A 12ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (31), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos dois cenários de primeiro turno testados, enquanto a disputa com Flávio Bolsonaro (PL) permanece apertada no segundo turno. Confira o resultado da 12ª Pesquisa BTG/Nexus com a TVT News.
No cenário sem Pablo Marçal, Lula tem 39%, Flávio Bolsonaro 33% e o escritor Augusto Cury aparece com 11%. A evolução de Cury chama atenção: ele tinha 5% na rodada anterior e passou a 11% em uma semana.
No cenário com Pablo Marçal, Lula marca 37%, Flávio 31%, Cury 11% e Marçal 3%. No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o resultado é de 46% a 45%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08900/2026, ouviu 2.005 eleitores entre 28 e 30 de agosto e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.
Principais números da 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus
- 1º turno sem Pablo Marçal: Lula 39%, Flávio Bolsonaro 33%, Augusto Cury 11%, Ronaldo Caiado 5%, Renan Santos 3% e Zema 1%.
- 1º turno com Pablo Marçal: Lula 37%, Flávio Bolsonaro 31%, Augusto Cury 11%, Ronaldo Caiado 6%, Pablo Marçal 3%, Renan Santos 3% e Zema 2%.
- 2º turno — Lula x Flávio Bolsonaro: Lula 46% e Flávio Bolsonaro 45%.
- 2º turno — Lula x Ronaldo Caiado: Lula 45% e Caiado 44%.
- 2º turno — Lula x Zema: Lula 46% e Zema 41%.
- 2º turno — Lula x Renan Santos: Lula 47% e Renan Santos 38%.
- Augusto Cury: passou de 5% para 11% no cenário de primeiro turno sem Pablo Marçal entre 24 e 31 de agosto.
- Avaliação do governo Lula: 37% avaliam como ótimo ou bom; 18% como regular; 46% como ruim ou péssimo.
- Aprovação do presidente Lula: 46% aprovam o trabalho do presidente e 51% desaprovam.
- Voto espontâneo: Lula 37%, Flávio Bolsonaro 30%, Augusto Cury 8%, Renan Santos 2%, Ronaldo Caiado 2% e Zema 1%.
Voto espontâneo na pesquisa BTG/Nexus
Na pergunta espontânea, sem apresentação de uma lista de candidatos, Lula aparece com 37% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro tem 30%, enquanto Augusto Cury chega a 8%. Renan Santos e Ronaldo Caiado registram 2% cada, Zema aparece com 1% e outros nomes somam 2%. Branco, nulo ou nenhum candidato correspondem a 6%, enquanto 13% não sabem ou não responderam.
A série histórica mostra que Lula oscila entre 32% e 38% ao longo das 12 rodadas e chega agora a 37%. Flávio Bolsonaro também apresenta trajetória ascendente nas últimas rodadas, alcançando 30% em 31 de agosto, contra 26% no início da série.
Augusto Cury aparece pela primeira vez com uma marca de 8% no voto espontâneo. O resultado é relevante porque, nesse tipo de pergunta, os entrevistados precisam mencionar o nome do candidato sem receber uma relação prévia de opções.
Inteção de voto no 1º turno e série histórica
No cenário 1, sem Pablo Marçal, Lula tem 39% e Flávio Bolsonaro 33%. A terceira posição é ocupada por Augusto Cury, com 11%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos com 3% e Zema com 1%. Os demais nomes somam 3%, enquanto branco, nulo ou nenhum candidato representam 3% e 2% não sabem ou não respondem.
A mudança mais expressiva da rodada está no desempenho de Augusto Cury. O escritor passou de 5% em 24 de agosto para 11% em 31 de agosto, uma alta de seis pontos percentuais. Na série histórica, é o maior percentual registrado por Cury desde o início do levantamento.
Ao mesmo tempo, Lula recuou de 41% para 39% em uma semana, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 37% para 33%. A diferença entre os dois candidatos passou de quatro para seis pontos percentuais.
No cenário 2, que inclui Pablo Marçal, Lula aparece com 37%, Flávio Bolsonaro com 31% e Augusto Cury novamente com 11%. Caiado marca 6%, Marçal 3%, Renan Santos 3% e Zema 2%.
A comparação entre 24 e 31 de agosto mostra Lula passando de 40% para 37%, enquanto Flávio cai de 34% para 31%. Cury, por outro lado, sobe de 5% para 11%. Marçal recua de 4% para 3%.

A pesquisa também mostra que 78% dos eleitores que escolheram algum candidato no cenário 1 dizem que a decisão já está tomada e não deve mudar até outubro. Outros 21% admitem que podem mudar de voto. O percentual de decisão consolidada é inferior aos 80% registrados na rodada anterior.
Qual a intenção de voto por perfil
O cruzamento por perfil do cenário 1 mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33% no total da amostra. Augusto Cury aparece com 11%.
Entre as mulheres, Lula chega a 43%, contra 28% de Flávio. Entre os homens, Flávio lidera por 40% a 34%.
