A proporção de trabalhadores sindicalizados no Brasil ficou praticamente estável em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23). A taxa passou de 8,9% em 2024 para 8,8% no ano passado, o equivalente a 9,1 milhões de pessoas. Leia em TVT News.
O percentual é o segundo menor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e permanece abaixo dos níveis registrados antes da reforma trabalhista, aprovada em 2017.
Em 2012, primeiro ano da série, 14,4 milhões de trabalhadores eram associados a sindicatos, o equivalente a 16,1% dos ocupados. Em 13 anos, o número caiu 36,7%, uma redução de 5,3 milhões de pessoas.
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Sindicalização é menor entre jovens
A diferença entre as gerações aparece entre os principais resultados do levantamento. Em 2025, a proporção de trabalhadores sindicalizados ficou abaixo da média nacional nas três faixas etárias mais jovens.
Entre pessoas de 14 a 17 anos, a taxa foi de 1%. Na faixa de 18 a 24 anos, ficou em 3,7%, enquanto entre trabalhadores de 25 a 39 anos chegou a 7,9%.
Nas faixas mais velhas, o percentual ficou acima da média nacional. Entre os trabalhadores de 40 a 59 anos, a sindicalização alcançou 11,1%. Para aqueles com 60 anos ou mais, foi de 10,8%.
O IBGE aponta que a taxa caiu em todos os grupos etários quando comparada aos dados de 2012.
Taxa permanece abaixo dos níveis pré-reforma
A sindicalização está abaixo de 10% desde 2022. A pesquisa não teve coleta em 2020 e 2021 devido às restrições provocadas pela pandemia de Covid-19.
A queda se acentuou a partir de 2017, ano da reforma trabalhista. Entre as mudanças promovidas pela legislação está o fim da contribuição sindical obrigatória, cujo desconto passou a depender de autorização dos trabalhadores.
A taxa chegou a apresentar uma recuperação em 2024, quando passou de 8,3% para 8,9%. O movimento, porém, não se repetiu em 2025, quando o indicador recuou para 8,8%.
Os dados fazem parte de um módulo anual da Pnad Contínua, que acompanha características do mercado de trabalho brasileiro.