Artemis II leva pela 1ª vez mulher e negro à órbita da Lua

Missão da NASA marca retorno de humanos ao entorno lunar após mais de 50 anos e inaugura nova fase da exploração espacial
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Koch será a primeira mulher e Glover, o primeiro negro, a participar de uma missão desse tipo. Foto: Divulgação/Nasa

A missão Artemis II, da NASA, tem lançamento previsto para esta quarta-feira (1º) e promete entrar para a história ao levar, pela primeira vez, uma mulher e uma pessoa negra ao entorno da Lua. O voo também marca o retorno de astronautas ao espaço profundo após mais de cinco décadas desde o fim do programa Apollo. Leia em TVT News.

A tripulação é composta por quatro astronautas: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Entre eles, Koch será a primeira mulher a viajar além da órbita baixa da Terra em direção à Lua, enquanto Glover se tornará a primeira pessoa negra a participar de uma missão desse tipo.

O lançamento ocorre no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, às 19h24 (horário de Brasília), com o uso do foguete Space Launch System (SLS), considerado o mais potente já desenvolvido pela agência. A cápsula Orion, onde viajam os astronautas, será testada em condições reais de voo tripulado.

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A missão deve durar cerca de dez dias e não prevê pouso na Lua. Em vez disso, a espaçonave realizará uma trajetória de ida e volta ao redor do satélite natural, em um percurso conhecido como “free-return”, que permite o retorno automático à Terra em caso de falhas.

Durante o trajeto, os astronautas irão percorrer centenas de milhares de quilômetros e ultrapassar a distância atingida por qualquer missão tripulada anterior. O objetivo principal é testar sistemas essenciais da nave, como suporte de vida, propulsão e navegação, em preparação para futuras missões com pouso lunar.

A Artemis II é considerada uma etapa crucial dentro do programa Artemis, que pretende estabelecer presença humana sustentável na Lua ao longo da próxima década. A expectativa é que missões seguintes avancem para o pouso e, posteriormente, para a construção de estruturas permanentes no satélite.

Além dos marcos técnicos, a missão também tem forte simbolismo político e social. Ao incluir uma mulher e uma pessoa negra em um voo ao espaço profundo, a NASA busca refletir maior diversidade em um campo historicamente dominado por homens brancos.

A presença do astronauta canadense Jeremy Hansen também reforça o caráter internacional da missão. Ele será o primeiro não norte-americano a viajar além da órbita baixa da Terra em direção à Lua.

A Artemis II ocorre em um contexto de renovado interesse global pela exploração espacial, com participação crescente de empresas privadas e novas potências no setor. A missão é vista como um passo estratégico dos Estados Unidos para retomar protagonismo na corrida espacial contemporânea.

Caso seja bem-sucedida, a missão abrirá caminho para a Artemis III, que deve levar humanos de volta à superfície lunar pela primeira vez desde 1972.

Mais do que um feito tecnológico, a Artemis II simboliza uma mudança de era: combina avanços científicos, cooperação internacional e maior diversidade em uma nova etapa da presença humana no espaço.

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