Bispos de diferentes dioceses e prelazias do Amazonas divulgaram uma mensagem aos eleitores sobre a importância do voto e da participação política. O vídeo destaca a democracia como um bem a ser preservado e aborda temas como soberania nacional, preservação da Amazônia, defesa dos povos indígenas e comunidades tradicionais e atenção às populações vulnerabilizadas. Leia em TVT News.
A mensagem também alerta para o uso da religião como instrumento de disputa eleitoral. Os religiosos afirmam que a Igreja Católica não possui partido e defendem que os eleitores façam escolhas de forma consciente, sem transformar igrejas em espaços de orientação partidária.
A manifestação dos bispos ocorre no mesmo contexto de participação de lideranças religiosas no debate eleitoral. O pastor Leonardo Borges também publicou um vídeo em que declara voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e convoca evangélicos que compartilham de sua posição a não esconder o voto.
Pastor há quase três décadas, Borges afirma que sua escolha está relacionada à defesa dos mais pobres e vulnerabilizados e critica a aproximação entre setores evangélicos e o bolsonarismo. Na avaliação do religioso, essa relação teria contribuído para divisões familiares, intolerância e afastamento de fiéis das igrejas.
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Democracia e Amazônia como bens a serem cuidados
A defesa da democracia aparece como um dos principais eixos da mensagem. Dom Frei Samuel Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, relaciona a soberania do Brasil, de suas riquezas e bens nacionais à necessidade de preservar o regime democrático.
Os bispos também defendem a participação dos eleitores para além do dia da votação. Dom Zenildo Luiz Pereira, bispo da Diocese de Borba, ressalta que acompanhar a atuação dos representantes escolhidos também faz parte da responsabilidade cidadã. “A pessoa que vota consciente sabe que votar não é tudo. Acompanhar quem foi eleito é nossa responsabilidade”, diz.
A preservação da Amazônia é outro ponto central da mensagem. Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, afirma que é importante considerar a proteção da floresta durante o processo eleitoral. “É importante votar pela Amazônia e pela sua preservação. Nossas florestas, águas e povos não são mercadorias”, afirma.
Dom José Altevir da Silva, bispo da Prelazia de Tefé, destaca a defesa dos territórios de povos indígenas, ribeirinhos e tradicionais.
“É importante votar em quem defende os territórios dos povos indígenas, ribeirinhos e povos tradicionais”, diz.
Dom Marco Piatek, bispo da Diocese de Coari, afirma que a Igreja Católica não está vinculada a partidos políticos. “Nós, Igreja Católica, não temos partido”, afirma. Segundo a mensagem, a atuação da Igreja parte de causas relacionadas ao Evangelho, entre elas a defesa dos mais vulneráveis e empobrecidos.
Dom Joaquim Hudson Ribeiro, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, destaca a importância da paz, da justiça, do perdão e da reconciliação, além da atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade.
A mensagem também cita uma declaração do papa Francisco sobre a participação política. Dom Vanthuy Neto, bispo da Diocese de São Gabriel da Cachoeira, afirma que, para o pontífice, a política é uma das formas mais elevadas de caridade por estar relacionada à busca pelo bem comum.
No encerramento, Dom Adolfo Zon, bispo da Diocese do Alto Solimões, reforça a responsabilidade associada à escolha eleitoral.
“O voto não tem preço, tem consequências”, afirma.
A mensagem reúne diferentes bispos da região em torno da defesa da democracia, da soberania nacional, da preservação da Amazônia e da proteção dos povos indígenas, ribeirinhos e tradicionais. Os religiosos afirmam não indicar partido, mas apresentam princípios que, segundo eles, devem orientar a participação dos cristãos na vida pública.
Pastor evangélico declara voto em Lula e critica aproximação entre igrejas e bolsonarismo
O pastor Leonardo Borges declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentou argumentos religiosos e sociais para justificar sua escolha. Em discurso publicado nas redes sociais, o religioso citou passagens bíblicas, políticas de assistência aos mais pobres e representatividade social.
Também criticou lideranças evangélicas que, segundo ele, usam pautas como aborto, ideologia de gênero e comunismo para demonizar a esquerda. Borges afirmou que o bolsonarismo contribuiu para divisões familiares, intolerância e afastamento de fiéis das igrejas.
Ao final, convocou evangélicos que apoiam Lula a não sentirem culpa ou medo de manifestar suas posições políticas. As declarações são do próprio pastor e expressam sua avaliação sobre os governos e o movimento bolsonarista.