Passagem de ônibus sobe em 12 cidades da Grande SP; Guarulhos e Osasco estão entre as tarifas mais altas

Em Guarulhos, a passagem, que custava R$ 5,10 no Cartão Cidadão, teve aumento para R$ 6,20. Em Osasco, foi de R$ 5,80 para R$ 6,10
Entre os aumentos anunciados, Guarulhos e Osasco ganham destaque por concentrarem valores elevados e por atingirem diretamente um grande contingente de trabalhadores. Foto: Wikicommons
Entre os aumentos anunciados, Guarulhos e Osasco ganham destaque por concentrarem valores elevados e por atingirem diretamente um grande contingente de trabalhadores. Foto: Wikicommons

O ano de 2026 começou com aumento nas tarifas de ônibus municipais em ao menos 12 das 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Entre os aumentos anunciados, Guarulhos e Osasco ganham destaque por concentrarem valores elevados e por atingirem diretamente um grande contingente de trabalhadores que dependem diariamente do transporte coletivo. Confira na TVT News.

Em Guarulhos, o reajuste entrou em vigor já no dia 1º de janeiro. A passagem, que custava R$ 5,30 em dinheiro e R$ 5,10 no Cartão Cidadão, passou para R$ 6,20, colocando o município entre os mais caros da região. Apenas Itaquaquecetuba supera esse valor no pagamento em dinheiro, com tarifa de R$ 6,30.

Osasco também aplicou aumento a partir do dia 5 de janeiro. O valor da passagem subiu de R$ 5,80 para R$ 6,10, patamar semelhante ao adotado por cidades vizinhas como Barueri, Carapicuíba, Itapevi e Jandira. O reajuste reforça a pressão sobre o orçamento das famílias que utilizam o transporte municipal para se deslocar dentro do município ou fazer integrações com a capital.

Mais aumento

Na cidade de São Paulo, o aumento começa a valer na próxima terça-feira (6). A tarifa passa de R$ 5 para R$ 5,30, após um período de congelamento. A capital se soma, assim, ao grupo de municípios que decidiram atualizar os preços neste início de ano.

Além de Guarulhos, Osasco e São Paulo, também anunciaram reajustes Itaquaquecetuba, Ribeirão Pires, Arujá, Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Mauá e Rio Grande da Serra, com novos valores variando conforme a forma de pagamento — cartão ou dinheiro — e a data de início da cobrança.

Enquanto isso, seis cidades informaram que não haverá reajuste em 2026, entre elas Santo André e São Bernardo do Campo. Outras dez ainda estudam a possibilidade de aumento, e nove municípios adotam tarifa zero ou não possuem transporte municipal, como São Caetano do Sul e Guararema. Mairiporã e Taboão da Serra não responderam sobre eventual reajuste até o momento.

Com os novos valores, Guarulhos e Osasco passam a figurar no centro do debate sobre o custo do transporte público na Grande São Paulo, especialmente em um contexto de inflação acumulada e de forte dependência do ônibus como principal meio de deslocamento da população metropolitana.

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