Bolsonaro cai na cela da PF. Apesar de quadro leve, ele irá para o hospital

Queda ocorreu após Bolsonaro ter recebido alta. Apesar de "histórico de atleta", o ex-presidente condenado tem reiteradas visitas médicas
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O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a passar mal na madrugada desta terça-feira (6) Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a passar mal na madrugada desta terça-feira (6) e sofreu uma queda dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Ele será transferido para o hospital DF Star, onde passará por exames. Entenda na TVT News.

Segundo o médico responsável por seu acompanhamento ainda na PF, o episódio resultou em um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, sem gravidade e sem indicação de transferência hospitalar ou qualquer alteração no regime de cumprimento da pena.

Histórico “de atleta” de Bolsonaro

A informação inicial foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por meio das redes sociais. De acordo com o relato, Bolsonaro caiu durante a madrugada e bateu a cabeça em um móvel da cela. Pouco depois, o médico Claudio Birolini confirmou o ocorrido em entrevista à GloboNews.

Segundo Birolini, o TCE foi classificado como leve, quadro que, em geral, apresenta recuperação do estado mental em até 24 horas, embora exija observação clínica. O médico destacou que não há sinais de complicações mais sérias nem necessidade de remoção do ex-presidente da custódia da Polícia Federal.

Episódio ocorre dias após alta hospitalar

O mal-estar ocorreu seis dias após Bolsonaro ter recebido alta hospitalar. Em 1º de janeiro, ele retornou à sede da PF após passar nove dias internado para procedimentos médicos, entre eles uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia 25 de dezembro, sem intercorrências.

Durante a internação, a equipe médica também realizou intervenções para tratar um quadro persistente de soluços. Nos dias 27 e 29 de dezembro, Bolsonaro passou por bloqueios do nervo frênico nos lados esquerdo e direito, respectivamente. No dia 30, segundo Michelle Bolsonaro, houve ainda um procedimento cirúrgico de reforço.

No dia 31, uma endoscopia apontou a persistência de esofagite e gastrite. Na mesma data, a defesa do ex-presidente solicitou ao Supremo Tribunal Federal a conversão da pena em prisão domiciliar, pedido que foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Cumprimento da pena

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado, Bolsonaro permanece custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Apesar do novo episódio de saúde, fontes médicas e jurídicas indicam que não há qualquer elemento que justifique mudança no local de custódia, transferência hospitalar prolongada ou alteração no regime de cumprimento da pena.

Após a alta, o ex-presidente foi levado do hospital à sede da PF em uma viatura da Polícia Federal. O trajeto, de cerca de dois quilômetros, durou aproximadamente seis minutos e foi feito por uma entrada lateral da unidade.

Até o momento, não há informação oficial sobre novos exames ou necessidade de intervenções adicionais, apenas acompanhamento clínico de rotina, considerado compatível com o quadro apresentado.

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