Pela primeira vez, dois restaurantes da América Latina receberam a classificação de três estrelas do Guia Michelin para Rio de Janeiro & São Paulo, na edição de 2026. O anúncio foi feito em cerimônia no Copacabana Palace e consagrou os paulistanos Tuju e Evvai como integrantes de um seleto grupo global de apenas 154 restaurantes. Com a conquista, o Brasil agora é o único país da América Latina a alcançar esse patamar. Saiba os detalhes na TVT News.
Alta cozinha com identidade brasileira
À frente do Tuju, o chef Ivan Ralston propõe uma imersão nos biomas e ciclos naturais do país. O restaurante opera com menus sazonais (Umidade, Chuva, Seca e Ventania) em uma experiência distribuída por três andares no Jardim Paulistano. O menu degustação de 10 etapas custa cerca de R$ 1.500 e rendeu à casa, além das três estrelas, a renovação da Estrela Verde, dedicada a práticas sustentáveis.
Já o Evvai, comandado por Luiz Filipe Souza, aposta na fusão entre tradição italiana e ingredientes brasileiros. O menu “Oriundi”, que varia entre R$ 1.150 e R$ 1.250, combina técnica refinada e narrativa visual, com ilustrações criadas pelo próprio chef. Entre os destaques está a releitura da moqueca com lula e pupunha, elogiada pelos inspetores pela precisão em texturas e temperaturas.

Panorama das estrelas no Brasil
A nova configuração do Guia Michelin no país evidencia a consolidação do setor:
- Três estrelas: Tuju e Evvai (São Paulo)
- Duas estrelas: D.O.M., Oro e Lasai mantiveram suas posições
- Uma estrela: 19 restaurantes, com destaque para a estreia do Madame Olympe, liderado por Claude Troisgros e Jéssica Trindade
- Bib Gourmand: 44 casas reconhecidas pelo bom custo-benefício
- Selecionados: 81 restaurantes recomendados pela qualidade
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Novos prêmios e valorização profissional
A edição de 2026 também ampliou o reconhecimento a diferentes áreas da hospitalidade. O inédito prêmio de coquetelaria foi concedido a Anderson Oliveira, do D.O.M., comandado por Alex Atala. Outros destaques incluem Pedro Coronha (Jovem Chef), Raphael Zanon (Serviço) e Robério de Sousa Queiroz (Sommelier do Ano).
As avaliações seguem critérios rigorosos, como qualidade dos ingredientes, técnica, personalidade, relação custo-benefício e consistência, e são conduzidas por inspetores anônimos. O retorno do guia ao Brasil foi viabilizado por investimento público de R$ 9 milhões das prefeituras de São Paulo e Rio.

