácia.
Modric da Croácia à direita, ao lado do inglês Kane, Cr7 de Portugal e à esquerda Antoine Semenyo de Gana – Reprodução Redes sociais

A primeira rodada da Copa do Mundo de 2026 será concluída nesta quarta-feira (17), com quatro partidas distribuídas entre os grupos K e L. O dia reúne algumas das seleções mais aguardadas do torneio, entre elas Portugal de Cr7, Inglaterra de Kane, Croácia de Modric e Colômbia, além das estreias de República Democrática do Congo, Panamá e Uzbequistão. Leia tudo sobre a Copa na TVT News.

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O principal destaque da programação é a entrada em campo de Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, o atacante português inicia sua sexta participação em Copas do Mundo e busca ampliar uma trajetória histórica pela seleção de seu país. Outro nome que concentra atenções é Harry Kane, maior artilheiro da história da Inglaterra, que liderará os ingleses diante da tradicional seleção croata.

Além dos confrontos europeus, a rodada terá o encontro entre Gana e Panamá, duas seleções que chegam ao Mundial com objetivos distintos, e a estreia da Colômbia diante do Uzbequistão, que disputa sua primeira Copa do Mundo.

Jogos desta quarta-feira (17)

Portugal Portugal × República Democrática do Congo República Democrática do Congo
🕑 Horário: 14h (de Brasília)
📺 Onde assistir: CazéTV
Inglaterra Inglaterra × Croácia Croácia
🕑 Horário: 17h (de Brasília)
📺 Onde assistir: TV Globo, sportv, Globoplay, ge.globo, SBT, NSports e CazéTV
Gana Gana × Panamá Panamá
🕑 Horário: 20h (de Brasília)
📺 Onde assistir: CazéTV
Uzbequistão Uzbequistão × Colômbia Colômbia
🕑 Horário: 23h (de Brasília)
📺 Onde assistir: TV Globo, sportv, Globoplay, ge.globo e CazéTV

A quarta-feira marca o encerramento da rodada inaugural do torneio e começa a desenhar o cenário dos grupos K e L, que contam com seleções de diferentes continentes e histórias bastante distintas dentro da competição.

Portugal x República Democrática do Congo

A abertura da programação será em Houston, nos Estados Unidos, onde Portugal enfrenta a República Democrática do Congo pelo Grupo K.

A seleção portuguesa aparece entre as equipes apontadas como candidatas a avançar às fases decisivas do Mundial. O elenco reúne atletas experientes e jovens que vivem bom momento no futebol europeu.

No centro das atenções está Cristiano Ronaldo. O atacante inicia sua sexta Copa do Mundo após construir uma das carreiras mais vitoriosas do futebol internacional. Pela seleção portuguesa, soma 143 gols e tenta alcançar mais uma marca histórica: igualar ou superar Eusébio como maior goleador de Portugal em Mundiais. Atualmente, CR7 tem oito gols em Copas, apenas um atrás dos nove marcados por Eusébio em 1966.

Nas Eliminatórias e na campanha que culminou com o título português da Liga das Nações, Cristiano manteve protagonismo. Participou de 15 dos 16 jogos da equipe e marcou 13 gols.

Portugal

Portugal chega a essa Copa do Mundo como uma das favoritas. Em 2024, a equipe ganhou o vice-campeonato contra a Espanha na Eurocopa.

Nesta edição da Copa, também chega ao gramado uma seleção portuguesa repleta de craques do PSG, que acabou de levantar a taça da Champions League pelo segundo ano consecutivo, dessa vez contra o Arsenal de Gabriel Magalhães, Martinelli e Jesus.

Entre atletas convocados por Portugal que jogam no time francês estão: Gonçalo Ramos, João Neves, Nuno Mendes e Vitinha.

Cr7 chega a Copa aos 41 anos
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Cristiano Ronaldo chega a Copa aos 41 anos. Foto: Reprodução / Instagram Federação Portuguesa de Futebol

A estreia portuguesa também carrega um componente histórico raro no futebol mundial. Aos 41 anos, Cristiano Ronaldo inicia aquela que tudo indica ser sua última participação em Copas do Mundo.

