A escolha dos nomes que vão comandar a economia tem gerado discussão no processo de formação do quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os cotados para o Ministério da Fazenda está o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), que ganhou destaque nacional ao participar da articulação política e da comunicação da campanha presidencial no segundo turno. Leia em TVT News.
A experiência na administração pública, a atuação em debates fiscais e a proximidade com Lula colocaram Fonteles entre os nomes considerados para a pasta.
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Experiência na área econômica
Aos 41 anos, Fonteles é formado em Matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e tem mestrado em Economia Matemática pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).
Antes de ser eleito governador, comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí entre 2015 e 2022. Também presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), de 2019 a 2022, participando de discussões sobre arrecadação, orçamento público e relações fiscais entre os governos estaduais e a União.
A passagem pelos cargos ajudou a construir seu perfil na área econômica e é um dos fatores que sustentam as especulações sobre sua possível ida para Brasília. A condução da Fazenda federal, no entanto, envolve desafios de outra dimensão, como a política fiscal nacional, a trajetória da dívida pública e a definição de recursos para investimentos e programas sociais.
Projeção nacional na campanha de Lula
Eleito governador em 2022, Fonteles conquistou a reeleição em 2026, no primeiro turno, com 70,90% dos votos válidos. Durante o segundo turno presidencial, integrou a articulação da campanha de Lula, com atuação na comunicação e na análise de cenários eleitorais.
No Piauí, Lula recebeu 75,88% dos votos válidos, o maior percentual entre os estados brasileiros. O resultado reforçou a influência política do governador dentro do campo petista e ampliou sua visibilidade nacional.
A participação na campanha aproximou Fonteles do núcleo político do presidente, mas não resultou, segundo o próprio governador, em conversas sobre uma futura nomeação. Em declarações públicas, ele disse que não chegou a discutir com Lula a possibilidade de assumir um ministério e que considera incomum deixar um governo estadual recém-conquistado para ocupar um cargo federal.
A situação fiscal do Piauí também aparece nas avaliações sobre o governador. O estado registrou déficits primários durante sua gestão, e Fonteles propôs uma regra para limitar o crescimento das despesas estaduais ao longo de dez anos. Ao mesmo tempo, o governo ampliou investimentos e manteve indicadores considerados positivos em algumas avaliações fiscais.