Lula participa de batismo de fragata em Santa Catarina

Fragata é terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré, que integra o Novo PAC
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Lula participa do lançamento da Fragata “Cunha Moreira” em SC. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula esteve nesta sexta (26) em Itajaí, no estado de Santa Catarina, em uma cerimônia para de batismo e lançamento ao mar da Fragata “Cunha Moreira”. Leia mais em TVT News.

A embarcação é a terceira do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), programa da Marinha que integra o Novo PAC. A estratégia também está dentro do escopo da Nova Indústria Brasil (NIB).

Fragata integra estratégia de defesa nacional

Em seu pronunciamento, Lula disse que esse é “o começo de um país que vai ser soberano e tomar conta do seu nariz”.

O petista defendeu investimentos permanentes no setor naval, afirmando que a defesa nacional vai passar a ocupar papel central para o governo. Lula afirmou que o Brasil não quer guerra com outras nações, mas precisa estar preparado. “Eu quero que vocês saibam que além da educação, saúde, transição energética, inteligência artificial, a defesa faz parte das minhas prioridades para transformar esse país”.

Segundo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, este é um momento muito importante e “nunca ninguém investiu tanto na defesa do país” quanto o atual Governo do Brasil.

“É difícil para o presidente da República tirar 3 bilhões para uma fragata dessa, quando precisa dinheiro para alimento, casa, educação, saúde. Mas a defesa pertence à soberania brasileira, pertence a um país, pertence a todos”.

Com investimentos estimados em R$ 13,9 bilhões entre 2019 e 2030, dos quais R$ 10,5 bilhões integram o Novo PAC, o Programa Fragatas Classe Tamandaré deverá gerar cerca de 23 mil empregos — sendo 2 mil diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos — ao longo de sua execução.

Para a ministra, o Programa Fragatas Classe Tamandaré vai equipar a Marinha e, ao mesmo tempo, alavancar a capacidade produtiva e capacitar a indústria naval brasileira para exportar produtos sofisticados para o resto do mundo.

Estratégico para a recomposição do Núcleo do Poder Naval da Marinha do Brasil, o programa integra a Nova Indústria Brasil (NIB), na missão voltada ao desenvolvimento de tecnologias de interesse para a soberania e a defesa nacionais.

Frota naval: relevância comercial e industrial

O comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, lembrou ainda que por rotas marítimas transitam 97% do volume de mercadorias importadas e exportadas, representando 80% do valor do comércio exterior brasileiro. Portanto, o crescimento econômico do Brasil converge inevitavelmente para o uso progressivo e sustentável do mar. “Nesse contexto, a concretização das entregas evidencia que investimentos em defesa se revertem em benefícios tangíveis à sociedade em um poder que é pilar à proteção de recursos, fluxos logísticos e instrumento de resposta do Estado”.

O evento ocorreu no TKMS Estaleiro Brasil Sul, onde são construídas as embarcações do programa pela Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis, formada pelas empresas Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech.

Fernando Queiroz, Ceo da Águas Azuis, acredita que cada emprego gerado pelo programa representa muito mais que uma vaga ocupada. “Não existe legado maior do que oferecer aos filhos oportunidades que seus pais muitas vezes não tiveram. A Fragata “Cunha Moreira” protegerá a soberania do Brasil pelos próximos 40 anos. Mas milhares de famílias brasileiras já estão sendo protegidas hoje pelo emprego, pela renda, pela esperança que este programa ajudou a construir”.

O Programa Fragatas Classe Tamandaré

O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê a construção e a incorporação de quatro navios militares de alta complexidade tecnológica para modernizar e expandir a capacidade operacional da Marinha do Brasil. Além da ampliação da capacidade operacional da Marinha, o programa prevê transferência de tecnologia e fortalecimento da Base Industrial de Defesa brasileira.

As embarcações possuem capacidade de deslocamento de 3.500 toneladas, 107 metros de comprimento, convés de voo e hangar para helicópteros, além de radares, sistemas de armas avançados e sensores integrados, atendendo aos mais rigorosos padrões de navegabilidade, estabilidade, operação, desempenho e segurança.

O PFCT permitirá ao país ampliar sua capacidade de proteger a Amazônia Azul — área marítima brasileira com mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados —, realizar operações de busca e salvamento e cumprir compromissos internacionais.

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