O atacante se tornará o primeiro jogador a disputar seis edições do torneio como protagonista de sua seleção, ampliando uma trajetória iniciada em 2006, na Alemanha.

Mais do que a experiência acumulada, Cristiano chega aos Estados Unidos, México e Canadá ainda ocupando papel central na equipe comandada por Roberto Martínez.

Nas Eliminatórias e na campanha do título da Liga das Nações, o camisa 7 participou de 15 dos 16 compromissos de Portugal e marcou 13 gols, números que demonstram sua permanência em alto nível mesmo após duas décadas na elite do futebol internacional.

Cr7 é o maior artilheiro da história da seleção portuguesa, mas não o maior em mundiais

A Copa de 2026 também oferece ao atacante a oportunidade de alcançar marcas históricas.

Cristiano é o maior artilheiro da história da seleção portuguesa, com 143 gols, mas ainda persegue um recorde simbólico nos Mundiais.

Com oito gols em Copas, ele está a apenas um de igualar Eusébio, autor de nove gols na edição de 1966 e ainda o maior goleador português na história da competição.

Ao longo de suas cinco participações anteriores, Cristiano Ronaldo acumulou 22 partidas, oito gols e duas assistências.

Caso marque diante da República Democrática do Congo, Cristiano Ronaldo não apenas igualará Eusébio como também dará mais um passo na tentativa de encerrar sua trajetória em Copas com o troféu que ainda falta em sua coleção.

Depois de conquistar a Eurocopa e duas edições da Liga das Nações, o Mundial permanece como o maior desafio da carreira do craque português.

Experiência e renovação

O técnico Roberto Martínez aposta em uma equipe que combina experiência e renovação.

Além de Cristiano Ronaldo, o time conta com nomes como Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Rafael Leão, João Neves, Vitinha e Nuno Mendes. A base do meio-campo foi formada por atletas que chegaram recentemente ao topo do futebol europeu e ajudaram a consolidar Portugal como uma das seleções mais competitivas do continente.

Apesar de já ter conquistado uma Eurocopa e duas edições da Liga das Nações, Portugal ainda busca alcançar seu melhor resultado em Copas do Mundo. Até hoje, a campanha mais expressiva foi a semifinal de 2006.

República Democrática do Congo

A República Democrática do Congo retorna ao Mundial após 52 anos.

Sua única participação ocorreu em 1974, quando o país ainda se chamava Zaire. O país conquistou sua independência em 1960. Em 1974, na Alemanha Ocidental, o Congo era a única seleção do continente africano.

O retorno recoloca a seleção africana em um torneio que carrega profundas conexões com a própria história política do país.

A classificação veio após uma campanha que incluiu a superação de Camarões e Nigéria nas fases eliminatórias africanas e uma vitória sobre a Jamaica na repescagem intercontinental.

Sob o comando de Sébastien Desabre, o país conseguiu sua vaga no torneio após golear a Jamaica por 1 a 0 na prorrogação da final da repescagem mundial.

O elenco tem como principais referências o atacante Yoane Wissa, o zagueiro Chancel Mbemba, o lateral Aaron Wan-Bissaka e o atacante Cedric Bakambu.

Yoane Wissa
Yoane Wissa com a camisa do time francês Lorient – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Wissa é atual atacante do Newcastle, onde enrtrou por por R$ 360 milhões. Ele ganhou destaque no futebol francês, mas em 2021 pasosu a jogar a Premier League, quando foi para o Brentford.

Em 2021, ele foi alvo de um ataque brutal, em que uma mulher tocou sua campainha pedindo um autógrafo e o atacaou com ácido na tentativa de raptar seu filho. Na ocasião, ele quase ficou sem enxergar e sofreu queimaduras graves. Até hoje o jogador diz ter traumas por conta do episódio.

Esta é a edição com mais países africanos da história.

Fora dos gramados, a equipe chega ao Mundial em meio a um contexto complexo. O país enfrenta conflitos armados em regiões do leste do território e uma grave crise humanitária, fatores que tornam a participação no torneio um momento de grande simbolismo para parte da população congolesa.

Inglaterra x Croácia

O segundo jogo do dia coloca frente a frente duas seleções que acumulam campanhas relevantes nas últimas grandes competições internacionais.