A diferença também aparece por idade. Lula marca 25% entre jovens de 16 a 24 anos, enquanto Flávio tem 32% e Cury alcança 22%. Entre eleitores de 60 anos ou mais, Lula chega a 50%, contra 32% de Flávio e 4% de Cury.
Por escolaridade, Lula tem 52% entre eleitores com ensino fundamental, 33% entre os que têm ensino médio e 32% entre os de ensino superior. Flávio marca 28%, 38% e 34%, respectivamente. Cury alcança 3%, 14% e 17% nesses grupos.
Na divisão religiosa, Lula tem 45% entre católicos e 27% entre evangélicos. Flávio aparece com 30% entre católicos e 43% entre evangélicos. Cury registra 9% entre católicos e 13% entre evangélicos.
Por renda, Lula chega a 52% entre quem ganha até um salário mínimo, enquanto Flávio tem 21%. Entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, Flávio alcança 39% e Lula 31%; Cury chega a 13%.
Qual a intenção de voto no 2º turno na pesquisa BTG/Nexus
A 12ª rodada testa quatro disputas de segundo turno. Lula aparece numericamente à frente em todas elas.
Contra Flávio Bolsonaro, Lula tem 46%, contra 45% do senador. Branco, nulo ou nenhum candidato somam 8%, e 1% não sabe ou não responde.
Contra Ronaldo Caiado, Lula registra 45%, enquanto o governador de Goiás tem 44%. Branco, nulo ou nenhum chegam a 10%.
Contra Zema, Lula marca 46%, diante de 41% do governador de Minas Gerais. Branco, nulo ou nenhum somam 12%.
No confronto com Renan Santos, Lula tem 47%, contra 38% do adversário. Branco, nulo ou nenhum chegam a 14%.
Assim, a menor diferença aparece nos cenários com Flávio Bolsonaro e Caiado: um ponto percentual em ambos. Contra Zema, a diferença é de cinco pontos; contra Renan Santos, chega a nove pontos.
Qual a série histórica no 2º turno
Na série histórica do confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 46% nesta rodada, enquanto Flávio registra 45%. Não houve alteração dos números e da diferença em relação à pesquisa anterior.
No confronto com Ronaldo Caiado, Lula tem 45%, contra 44% do governador. O resultado representa uma disputa praticamente empatada dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais.
Contra Renan Santos, Lula aparece com 47%, enquanto o adversário tem 38%. A vantagem de nove pontos é maior do que a observada nos confrontos com Flávio e Caiado.
A série histórica mostra ainda que Lula permanece acima dos 45% no confronto com Renan desde as rodadas mais recentes, enquanto o adversário oscila em torno da faixa de 35% a 39%.
Qual o perfil do voto no 2º turno
No cenário Lula x Flávio Bolsonaro, Lula tem 46% e Flávio 45% no total da amostra. Entre as mulheres, Lula chega a 53%, contra 38% de Flávio. Entre os homens, Flávio lidera por 53% a 40%.
Por idade, Flávio aparece à frente entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 50% contra 41% de Lula, e entre os de 25 a 40 anos, com 47% contra 42%. Lula lidera entre os grupos de 41 a 59 anos, por 47% a 44%, e entre aqueles com 60 anos ou mais, por 54% a 40%.
Por escolaridade, Lula chega a 59% entre eleitores com ensino fundamental, enquanto Flávio tem 36%. No ensino médio, Flávio lidera por 49% a 40%; no superior, por 50% a 38%.
Entre católicos, Lula tem 51%, contra 41% de Flávio. Entre evangélicos, Flávio chega a 58%, enquanto Lula registra 35%. Entre pessoas sem religião, Lula tem 58%, contra 30% de Flávio.
A divisão por renda também apresenta diferenças. Lula chega a 65% entre quem recebe até um salário mínimo. Flávio lidera entre os que recebem mais de cinco salários mínimos, por 54% a 37%.
Rejeição e potencial de voto
A pesquisa separa o potencial eleitoral dos candidatos em quatro grupos: aqueles que afirmam ter preferência exclusiva pelo nome, os que poderiam votar no candidato, os que rejeitam a candidatura e os que não conhecem o nome.
No caso de Lula, 37% dizem que votariam nele como preferência exclusiva, 14% afirmam que poderiam votar nele, 49% dizem que não votariam nele e 1% não o conhece ou não respondeu.

A rejeição maior, numericamente é a de Flávio Bolsonaro, 27% indicam preferência exclusiva, 20% dizem que poderiam votar nele, 50% rejeitam seu nome e 3% não o conhecem ou não respondem.
Entre os demais candidatos, Ronaldo Caiado apresenta 5% de preferência exclusiva, 29% de potencial de voto e 32% de rejeição. Zema tem 3% de preferência exclusiva, 30% de potencial e 35% de rejeição. Renan Santos registra 3%, 22% e 40%, respectivamente.
Rejeição líquida
A taxa de rejeição líquida considera apenas os entrevistados que conhecem cada candidato. Na rodada de 31 de agosto, Renan Santos tem a maior rejeição líquida com 62%.

Quais são as prioridades do país
Saúde é a área mais citada pelos entrevistados quando perguntados sobre quais temas deveriam ser prioridade para o próximo presidente. A saúde aparece como primeira prioridade para 39% e como segunda para 21%.
