Moro lidera disputa no Paraná, diz Quaest

Senador do PL chega a 40% no 1º turno e vence todas as simulações de 2º turno; para o Senado, Álvaro Dias tem 20%
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Apesar da liderança de Moro, 64% dos eleitores afirmam que podem mudar de voto para governador. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) mostra o senador Sergio Moro (PL) na liderança da disputa pelo governo do Paraná nas eleições de 2026. O ex-juiz aparece à frente em todos os cenários de primeiro turno testados pelo levantamento e também vence as seis simulações de segundo turno realizadas pela pesquisa. Saiba mais na TVT News.

Na corrida pelas duas vagas ao Senado, o ex-governador e ex-senador Álvaro Dias (MDB) lidera numericamente, com 20% nos cenários em que seu nome é apresentado. A disputa pela segunda cadeira, entretanto, aparece bastante fragmentada, com Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo), Gleisi Hoffmann (PT) e Filipe Barros (PL), entre outros, em situação de proximidade dentro da margem de erro.

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A pesquisa ouviu 1.104 eleitores paranaenses com 16 anos ou mais entre 21 e 25 de julho, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-04818/2026.

Moro lidera todos os cenários de primeiro turno

No primeiro cenário estimulado para o governo do Paraná, Sergio Moro aparece com 39% das intenções de voto. Requião Filho (PDT) ocupa a segunda posição, com 18%, seguido por Rafael Greca (MDB), com 12%, e Sandro Alex (PSD), com 7%.

Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC) registram 1% cada. Outros 15% dos entrevistados estão indecisos, enquanto 7% afirmam que votarão branco ou nulo ou não pretendem votar.

No segundo cenário, sem Tony Garcia, Moro permanece com 39%. Requião Filho sobe para 19%, Rafael Greca mantém 12% e Sandro Alex chega a 8%. Luiz França tem 1%. Os indecisos representam 15%, e 6% afirmam votar branco, nulo ou não comparecer às urnas.

Já no terceiro cenário, sem Rafael Greca e Tony Garcia, Moro alcança 40%, enquanto Requião Filho cresce para 24%. Sandro Alex aparece com 9% e Luiz França, com 2%. Os indecisos são 16%, e brancos, nulos e abstenções somam 9%.

Apesar da vantagem do senador, a pesquisa mostra que a decisão eleitoral ainda não está consolidada: 64% dos eleitores afirmam que podem mudar de voto para governador, enquanto 35% consideram sua escolha definitiva.

Na pesquisa espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são apresentados, a indefinição é ainda maior: 83% não sabem em quem votar. Moro registra 8%, Requião Filho, 3%, Sandro Alex, 2%, e Rafael Greca, 1%.

Segundo turno mantém vantagem de Moro

O desempenho de Sergio Moro se mantém nas simulações de segundo turno.

Em uma disputa contra Requião Filho, o senador aparece com 48%, contra 29% do deputado estadual. Outros 13% estão indecisos e 10% dizem votar branco ou nulo ou não comparecer.

Contra Rafael Greca, Moro registra 47%, enquanto o ex-prefeito de Curitiba alcança 25%. Os indecisos somam 15%, e brancos, nulos e abstenções, 13%.

A maior vantagem do senador aparece na simulação contra Sandro Alex: 50% a 18%. Nesse cenário, 18% estão indecisos e 14% não pretendem votar nos candidatos.

A pesquisa também testa confrontos entre os demais nomes. Requião Filho e Rafael Greca aparecem praticamente empatados: 33% para Greca e 32% para Requião Filho. Em um eventual segundo turno entre Requião Filho e Sandro Alex, o deputado estadual teria 37%, contra 20% do adversário. Já Greca venceria Sandro Alex por 36% a 18%.

Rejeição é maior entre Requião Filho e Moro

A pesquisa revela ainda diferenças importantes na rejeição dos principais pré-candidatos. Requião Filho tem a maior taxa, com 47%, seguido por Sergio Moro, com 34%, e Rafael Greca, com 32%.

Tony Garcia registra 23% de rejeição, Sandro Alex, 17%, e Luiz França, 10%.

Os índices ajudam a dimensionar o potencial de crescimento e as limitações dos candidatos, especialmente em uma eleição na qual 64% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de escolha.

Governo Ratinho Junior mantém alta aprovação

A pesquisa também mediu a avaliação da administração do governador Ratinho Junior (PSD), que apoia Sandro Alex na disputa pela sucessão.