Inglaterra e Croácia se enfrentam em Dallas, nos Estados Unidos, pelo Grupo L.

O confronto também será marcado pelo encontro entre Harry Kane e Luka Modric, dois dos jogadores mais importantes da história recente de seus países.

Kane é o maior artilheiro da seleção inglesa, com 79 gols. Modric, por sua vez, é o atleta que mais vestiu a camisa da Croácia, acumulando quase duas décadas como referência técnica da equipe.

Inglaterra

A Inglaterra disputa sua 17ª Copa do Mundo.

Campeã em 1966, a seleção inglesa busca voltar a disputar o título após décadas de tentativas frustradas. Nas últimas edições, chegou às semifinais em 2018 e às quartas de final em 2022.

Sob o comando do técnico Thomas Tuchel, os ingleses chegam ao Mundial após campanha invicta nas Eliminatórias.

O elenco conta com uma geração reconhecida internacionalmente, formada por nomes como Jude Bellingham, Declan Rice, Bukayo Saka, Marcus Rashford e Harry Kane.

Harry Kane é o maior artilheiro da Europa desta temporada
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Kane é o destaque no ataque do time inglês. Imagem: Instagram / Federação Inglesa de Futebol

Pelo Bayern de Munique, o Harry Kane marcou o maior número de gols nesta temporada na Europa. O artilheiro do futebol europeu 2025/2026 está isolado no primeiro lugar. Com 36 gols na Bundesliga, ele vence a Chuteira de Ouro da Europa, batendo Kylian Mbappé (25 gols, Real Madrid), Haaland (27 gols, Manchester City) e o brasileiro Igor Thiago (22 gols, Brentford).

Kane já havia vencido a Chuteira de Ouro na sua primeira temporada pelo Bayern de Munique, em 2023/24. Na temporada passada, o vencedor foi Kylian Mbappé, pelo Real Madrid.

Lesão de Tino Livramento nos quarenta e cinco do segundo tempo

A preparação teve um contratempo de última hora com a lesão do lateral Tino Livramento, substituído por Trevoh Chalobah.

Mesmo assim, a Inglaterra mantém um dos grupos mais qualificados do torneio e entra na competição cercada por expectativa.

Croácia

A Croácia participa de sua sétima Copa do Mundo e segue apoiada em uma geração experiente.

Vice-campeã mundial em 2018 e terceira colocada em 2022, a equipe comandada por Zlatko Dalić continua tendo Luka Modric como principal liderança dentro de campo.

Aos 40 anos, o meio-campista inicia o que pode ser sua despedida de Copas do Mundo.

Ao lado de atletas como Mateo Kovacic, Josko Gvardiol, Andrej Kramaric e Ivan Perisic, Modric tenta conduzir novamente os croatas a uma campanha competitiva.

Modric lidera a experiência croata em sua despedida dos Mundiais

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Modric chega ao torneio mundial aos 41 anos – Reprodução/Redes sociais

Se Cristiano Ronaldo chega à Copa do Mundo de 2026 cercado pela expectativa de disputar seu último Mundial, Luka Modric vive situação semelhante do outro lado do continente.

Aos 40 anos, o camisa 10 da Croácia inicia aquela que tende a ser sua despedida da principal competição do futebol mundial carregando o status de maior símbolo da história da seleção croata.

Dono do recorde de partidas pela Croácia, com 198 jogos, Modric segue como o cérebro da equipe comandada por Zlatko Dalic.

Mesmo após duas décadas atuando em alto nível, o meio-campista continua sendo a principal referência técnica e emocional de uma geração que transformou o país em uma das forças mais competitivas do futebol internacional.

A trajetória do jogador se confunde com os melhores momentos da seleção croata em Copas do Mundo. Em 2018, na Rússia, foi o líder da campanha que levou o país à inédita final do torneio.

Quatro anos depois, no Catar, voltou a comandar a equipe que terminou na terceira colocação.

Antes disso, já havia participado da campanha que levou a Croácia às semifinais em 1998, resultado que segue entre os maiores da história do país.

A estreia diante da Inglaterra também reacende uma rivalidade recente. Foi justamente contra os ingleses que Modric viveu um dos momentos mais marcantes de sua carreira pela seleção. Na semifinal da Copa de 2018, a Croácia venceu por 2 a 1 na prorrogação, de virada, e garantiu vaga na decisão.

