O Ministério da Saúde, em conjunto com o estado do Amazonas e os municípios, monitora os impactos das queimadas sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) na região e articula medidas preventivas para manter o abastecimento de insumos essenciais à assistência à população. O trabalho inclui visitas técnicas, atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS) e apoio à gestão local. Até o momento, foram identificados 12 municípios que necessitam de algum tipo de suporte nos serviços de saúde. Leia em TVT News.
Em relação à oferta de insumos para assistência respiratória, o Ministério da Saúde avalia o consumo de oxigênio nos territórios, incluindo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), e verifica a capacidade de fornecimento das empresas no estado e no país para eventual atendimento em situações de emergência. O abastecimento de oxigênio às unidades de saúde do SUS é de responsabilidade da gestão local. Em situações de calamidade que coloquem vidas em risco, o Ministério pode apoiar o abastecimento por meio de seu poder de compra.
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No início desta semana, uma equipe da FN-SUS, em articulação com as autoridades sanitárias locais, está elaborando um diagnóstico situacional da rede de saúde. A atuação também considera os cuidados necessários diante da exposição à fumaça, que pode agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que demandam atenção especial. Nesse contexto, o levantamento técnico contribui para orientar a organização dos serviços e a preparação da rede para atender à população.
QUEIMADAS NO AMAZONAS — No dia 10 de outubro, foi decretada situação de emergência em cerca de 36 municípios amazonenses em razão das queimadas. Desde o início dos incêndios florestais, o Ibama extinguiu 303 focos no Amazonas, segundo dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente na quarta-feira (14).
Para apoiar as operações no estado, foram disponibilizadas 11 aeronaves: seis aviões Air Tractor, utilizados no combate direto aos incêndios florestais, com lançamentos rápidos e precisos de água; um avião KC-390, mobilizado pelo Ministério da Defesa para o lançamento de grandes volumes de água; três helicópteros para lançamento de água e transporte de brigadistas e equipamentos, especialmente em áreas de difícil acesso; e uma aeronave Caravan para apoio logístico.