Agência nuclear da ONU pede moderação em meio ao conflito no Irã 

Diretor da Aiea pede que não seja descartado possível vazamento radiológico com graves consequências
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Um projétil explode sobre as águas da baía de Haifa, ao largo da cidade costeira de Israel, no norte do país, em 28 de fevereiro de 2026. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, e a emissora pública israelense noticiou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, havia sido alvo dos ataques. A república islâmica retaliou com uma saraivada de mísseis contra os países do Golfo e Israel. (Foto de Jalaa Marey / AFP)

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica da Organização da ONU (Aiea), Rafael Grossi, revelou, nesta segunda-feira (2), que não há “nenhum indício” de danos em instalações nucleares do Irã no atual conflito com os Estados Unidos e Israel. Esses complexos incluem a Usina Nuclear de Bushehr, o Reator de Pesquisa de Teerã e outras instalações do ciclo do combustível nuclear. Saiba os detalhes na TVT News.

Aumento nos níveis de radiação

Em sessão de emergência do Conselho de Governadores da Aiea, em Viena, o chefe da agência destacou que, embora prossigam esforços para contatar as autoridades nucleares iranianas, não foi conseguida resposta até o momento.

No discurso, Grossi sublinhou que “até agora, nenhum aumento nos níveis de radiação acima dos níveis normais de radiação de fundo foi detectado em países que fazem fronteira com o Irã”.

O Irã e a Rússia foram os países que pediram a reunião extraordinária do Conselho de Governadores, composto por 35 Estados.

O primeiro ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã aconteceu na manhã de sábado e foi justificado como um ato preventivo contra ameaças representadas pelos programas nucleares e de mísseis balísticos do país. 

As autoridades americanas justificam o início da “Operação Fúria Épica” com a recusa do Irã de se comprometer com o enriquecimento zero de urânio.

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Diretor-geral da Aiea, Rafael Grossi, pede que não seja descartado possível vazamento radiológico com graves consequências. Foto: ONU/Divulgação

Diplomacia e negociações

Grossi enfatizou que, para se alcançar uma “garantia de longo prazo de que o Irã não adquirirá armas nucleares”, Teerã e Washington deveriam “retornar à diplomacia e às negociações”.

Outro pedido feito pelo chefe da Aiea foi no sentido de todas as partes “exercerem máxima contenção para evitar uma escalada ainda maior”.

O diretor-geral mencionou ainda ataques a várias nações do Golfo com mísseis e drones lançados pelo Irã em Barém, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Essas ações “todas utilizam armas nucleares de alguma forma”, segundo Grossi.

Para o chefe da Aiea, a situação atual é muito preocupante e não se pode “descartar a possibilidade de um vazamento radiológico com graves consequências, incluindo a necessidade de evacuar áreas tão grandes ou maiores que grandes cidades.”

No sábado, a Aiea afirmou que não tinha conseguido verificar se Teerã havia suspendido o enriquecimento de urânio após os ataques às suas instalações nucleares durante a guerra de 12 dias em junho com Israel e os Estados Unidos.

Com ONU

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