Na ocasião, o meia participou diretamente da construção da jogada do gol decisivo marcado por Mario Mandzukic.

Gana x Panamá

O terceiro confronto da programação reúne duas seleções que buscam começar a competição com vitória em um grupo que também conta com Inglaterra e Croácia.

A partida será disputada em Toronto, no Canadá.

Gana

Gana disputa sua quinta Copa do Mundo.

Desde a estreia em 2006, a seleção africana ficou ausente apenas da edição de 2018. O melhor resultado ocorreu em 2010, quando alcançou as quartas de final na África do Sul.

Atuando em solo africano, a seleção de Gana esteve muito próxima de romper a barreira das quartas de final. Naquela ocasião, a equipe ganesa era comandada em campo por Asamoah Gyan, atleta que ostenta o título de maior artilheiro do continente africano na história das Copas do Mundo.

Troca de técnico recente

A equipe passou recentemente por mudanças importantes. O técnico Otto Addo deixou o comando e deu lugar ao português Carlos Queiroz.

Gana garantiu vaga pela segunda edição consecutiva da Copa.

Será a quinta participação do país em Copas do Mundo. Eles participaram em 2006, 2010, 2014, 2022 e, agora, participam em 2026.

Antoine Semenyo
Antoine Semenyo pelo Manchester City em 2025 – Reprodução/ Redes Sociais

Atoine Semeyo, o atacante de Gana, chega ao Mundial após transferência de R$ 450 milhões para o Manchester City.

Semenyo foi um dos grandes nomes da liga inglesa na temporada recente, defendendo as camisas do Bournemouth e, na sequência, do clube de Manchester, acumulando uma participação direta em 21 gols ao longo de 37 partidas oficiais.

Aos 26 anos de idade, o atleta destaca-se por sua polivalência, atuando tanto centralizado na grande área quanto distribuído pelas laterais do campo de ataque.

Sua estreia pela seleção nacional ocorreu em 2022 e esta é sua segunda experiência em Copas do Mundo.

Dentro de campo, os destaques são Jordan Ayew, Antoine Semenyo e Iñaki Williams.

A seleção, porém, não poderá contar com Thomas Partey na estreia. O volante teve a entrada no Canadá negada em razão do processo judicial que enfrenta no Reino Unido, onde responde a acusações de estupro e agressão sexual.

A decisão foi mantida pela Justiça canadense na véspera da partida.

Panamá

O Panamá disputa apenas sua segunda Copa do Mundo.

A estreia aconteceu em 2018, quando a equipe foi eliminada ainda na fase de grupos após derrotas para Bélgica, Inglaterra e Tunísia.

Agora, os panamenhos tentam conquistar a primeira vitória de sua história em Mundiais.

A seleção é comandada por Thomas Christiansen desde 2020 e chega ao torneio após campanha invicta nas Eliminatórias da Concacaf.

O trio ofensivo formado por José Fajardo, Tomás Rodríguez e Puma Rodríguez aparece como principal arma da equipe.

Segundo projeção baseada em modelo estatístico da Fundação Getulio Vargas (FGV), o confronto desta quarta-feira apresenta cenário equilibrado, com leve vantagem para o Panamá.

Uzbequistão x Colômbia

A última partida desta quarta-feira (17), às 23h (horário de Brasília), coloca frente a frente duas seleções que vivem momentos distintos, mas igualmente relevantes.

De um lado, o Uzbequistão disputa pela primeira vez uma Copa do Mundo. Do outro, a Colômbia retorna ao torneio após a ausência em 2022 e tenta confirmar o processo de reconstrução que levou a equipe novamente ao grupo das principais forças do continente sul-americano.

A partida também ajuda a definir o equilíbrio de uma chave que conta ainda com Portugal e República Democrática do Congo.

Em tese, os portugueses aparecem como favoritos ao primeiro lugar, mas colombianos e uzbeques chegam ao torneio alimentando expectativas de classificação.

Colômbia aposta em Luis Díaz e James Rodríguez

James Rodriguez, jogador colombiano que já jogou no São Paulo Futebol Clube – Foto: Reprodução/Redes

A seleção colombiana chega à Copa respaldada por uma campanha consistente nas Eliminatórias Sul-Americanas.

