O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino pediu à Polícia Federal que investigue suspeita de influência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026. As hipóteses incluem a manipulação de algoritmos nas redes sociais para darem mais visibilidade a determinados candidatos e derrubarem alcance de outros. Leia em TVT News.
A apuração também inclui possíveis repasses de recursos do exterior para campanhas políticas e eventuais interesses econômicos estrangeiros relacionados à exploração de minerais críticos no Brasil.
A legislação eleitoral brasileira proíbe partidos e candidatos de receberem, direta ou indiretamente, recursos de origem estrangeira. A existência de financiamento irregular, contudo, ainda depende de apuração.
Entre os pontos que serão investigados estão possíveis negociações entre a organização conservadora norte-americana Rockbridge Network e os empresários brasileiros Tallis Gomes e Pedro Sang. As suspeitas envolvem a possibilidade de captação de recursos no exterior para beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25).
A decisão foi tomada após provocações do PT e do partido Missão, ligado ao candidato derrotado à Presidência Renan Santos, em ação que tramita no STF. Segundo Dino, as denúncias precisam ser apuradas em procedimentos próprios, sob supervisão da Corte.
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Redes sociais e possível favorecimento eleitoral
A investigação também vai apurar a contratação de publicidade eleitoral por perfis sediados no exterior, incluindo conteúdos relacionados à plataforma de apostas Polymarket, bloqueada no Brasil desde 2024. A PF deverá identificar os responsáveis pelos pagamentos, a origem dos recursos e possíveis vínculos com pessoas ou organizações brasileiras.
Outro eixo envolve suspeitas de tratamento desigual das campanhas presidenciais por plataformas digitais, especialmente as controladas pela Meta, empresa responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp, e pelo X.
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral, chegou a emitir decisão em 15 de outubro determinando que a Meta não interferisse na distribuição de conteúdo de nenhum dos dois candidatos até o fim do segundo turno.
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