O Ibama autorizou a Petrobras a dar continuidade às atividades de pesquisa de petróleo na costa do Amapá. A licença permite que a estatal perfure três novos poços na Bacia da Foz do Amazonas, dentro da área da Margem Equatorial. Leia em TVT News.
A decisão foi formalizada na quinta-feira (3), pelo presidente do Ibama, Jair Schmitt. Antes de iniciar os trabalhos, a Petrobras deverá apresentar ao órgão ambiental um novo planejamento para as perfurações.
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Pesquisas continuam após descoberta de petróleo
Os três poços – Manga, PAD Morpho e Crotalus – ficam no bloco FZA-M-59, onde a Petrobras identificou petróleo no poço Morpho.
A descoberta foi anunciada pela empresa em agosto. O poço está situado a aproximadamente 175 quilômetros do litoral do Amapá.
A presença de petróleo, porém, não significa que a área já possa entrar em produção. A Petrobras ainda precisa reunir informações sobre o reservatório, incluindo a quantidade disponível e as condições para uma eventual exploração comercial.
Os novos trabalhos fazem parte justamente dessa etapa de avaliação. Os dados obtidos nas perfurações deverão contribuir para determinar o potencial da região.
Licença estabelece medidas ambientais
A autorização do Ibama vem acompanhada de uma série de condições para a execução das atividades. Entre as exigências estão medidas de controle da poluição, monitoramento ambiental e ações de comunicação com a população.
A Petrobras também deverá adotar um plano para prevenção e controle de espécies exóticas durante as operações.
Outra determinação impede o descarte no mar dos cascalhos resultantes das perfurações em áreas específicas onde houver reservas principais ou reservatórios mais rasos com presença comprovada de petróleo.
O Ibama também proibiu que mais de uma unidade de perfuração opere ao mesmo tempo na região.
Margem Equatorial é alvo de disputa sobre futuro do petróleo
A Foz do Amazonas integra a Margem Equatorial, faixa do litoral brasileiro que passou a concentrar parte dos esforços da Petrobras em busca de novas reservas.
A exploração da área é apontada pela estatal e pelo governo federal como uma possibilidade de reposição das reservas nacionais diante da perspectiva de redução da produção do pré-sal a partir da próxima década.
Atualmente, o pré-sal responde por cerca de 80% da produção brasileira de petróleo. A Petrobras estima que a produção nacional alcance o pico em 2030 e depois entre em trajetória de queda com o declínio das reservas do pré-sal.
A eventual exploração na costa do Amapá, no entanto, ainda está distante dessa etapa. Caso as pesquisas confirmem volume suficiente e viabilidade econômica, a Petrobras terá de solicitar uma nova licença ambiental para iniciar a produção.