A equipe terminou em terceiro lugar, à frente do Brasil, e ainda carrega a confiança obtida com o vice-campeonato da Copa América de 2024.

Sob o comando do técnico Néstor Lorenzo, a Colômbia construiu uma equipe equilibrada, competitiva e com forte presença ofensiva.

O principal nome é Luis Díaz, atacante que vive um dos melhores momentos da carreira. Na última temporada europeia, marcou 26 gols e distribuiu 19 assistências, consolidando-se como a principal referência técnica do ataque colombiano.

Ao lado dele, James Rodríguez continua exercendo papel central dentro do grupo. Embora esteja distante dos números alcançados na Copa de 2014, quando se transformou em uma das estrelas do torneio, o meia segue sendo a principal liderança técnica e emocional da seleção.

Quatro jogadores da seleção jogam o campeonato brasileiro

A delegação colombiana também possui forte ligação com o futebol brasileiro. Quatro jogadores atuam atualmente na Série A: Jhon Arias, do Palmeiras, Jorge Carrascal, do Flamengo, Juan Portilla, do Athletico-PR, e Andrés Gómez, do Vasco.

Outros nomes conhecidos do torcedor brasileiro também integram o elenco, como Richard Ríos, revelado pelo Flamengo e com passagem pelo Palmeiras, além do próprio James Rodríguez, que atuou pelo São Paulo.

Depois de ficar fora da Copa do Catar, em 2022, a Colômbia encara o Mundial de 2026 como uma oportunidade para reafirmar sua presença entre as seleções mais competitivas do cenário internacional.

Uzbequistão faz sua estreia histórica em Copas

Do outro lado estará uma das histórias mais interessantes desta Copa do Mundo. O Uzbequistão conquistou pela primeira vez uma vaga no torneio após décadas batendo na trave nas eliminatórias asiáticas.

Localizado na Ásia Central, entre China, Rússia, Oriente Médio e o Mar Cáspio, o país de quase 38 milhões de habitantes chega ao Mundial depois de um longo processo de investimento em infraestrutura esportiva e formação de atletas.

O resultado desse trabalho aparece agora na classificação histórica e na formação de uma geração considerada a mais talentosa da história do futebol uzbeque.

A seleção é comandada por Fabio Cannavaro, capitão da Itália campeã mundial em 2006. O ex-zagueiro disputa sua primeira Copa como treinador, mas leva para o banco a experiência de quem participou de quatro Mundiais como jogador.

Dentro de campo, a principal referência é o zagueiro Abdukodir Khusanov, de apenas 22 anos. O defensor ganhou projeção internacional após chegar ao Manchester City e passou a ser apontado como um dos principais talentos do futebol asiático.

No ataque, o capitão Eldor Shomurodov representa a experiência do elenco e carrega o posto de maior artilheiro da história da seleção, com 44 gols.

A estreia diante da Colômbia marca um momento histórico para o futebol do país. Depois de anos de tentativas frustradas e classificações perdidas nos momentos decisivos das eliminatórias, os uzbeques finalmente terão a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo e medir forças com seleções tradicionais do cenário internacional.

O duelo desta quarta-feira servirá como primeiro teste para avaliar até onde a equipe de Cannavaro pode chegar em um grupo que promete uma disputa intensa pelas vagas na fase eliminatória.

Rodada encerra etapa inicial do Mundial

A quarta-feira fecha a primeira rodada da Copa do Mundo de 2026 com uma combinação de estreias históricas, reencontros entre seleções tradicionais e a presença de alguns dos principais jogadores do futebol internacional.

Cristiano Ronaldo inicia aquela que tende a ser sua última participação em Mundiais, enquanto Harry Kane e Luka Modric protagonizam mais um capítulo de uma rivalidade construída ao longo de quase uma década.

Ao mesmo tempo, seleções como República Democrática do Congo, Panamá e Uzbequistão buscam escrever novos capítulos de suas histórias no maior torneio do futebol mundial.

Com os resultados desta quarta, os grupos K e L terão sua classificação inicial definida e o Mundial entrará definitivamente em sua segunda rodada.

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