Quaest: Hana Ghassan e Dr. Daniel empatam na corrida pelo governo do Pará

Governadora aparece com 24% no 1° turno, contra 20% do ex-prefeito de Ananindeua; em eventual 2° turno, diferença fica em apenas um ponto
Disputa permanece aberta no Pará, com alto índice de indefinidos. Foto: Divulgação

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) aponta empate técnico entre Hana Ghassan (MDB) e Dr. Daniel Santos (Podemos) na disputa pelo governo do Pará em 2026. A atual governadora aparece numericamente à frente nos cenários de primeiro turno, mas a diferença está dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Em uma eventual segunda rodada entre os dois principais nomes, a disputa fica ainda mais apertada: Hana tem 36%, contra 35% de Daniel. Saiba mais na TVT News.

O levantamento também mostra uma eleição ainda aberta no estado. No principal cenário de primeiro turno, 26% dos eleitores estão indecisos, enquanto 13% afirmam que votarão branco ou nulo ou que não pretendem votar. Além disso, 68% dos entrevistados dizem que sua escolha para governador ainda pode mudar até a eleição.

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A pesquisa ouviu presencialmente 900 eleitores paraenses entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Genial Investimentos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PA-04548/2026.

Hana lidera primeiro turno, mas cenário segue indefinido

No primeiro cenário testado pela Genial/Quaest, Hana Ghassan aparece com 24% das intenções de voto, enquanto Dr. Daniel Santos registra 20%. Considerando a margem de erro, os dois estão tecnicamente empatados.

O ex-senador Mário Couto (DC) aparece na terceira colocação, com 11%. Na sequência, Araceli Lemos (PSOL), Cleber Rabelo (PSTU) e Raquel Brício (UP) registram 2% cada.

Os números também revelam o peso da indefinição: 26% não sabem em quem votar, enquanto 13% optam por branco, nulo ou dizem que não pretendem comparecer às urnas.

Em um segundo cenário, sem Mário Couto, a diferença entre os dois principais candidatos diminui ainda mais. Hana chega a 25%, enquanto Daniel Santos alcança 23%. Cleber Rabelo marca 5%, Araceli Lemos aparece com 4% e Raquel Brício tem 2%. Os indecisos somam 27%, e brancos, nulos e abstenções representam 14%.

Os números mostram, portanto, uma disputa concentrada em Hana e Daniel, mas sem uma vantagem consolidada para nenhum dos dois. A elevada quantidade de eleitores que ainda não definiu o voto pode alterar significativamente o quadro ao longo da campanha.

Segundo turno tem empate dentro da margem de erro

A Genial/Quaest também testou uma eventual disputa de segundo turno entre Hana Ghassan e Daniel Santos. O resultado é de praticamente empate: 36% para a governadora contra 35% para o ex-prefeito de Ananindeua.

Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Outros 18% não sabem em quem votar e 11% afirmam que votarão branco, nulo ou não pretendem votar.

A disputa também permanece aberta quando comparada com o levantamento anterior, realizado em abril. Na ocasião, Daniel tinha 22% no primeiro turno, contra 19% de Hana. Na simulação de segundo turno daquele levantamento, o ex-prefeito aparecia com 35%, enquanto a atual governadora registrava 29%.

Hana assumiu o governo estadual após Helder Barbalho (MDB) deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado. Vice-governadora até então, ela concorre pela primeira vez como cabeça de chapa.

Daniel Santos, por sua vez, renunciou à Prefeitura de Ananindeua para disputar o governo estadual. Antes, deixou o PSB e se filiou ao Podemos. Durante a pré-campanha, o ex-prefeito tem percorrido municípios do interior do estado e apresentado críticas ao grupo político ligado à família Barbalho.

Maioria ainda não conhece os candidatos

O levantamento mostra que a disputa pode sofrer alterações conforme os nomes se tornem mais conhecidos pelo eleitorado.

No caso de Hana Ghassan, 53% afirmam não conhecê-la, enquanto 25% dizem conhecê-la e votar nela e 20% afirmam conhecê-la, mas não votariam na candidata.

Daniel Santos é desconhecido por 58% dos entrevistados. Outros 26% afirmam conhecê-lo e votar nele, enquanto 16% dizem conhecê-lo, mas não escolheriam seu nome.

