A mobilização digital convocada pelo canal Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), tomou conta das redes sociais na manhã deste sábado (17). A ação, batizada de “O verde e amarelo é nosso”, levou milhares de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a publicarem, de forma simultânea, fotos vestindo as cores da bandeira nacional — especialmente a camisa da Seleção Brasileira — e fazendo o gesto de “L” com as mãos.
O movimento buscou ressignificar símbolos que, nos últimos anos, passaram a ser associados ao bolsonarismo e ocorre a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Veja como foi o movimento verde e amarelo nas redes com a TVT News.
O que você precisa saber sobre a ação do Exército do Lula
- O movimento #overdeamareloenosso e #retomamosnossascores: foi uma convocação para que apoiadores de Lula usem verde e amarelo nas redes sociais, retomando as cores nacionais.
- Quem convocou: o deputado federal André Janones (Rede-MG), por meio do canal Exército do Lula no WhatsApp, que ultrapassou a marca de 5 milhões de seguidores no mesmo dia da mobilização.
- Quem participou: o próprio presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros, governadores, parlamentares e um amplo grupo de artistas, cantores, atores, atletas e ex-atletas.

Exército do Lula retoma as cores verde e amarelo em defesa da democracia
A escolha do verde e amarelo não foi aleatória. Nos últimos anos, a camisa da Seleção Brasileira e as cores da bandeira passaram a ser utilizadas com frequência em manifestações políticas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação do Exército do Lula busca disputar esse imaginário e devolver os símbolos nacionais ao conjunto da população.
“Nós vamos pegar de volta os nossos símbolos. Se a gente fizer sincronizado, vai ser notícia no Brasil inteiro”, afirmou Janones em vídeo convocando a militância.


A convocação foi planejada para que as publicações ocorressem exatamente às 9h, em um esforço de sincronia nacional. O resultado foi uma enxurrada de posts que colocou as hashtags #OVerdeAmareloENosso, #BrasilInteiro e #RetomamosNossasCores entre os assuntos mais comentados do X (antigo Twitter) ao longo da manhã.
A ação também teve desdobramentos no Instagram, com figuras públicas de diferentes áreas aderindo ao gesto.
Quem participou da ação do Exército do Lula
A adesão de personalidades foi um dos pontos altos da mobilização. Além do próprio presidente Lula, que publicou foto com a camisa da Seleção, e de integrantes do governo e do Congresso, o movimento contou com a participação de artistas que, tradicionalmente, não ocupam cargos políticos, mas decidiram se posicionar.
Entre os nomes que publicaram fotos com o verde e amarelo e o gesto de “L” estão:
- Atores e atrizes: Reynaldo Gianecchini, Renata Sorrah, Gloria Pires, Alessandra Negrini, Marjorie Estiano, Sophie Charlotte, Cláudia Abreu, Débora Bloch, Camila Pitanga, Letícia Spiller, Humberto Carrão e Ingrid Guimarães.
- Cantores e músicos: Chico Buarque, Caetano Veloso, Anitta, Pabllo Vittar, Daniela Mercury, Diogo Nogueira, Alceu Valença e o rapper MC Cabelinho.
- Esportistas e outras personalidades: o ex-jogador de futebol Raí e o cineasta Kleber Mendonça Filho.
As publicações podem ser conferidas diretamente nos perfis dessas personalidades no Instagram e no X, onde a maioria mantém os posts fixados ou destacados em suas linhas do tempo.
Veja algumas personalidades que postaram o L de verde amarelo
- Jornalista Michelle Loreto
- Atriz Debora Falabella
- Letícia Spiller de verde e amarelo fazendo o L
Domingo, redes foram tomadas com a #ElesPoderiamEstarVivos
No dia seguinte à explosão verde e amarelo, as redes sociais foram tomadas por outra mobilização de forte impacto emocional. O vídeo da mãe do ator Paulo Gustavo, Dona Déa Lúcia Amaral, foi amplamente compartilhado. Nele, ela relembra a morte do filho, ocorrida em maio de 2021, vítima da Covid-19, antes de a vacina chegar.
“Não deu tempo”, diz Dona Déa, que aos 79 anos denuncia o atraso na compra de imunizantes pelo governo Bolsonaro e a insensibilidade do então presidente diante da pandemia. “E o governo ria, o nosso presidente ria, né? Isso daí eu falo com ódio! Ele ria!”. A fala recoloca no centro do debate eleitoral a atuação do governo Bolsonaro durante a maior crise sanitária da história recente do Brasil, tema que foi investigado pela CPI da Pandemia no Senado.