O governo é aprovado por 81% dos entrevistados, enquanto 13% desaprovam. Outros 6% não souberam ou não responderam.

Na avaliação qualitativa, 68% consideram a gestão positiva, 24% avaliam como regular e apenas 6% classificam o governo como negativo. Outros 2% não souberam ou não responderam.

A maioria também considera que Ratinho Junior merece eleger um sucessor: 63% responderam que sim, contra 25% que disseram que não. Outros 12% não souberam ou não responderam.

Apesar da avaliação positiva do governo, o candidato apoiado pelo atual governador, Sandro Alex, aparece atrás de Moro, Requião Filho e Greca nos cenários de primeiro turno.

Saúde é principal problema do Paraná

Entre os problemas considerados mais graves no estado, a saúde aparece em primeiro lugar, citada por 28% dos entrevistados.

A violência vem em segundo, com 14%, seguida pela educação, com 8%. Infraestrutura aparece com 5%, enquanto corrupção, desemprego e pobreza/desigualdade registram 4% cada.

Economia é citada por 2% e enchentes, por 1%.

Os números indicam que, apesar da elevada aprovação do governo estadual, a saúde permanece como a principal preocupação apontada pelos eleitores paranaenses.

Álvaro Dias lidera disputa pelo Senado

Na corrida pelas duas cadeiras do Paraná no Senado, Álvaro Dias aparece na frente, com 20% das intenções de voto nos dois cenários em que seu nome é testado.

No primeiro cenário, Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo) e Gleisi Hoffmann (PT) aparecem empatados com 10% cada. Filipe Barros (PL) tem 8%, enquanto Cristina Graeml (PSD) e Dr. Rosinha (PT) registram 4% cada. Luiz Carlos Hauly (Podemos) tem 1%.

Os indecisos representam 19%, e 14% afirmam votar branco ou nulo ou não pretendem votar.

No segundo cenário, Álvaro permanece com 20%. Alexandre Curi sobe para 11%, enquanto Gleisi Hoffmann e Filipe Barros têm 10% cada. Cristina Graeml chega a 5%, Dr. Rosinha marca 4% e Luiz Carlos Hauly, 1%. Os indecisos são 22%, e brancos, nulos e abstenções, 17%.

Um terceiro cenário, sem Álvaro Dias, mostra Alexandre Curi na liderança, com 14%, seguido por Deltan Dallagnol e Filipe Barros, com 12% cada, e Gleisi Hoffmann, com 11%. Dr. Rosinha tem 5%. Nesse cenário, 24% estão indecisos e 22% afirmam votar branco ou nulo ou não comparecer.

A disputa pelo Senado também é marcada por uma elevada possibilidade de mudança de voto. 68% dos eleitores afirmam que ainda podem mudar sua escolha, enquanto 32% consideram a decisão definitiva.

Gleisi tem maior rejeição entre nomes ao Senado

No levantamento sobre conhecimento e rejeição, Álvaro Dias é o nome mais conhecido entre os candidatos testados: 52% dizem conhecê-lo. Alexandre Curi aparece com 25%, Gleisi Hoffmann, 22%, Deltan Dallagnol, 20%, e Filipe Barros, 18%.

Cristina Graeml é conhecida por 13%, Dr. Rosinha por 8% e Luiz Carlos Hauly por 5%.

Gleisi Hoffmann, por outro lado, apresenta a maior rejeição, com 60%. Dr. Rosinha registra 35%, Álvaro Dias, 34%, e Alexandre Curi, 26%. Luiz Carlos Hauly tem 20%, enquanto Cristina Graeml e Filipe Barros aparecem com 18% cada. Deltan Dallagnol registra 16%.

Os resultados apontam, portanto, para dois cenários distintos na eleição paranaense. Sergio Moro apresenta vantagem significativa na corrida pelo governo, liderando todos os cenários de primeiro turno e vencendo todas as simulações de segundo turno. A sucessão de Ratinho Junior, por sua vez, ocorre em um contexto de elevada aprovação do atual governo, embora o candidato apoiado pelo governador esteja atrás do senador nas intenções de voto.

No Senado, Álvaro Dias parte na frente, mas a segunda vaga permanece aberta diante do empate numérico entre diversos concorrentes e do alto percentual de eleitores que ainda podem mudar de escolha.

Como a pesquisa foi realizada em julho, antes do início oficial da campanha eleitoral, os números representam o cenário no período de 21 a 25 de julho e ainda podem sofrer alterações com a definição das candidaturas, alianças partidárias e exposição dos nomes ao eleitorado.

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