A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, defende substituir parte dos servidores públicos por sistemas de inteligência artificial (IA). A proposta prevê utilizar a tecnologia para executar tarefas administrativas e operacionais e reduzir gastos com pessoal na máquina pública. Leia em TVT News.
A ideia foi apresentada por Marques em discussões sobre a modernização do Estado e voltou ao debate eleitoral de 2026. A economista defende uma reforma administrativa baseada na digitalização de serviços e no uso de ferramentas tecnológicas para aumentar a eficiência da gestão pública.
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IA substituiria servidores conforme se aposentarem
Entre as possibilidades discutidas está deixar de preencher determinadas vagas após a aposentadoria de servidores, transferindo parte das atividades para sistemas automatizados. A proposta, no entanto, não especifica quais carreiras seriam afetadas, quantos postos de trabalho poderiam ser eliminados nem quais funções seriam efetivamente assumidas pela inteligência artificial.
A iniciativa levanta questionamentos sobre os limites da automação no serviço público. Embora ferramentas de IA possam agilizar tarefas repetitivas, a prestação de serviços à população também envolve atendimento, fiscalização, análise de situações complexas e decisões que exigem responsabilidade institucional, que podem ser prejudicadas por uma substituição generalizada de funcionários pela tecnologia e a perda de expertise dos funcionários humanos.
O debate sobre a proposta de Flávio Bolsonaro coloca em pauta não apenas o potencial da inteligência artificial para modernizar a administração pública, mas também seus efeitos sobre o emprego e a capacidade do Estado de atender à população.
Lula defende IA com supervisão humana
O governo Lula (PT) defende a utilização da inteligência artificial para ampliar a produtividade dos serviços públicos, mas com supervisão humana. A posição contrasta com a proposta apresentada por Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que defende substituir parte das funções administrativas e operacionais desempenhadas por servidores por sistemas automatizados.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, criticou a proposta da equipe adversária. Dweck aponta riscos de erros e de perda da dimensão humana no atendimento público com a substituição de trabalhadores por ferramentas de inteligência artificial.
A proposta de Lula prevê continuar a digitalização dos serviços públicos, sem apresentar a substituição de servidores por IA como eixo da modernização administrativa. A diferença entre as campanhas está no papel atribuído à tecnologia: enquanto a equipe de Flávio associa a automação à redução do quadro de funcionários e das despesas, o governo defende seu uso para aumentar a eficiência, mantendo a supervisão de profissionais.