Segurança pública aparece em seguida, com 32% como primeira prioridade. Combate à corrupção alcança 31%, educação 28%, crescimento da economia 24% e redução da desigualdade social 13%.
Também aparecem redução do custo de vida, soberania nacional e relações com outros países, defesa da democracia e valores e costumes da sociedade.
O resultado indica que as preocupações relacionadas a serviços públicos, segurança, economia e renda ocupam as posições mais altas quando os entrevistados são convidados a apontar as áreas que deveriam orientar a escolha do próximo presidente.
Qual candidato é mais preparado para cada prioridade
Na comparação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, há equilíbrio em segurança pública: os dois aparecem com 40%.
Flávio Bolsonaro apresenta vantagem em corrupção, com 49% contra 47% de Lula, e em inflação, preços altos e custo de vida, com 51% contra 49%.
Lula lidera em saúde pública, com 49% contra 46%; educação, com 51% contra 46%; e desigualdade social e pobreza, com 52% contra 43%.
Avaliação do governo
A avaliação do governo Lula apresenta 16% de entrevistados que classificam a administração como ótima e 21% como boa. Somados, os dois grupos chegam a 37%.
Outros 18% consideram o governo regular. Na avaliação negativa, 7% classificam a administração como ruim e 39% como péssima. A soma chega a 46%.
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Avaliação do presidente
Quando a pergunta é sobre a aprovação do trabalho de Lula como presidente, 46% dizem aprovar e 51% desaprovam. Outros 2% não sabem ou não respondem.
Na série histórica, a desaprovação chega a 51% na rodada de 31 de agosto, enquanto a aprovação fica em 46%. O resultado representa uma diferença de cinco pontos percentuais entre os dois indicadores.
Por perfil, Lula tem maior aprovação entre eleitores com 60 anos ou mais, com 58%, e entre aqueles com ensino fundamental, com 61%. Entre pessoas sem religião, a aprovação chega a 61%.
Entre evangélicos, 35% aprovam o trabalho do presidente e 62% desaprovam. Por renda, a aprovação alcança 64% entre quem recebe até um salário mínimo, mas cai para 36% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.
Entre mulheres, 18% consideram a gestão ótima, 23% boa, 22% regular, 5% ruim e 32% péssima. Entre homens, os percentuais são 14%, 18%, 13%, 8% e 46%, respectivamente.
Por idade, a melhor avaliação positiva aparece entre eleitores de 60 anos ou mais: 24% classificam o governo como ótimo e 23% como bom. Entre jovens de 16 a 24 anos, 4% dizem ótimo e 18% bom, enquanto 47% classificam a administração como péssima.
Por renda, 52% dos entrevistados que ganham até um salário mínimo avaliam o governo como ótimo ou bom. Entre aqueles com renda acima de cinco salários mínimos, esse percentual cai para 28%.
Principais problemas do país
Segurança pública, violência e criminalidade aparecem como o principal problema do Brasil para 35% dos entrevistados quando são somadas as respostas de primeiro e segundo lugar. Saúde pública aparece com 30%, corrupção com 19%, educação com 17%, classe política com 13% e inflação, custo de vida e preços altos com 11%.
Também foram citados desemprego e falta de trabalho, desigualdade social, pobreza e miséria, gastos públicos, impostos, fome, taxa de juros, moradia e dívida nas contas públicas.
Na série histórica, segurança pública mantém posição de destaque entre os problemas mais mencionados. Saúde pública aparece em seguida, enquanto corrupção, educação, classe política e inflação formam o restante do grupo das seis áreas mais citadas.
Qual a metodologia da pesquisa BTG/Nexus
A 12ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados por telefone, pelo sistema CATI, entre 28 e 30 de agosto de 2026. Foram entrevistados 2.005 eleitores com 16 anos ou mais, residentes em todo o território nacional. A margem de erro geral é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
A amostra cobre as 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região. Para sua construção, a Nexus controlou cotas de sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD. Foram usados como referência dados da PNAD Contínua e do TSE de junho de 2026. O estatístico responsável é Neale El-Dash, registro CONRE 8656-A.
O perfil da amostra é formado por 53% de mulheres e 47% de homens. Por idade, 12% têm entre 16 e 24 anos, 31% de 25 a 40, 34% de 41 a 59 e 24% têm 60 anos ou mais. Quanto à escolaridade, 34% têm ensino fundamental, 41% ensino médio e 25% ensino superior.
Na distribuição regional, 16% estão no Norte/Centro-Oeste, 28% no Nordeste, 42% no Sudeste e 14% no Sul. Em relação ao município, 25% vivem em capitais, 13% em regiões metropolitanas e 62% no interior.
O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-08900/2026.
As informações sobre pesquisas eleitorais podem ser consultadas no sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral. O TSE mantém uma página para consulta das pesquisas registradas e informa que os levantamentos de opinião pública relativos às eleições devem ser registrados na Justiça Eleitoral.
Consulta oficial: Pesquisas eleitorais registradas no TSE