Entre os demais candidatos, o desconhecimento é ainda maior. Araceli Lemos, por exemplo, é desconhecida por 84%; Cleber Rabelo, por 75%; e Raquel Brício, por 88%.

Mário Couto apresenta 49% de desconhecimento, enquanto 15% dizem que votariam nele e 36% afirmam conhecê-lo, mas não escolheriam seu nome.

Avaliação do governo favorece Hana

A pesquisa também mediu a avaliação do governo de Hana Ghassan, que assumiu o Palácio dos Despachos após a saída de Helder Barbalho.

A administração é aprovada por 49% dos entrevistados, enquanto 21% desaprovam. Outros 30% não souberam ou não responderam.

Na avaliação qualitativa, 36% consideram o governo positivo, 31% avaliam a gestão como regular e 14% a classificam como negativa. Outros 19% não souberam ou não responderam.

A pesquisa ainda perguntou se Helder Barbalho merece eleger um sucessor que indique para comandar o estado. 57% responderam que sim, enquanto 36% disseram que não. Outros 7% não souberam ou não responderam.

Os dados indicam que o grupo político atualmente no governo mantém uma base relevante de apoio, mas a disputa eleitoral não está definida.

Saúde é principal preocupação no Pará

Entre os problemas considerados mais graves no estado, a saúde aparece em primeiro lugar, citada por 32% dos entrevistados.

Na sequência estão infraestrutura, com 12%; violência, com 8%; desemprego, com 7%; corrupção, com 4%; economia e educação, com 2% cada. Enchentes e pobreza/desigualdade também aparecem com 2%.

Outros problemas foram citados por 14% dos entrevistados, enquanto 14% não souberam ou não responderam.

A pesquisa também avaliou o peso dos apoios políticos na escolha do eleitor. Para 34%, o melhor seria eleger um aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 26% preferem um candidato aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A maior parcela, porém, 36%, afirma que prefere um político independente dos dois grupos. Outros 4% não souberam ou não responderam.

Helder Barbalho lidera corrida pelo Senado

Além do governo do estado, a Genial/Quaest avaliou a disputa pelas duas vagas que o Pará terá no Senado em 2026.

O ex-governador Helder Barbalho (MDB) aparece na liderança, com 21% das intenções de voto no principal cenário. O deputado federal Delegado Éder Mauro (PL) vem em seguida, com 14%.

Na sequência aparecem Zequinha Marinho (Podemos), com 7%; Celso Sabino (PDT), com 5%; e Paulo Rocha (PT), também com 5%.

Na pesquisa anterior, realizada em abril, Helder tinha 24% e Éder Mauro, 13%. O resultado atual aponta, portanto, redução de três pontos para o ex-governador, enquanto o candidato do PL avançou um ponto.

A disputa pelo Senado, contudo, também apresenta um quadro sujeito a mudanças, especialmente porque os eleitores escolherão dois nomes na urna. A Genial/Quaest realizou quatro cenários para a corrida às duas cadeiras e identificou Helder na liderança, com maior equilíbrio entre os demais candidatos.

Eleição permanece aberta

Os resultados da Genial/Quaest desenham uma disputa bastante diferente de uma eleição definida. Hana Ghassan e Daniel Santos estão tecnicamente empatados tanto no primeiro quanto no segundo turno, enquanto a parcela de eleitores que ainda pode mudar de voto é expressiva.

A governadora conta com a avaliação positiva de parte significativa do eleitorado e com o apoio de Helder Barbalho, enquanto Daniel tenta ampliar sua presença no interior e se apresentar como alternativa ao grupo político que governa o Pará.

Com 68% dos eleitores afirmando que ainda podem mudar de escolha, o cenário tende a ser influenciado pelo conhecimento dos candidatos, pelas alianças e pelo debate sobre os principais problemas do estado. Entre esses temas, a saúde aparece como a principal preocupação do eleitorado paraense.

No Senado, Helder Barbalho parte na frente, mas a disputa pela segunda vaga permanece aberta. A pesquisa, portanto, mostra um quadro eleitoral paraense marcado por forte indefinição, empate técnico na corrida pelo governo e liderança do ex-governador na disputa pelo Senado.

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