Petrobras anuncia nova descoberta de gás na Colômbia

Poço exploratório a 42 quilômetros da costa da Colômbia reforça estratégia da estatal de ampliar reservas de gás e atuação internacional
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Poço exploratório a 42 quilômetros da costa da Colômbia reforça estratégia da estatal de ampliar reservas de gás e atuação internacional. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (3) uma nova descoberta de acumulação de gás natural em águas profundas na Colômbia. Saiba mais na TVT News.

O poço exploratório Sandia-1 está localizado a cerca de 42 quilômetros da costa colombiana, em uma região com lâmina d’água de 1.251 metros. A descoberta amplia o conhecimento sobre o potencial de gás natural da área e reforça a estratégia da estatal de diversificar sua atuação internacional.

Segundo a Petrobras, a nova acumulação pode contribuir para a segurança energética da Colômbia e, futuramente, abrir espaço para a exportação de gás excedente ao Brasil.

O anúncio ocorre enquanto a empresa avança na exploração de novas fronteiras no país e, simultaneamente, entra na fase final da perfuração de um poço na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, no litoral do Amapá.

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O Sandia-1 está situado no bloco GUA-OFF-0, a 18 quilômetros dos poços Sirius-1 e Sirius-2 e a 9 quilômetros do Copoazu-1, todos com projeção otimista. A perfuração começou em 12 de junho e foi concluída em 29 de julho.

A Petrobras opera o bloco em parceria com a colombiana Ecopetrol. A estatal brasileira detém 44,44% de participação no consórcio, enquanto a companhia colombiana possui os 55,56% restantes.

Descobertas ampliam potencial de gás na região da Colômbia

A descoberta do Sandia-1 se soma a uma sequência de resultados positivos obtidos pela Petrobras e pela Ecopetrol na região. O primeiro achado ocorreu em 2022, com o poço Sirius-1. Em 2024, a Petrobras confirmou uma nova acumulação de gás no Sirius-2. Já em março deste ano, foi anunciada a descoberta no Copoazu-1.

Considerando os quatro poços, a estimativa é de que o volume de gás “in place” alcance aproximadamente 6 trilhões de pés cúbicos (Tcf). Em termos energéticos, esse volume corresponde a cerca de 1 bilhão de barris de óleo equivalente.

O conceito de gás “in place”, no entanto, não significa que todo o volume estimado poderá ser produzido. Trata-se da quantidade de gás existente no reservatório.

A parcela que poderá efetivamente ser recuperada dependerá de fatores como características geológicas, pressão, permeabilidade, infraestrutura disponível, mecanismo de produção e viabilidade econômica.

A Petrobras afirma que os resultados obtidos até agora reforçam o potencial exploratório da região. A etapa seguinte envolve a realização de estudos e avaliações para determinar as características das acumulações e as condições para eventual desenvolvimento da produção.

Petrobras amplia presença no exterior

A nova descoberta na Colômbia faz parte de uma estratégia mais ampla da Petrobras de ampliar a presença internacional em áreas consideradas estratégicas para a exploração e produção de petróleo e gás.

No fim de junho, a estatal brasileira e a mexicana Pemex assinaram um memorando de entendimento para cooperação estratégica e técnica. O acordo prevê a possibilidade de trabalhos conjuntos em exploração e produção de petróleo em águas profundas e campos maduros, além de iniciativas voltadas ao aumento da eficiência em refino e petroquímica.

Na África, a Petrobras também vem ampliando sua atuação. Em julho, a companhia assumiu a operação do Bloco 3, na costa de São Tomé e Príncipe, com participação de 75%. A Oranto detém 15% e a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe, os 10% restantes.

Em fevereiro, a Petrobras anunciou ainda a aquisição de 42,5% do Bloco 2613, no mar da Namíbia, em parceria com a TotalEnergies, com 42,5% e será a operadora. A estatal de petróleo da Namínia, Namcor, mantém os 15% restantes.

A Petrobras possui ainda participação em um bloco na África do Sul, ao lado de TotalEnergies, QatarEnergy e Sezigyn Pty. Em 2025, a empresa também havia manifestado interesse em nove blocos exploratórios na Costa do Marfim.

O plano atual da Petrobras prevê US$ 7,1 bilhões de investimento em atividades exploratórias até 2030. O montante inclui projetos no Brasil e ativos internacionais, entre eles os da Colômbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.

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