Professoras e professores da rede estadual de São Paulo realizam, no dia 6 de março, uma assembleia que pode decidir os rumos da mobilização da categoria, inclusive a possibilidade de greve. A atividade está marcada para as 16h, na Avenida Paulista, com concentração em frente ao MASP, seguida de caminhada até a Praça da República e ato unificado com outros setores do funcionalismo público e movimentos sociais. Leia em TVT News.
Os professores da rede estadual de São Paulo podem entrar em greve?
A possibilidade de greve está colocada no debate da categoria e será avaliada de forma coletiva. De acordo com a Apeoesp, a greve é entendida como um instrumento de pressão para reverter medidas do governo estadual e obrigar a abertura de negociações efetivas.
O Conselho Estadual de Representantes (CER) da Apeoesp aponta que o tema deve ser discutido desde as escolas, com assembleias regionais e participação direta da base, até a deliberação na assembleia estadual do dia 6 de março.
Nos últimos meses, a categoria já realizou uma série de manifestações, reunindo não apenas professores, mas também estudantes, outros profissionais da educação e movimentos sociais, o que reforça o clima de mobilização em todo o estado.
Confira as datas de mobilização dos professores da rede pública de SP
O calendário divulgado pela Apeoesp reúne uma série de atividades ao longo de fevereiro e março:
- 2 a 6 de fevereiro – Mobilizações regionais, atos nas diretorias de ensino e ações contra resoluções consideradas autoritárias
- 8 de fevereiro a 4 de março – Eleição de representantes de escola, reuniões e assembleias regionais
- 11 de fevereiro – Ato às 16h, na Praça da República, em frente à Seduc-SP
- 18, 19 e 20 de fevereiro – Visitas às escolas durante o planejamento pedagógico, com debate sobre a greve
- 27 de fevereiro – Reunião do Grito por Educação e Serviços Públicos de Qualidade no Estado de São Paulo
- 6 de março – Assembleia estadual às 16h, na Avenida Paulista, com caminhada e ato unificado
- 8 de março – Participação nas mobilizações do Dia Internacional das Mulheres
- 20 de março – Mobilização do funcionalismo público
Quais as pautas dos professores da rede estadual de SP
Entre as principais reivindicações estão questões salariais, condições de trabalho, atribuição de aulas, defesa da educação pública e oposição às medidas consideradas autoritárias adotadas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP).
A categoria denuncia problemas na atribuição de aulas, que deixaram milhares de docentes sem classes atribuídas no início do ano letivo, além de impactos provocados por resoluções e decretos recentes.
A pauta também inclui a aplicação correta do reajuste do piso salarial nacional no salário-base, com reflexos em toda a carreira, o fim do pagamento por abono complementar, a correta composição da carga horária prevista em lei e a defesa da educação inclusiva, diante da redução de professores auxiliares e do atendimento a estudantes com deficiência.
Dia 11 de fevereiro, professores fazem ato em frente à Secretaria da Educação
Como parte do calendário de lutas, está marcado para o dia 11 de fevereiro, às 16h, um ato em frente à Seduc-SP, na Praça da República, no centro da capital paulista. A mobilização tem como foco denunciar a situação da atribuição de aulas e cobrar mudanças imediatas nas resoluções que afetam o emprego e os direitos da categoria.
A Apeoesp orienta que, além do ato central, sejam realizadas mobilizações regionais, visitas às escolas e ações de diálogo com a comunidade escolar ao longo do mês de fevereiro, especialmente durante o período de planejamento pedagógico.
Lemas do ato do dia 11: exigir atribuição de aulas justa e nenhum professor sem aula, nenhum estudante sem professor
O lema que orienta o ato do dia 11 resume uma das principais denúncias da categoria: “nenhum professor sem aula, nenhum estudante sem professor”. A frase expressa a crítica ao modelo de atribuição considerado excludente e desorganizado, que resultou em docentes efetivos, estáveis e da categoria O sem aulas atribuídas no início do ano letivo.

Apeoesp exige do governo Tarcísio a aplicação da lei do descongelamento
Um dos pontos centrais é o cumprimento da lei que trata do descongelamento do tempo de serviço referente ao período da pandemia. A Apeoesp cobra que o governo estadual reconheça esse tempo para fins de carreira e pague os valores retroativos devidos às professoras e aos professores da rede estadual.
A entidade também reforça a exigência de retirada do Projeto de Lei 1316/2025 da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que trata de uma reforma administrativa na educação estadual. Segundo o sindicato, a proposta amplia mecanismos de avaliação de desempenho, fragiliza a estabilidade e aprofunda o desmonte dos serviços públicos

