Brasil conseguiu amortecer crise internacional dos combustíveis graças à Petrobras

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“Energia não pode ser tratada apenas como mercadoria", disse Bacelar. Foto: Marcos Peron/Agência Petrobras

Durante audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Deyvid Bacelar, especialista em óleo, gás e energia, afirmou que a capacidade nacional de produção e refino, aliada ao papel estratégico da Petrobras, foi fundamental para reduzir os impactos da crise internacional dos combustíveis sobre a população brasileira. Saiba mais na TVT News.

Segundo os dados apresentados por Bacelar, enquanto países como Estados Unidos e Canadá registraram aumentos superiores a 30% nos preços da gasolina e do diesel, o Brasil teve impactos mais moderados, com alta de 6% na gasolina e 17,7% no diesel.

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“Os dados mostram que o Brasil só conseguiu amortecer os efeitos da crise internacional dos combustíveis porque ainda mantém capacidade de produção, refino e uma Petrobras estatal atuando como instrumento de proteção do mercado interno. Onde houve maior dependência externa e ausência de controle público, os impactos foram muito mais severos para a população”, afirmou.

Durante a audiência, Deyvid Bacelar também alertou para os impactos da venda de ativos estratégicos da Petrobras e defendeu a necessidade de fortalecer a soberania energética nacional.

“Energia não pode ser tratada apenas como mercadoria. Quando o país abre mão de refinarias, da distribuição e de setores estratégicos da cadeia do petróleo, perde capacidade de proteger sua economia, controlar preços e garantir segurança energética”, pontua Bacelar, lembrando que defender uma Petrobras pública e integrada, do poço ao posto, é defender a soberania nacional.

“É fundamental a reestatização das refinarias privatizadas, como a antiga Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, e a Refinaria da Amazônia (Ream), no Amazonas, além da BR Distribuidora e da Liquigás, para que a redução dos preços chegue de fato ao consumidor final, impactando não apenas os combustíveis, mas toda a cadeia alimentícia e outros setores diretamente afetados pelo custo da energia”, finaliza.

Via FUP

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