Ato de Flávio Bolsonaro tem pedido de ataque nuclear; SP tem denúncias de agressão

Manifestação na Avenida Paulista pró Flávio Bolsonaro teve objeto inflável pedindo um ataque nuclear a Donald Trump; no mesmo dia, houve relatos de agressão de bolsonaristas a apoiadores do PT e deputado estadual do PL foi detido após disparo em casa noturna
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Manifestação na Avenida Paulista pró Flávio Bolsonaro teve míssil inflável pedindo um ataque nuclear a Donald Trump; no mesmo dia, houve relatos de agressão de bolsonaristas a apoiadores do PT e deputado estadual do PL foi detido após disparo em casa noturna. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O domingo (18) foi marcado por manifestações políticas em São Paulo e por episódios de violência registrados em diferentes pontos da cidade. Durante um ato na Avenida Paulista em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, participantes exibiram um míssil inflável com uma mensagem pedindo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bombardeasse o Brasil com armas nucleares. Leia em TVT News.

No mesmo dia, uma mulher relatou ter sido agredida na região da estação Butantã do metrô após ser hostilizada por usar roupas vermelhas. Já na madrugada de segunda-feira (19), o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido após um disparo de arma de fogo em uma casa noturna na zona sul da capital. Não há confirmação de que os episódios de agressão nas estações tenham relação com as manifestações políticas.

Foto: CUT São Paulo/Facebook/Reprodução

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Míssil inflável pede que Trump ataque o Brasil

Durante a manifestação na Avenida Paulista, apoiadores de Flávio Bolsonaro levaram um míssil inflável com a frase em inglês “Trump nuke Brazil”, que pode ser traduzida como “Trump, ataque o Brasil com uma bomba nuclear”.

O ato reuniu Flávio e aliados políticos, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). A manifestação ocorreu uma semana antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

A exibição do objeto provocou críticas nas redes sociais, sobretudo pela mensagem que pede uma ação militar estrangeira contra o território brasileiro.

Mulher relata agressão após ser hostilizada por usar vermelho

Uma mulher registrou boletim de ocorrência após relatar que foi insultada e agredida nas proximidades da estação Butantã, da Linha 4-Amarela do metrô. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, a vítima aguardava um carro por aplicativo quando começou a ouvir provocações que atribuiu à cor vermelha de sua roupa.

De acordo com o boletim de ocorrência citado pelo veículo, a mulher questionou os comentários e acabou recebendo dois socos. O homem apontado como autor da agressão foi identificado como Diogo Freire Estevão. A companheira dele, Leda Freire, também teria participado das agressões, puxando o cabelo da vítima e apertando seu braço, segundo o relato publicado.

O empresário apresentou outra versão dos fatos e alegou ter agido em legítima defesa. O caso ainda depende de apuração.

Outro episódio foi registrado na estação Pinheiros, da Linha 9-Esmeralda, na zona oeste de São Paulo. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma discussão entre um homem e uma mulher. Durante a ocorrência, uma agente de segurança intervém e contém o homem.

O vídeo foi compartilhado pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), que classificou o caso como um “ataque bolsonarista”. Até o momento, porém, as informações divulgadas não identificam a mulher nem esclarecem como a discussão começou ou se os envolvidos participavam das manifestações políticas realizadas naquele domingo.

Em nota, a ViaMobilidade afirmou que seus agentes atuaram para conter o desentendimento entre dois passageiros. A empresa informou que ofereceu primeiros socorros e encaminhamento à delegacia para o registro de boletim de ocorrência, mas os envolvidos recusaram as duas opções.

Deputado do PL é detido após disparo em casa noturna

Na madrugada de segunda-feira (19), o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido após efetuar um disparo de arma de fogo durante uma confusão em uma casa noturna no bairro do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o tiro atingiu de raspão o pé do apresentador Fred Bruno, da TV Globo, que não sofreu ferimentos graves.

Testemunhas relataram que o parlamentar se envolveu em uma discussão no estabelecimento. Durante a confusão, ele teria sacado a arma e efetuado o disparo. A equipe de segurança retirou o deputado do local, e a Polícia Militar foi acionada. A pistola foi apreendida e encaminhada para perícia. O caso será investigado pela Polícia Civil.

A assessoria do deputado negou que ele tenha sido preso e afirmou que ele foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos, sendo liberado em seguida. Em nota, atribuiu o episódio a uma reação adversa a medicamentos. Marcelo Aguiar também teria alegado que o disparo foi acidental.

O parlamentar possui porte de arma de fogo. Um veículo utilizado por ele, identificado com placa oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), também foi apreendido para averiguação, segundo reportagens. Aguiar tentou a reeleição em 2026, mas não conseguiu votos suficientes para renovar o mandato.

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